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03/11/2011

BRUXISMO


O Bruxismo é um hábito para funcional de ranger os dentes e constitui um dos mais difíceis desafios para a odontologia restauradora, sendo que a dificuldade para sua resolução aumenta de acordo com a gravidade do desgaste dentário produzido. 
Fisiopatologicamente, o esmalte dentário é o primeiro a receber os prejuízos do Bruxismo, e o desgaste anormal dos dentes é o sinal mais freqüente da anomalia funcional. O padrão de desgaste dental do Bruxismo prolongado é, freqüentemente, não uniforme e mais severo nos dentes anteriores. 
A importância do Bruxismo ainda se deve à sua relação com a dor muscular da articulação temporomandibular e alguns tipos de cefaleia. 
Pode ser definido como um hábito para funcional que consiste em movimentos involuntários ritmados e espasmódicos de ranger ou apertar os dentes, ocorrendo normalmente durante o sono. 
Alguns autores dividem o termo Bruxismo em cêntrico, ato de apenas apertar os dentes, ou excêntrico, onde além de apertar os dantes há também o ranger dos dentes, porém, ambos sempre involuntários.
Há discrepância sobre a definição precisa do Bruxismo, alguns autores definindo-o como atividade para funcional diurna ou noturna e outros alegando-o exclusivamente durante o sono. De modo geral diz-se Bruxomania para definir esse movimento de apertar, ou ranger dos dentes, quando a pessoa se encontra acordada.

É importante destacar, para entendimento conceitual, que o Bruxismo não é necessariamente uma doença. Trata-se mais de uma disfunção. É perfeitamente possível que alguns portadores de Bruxismo não tenham maiores conseqüências para o sistema mastigatório. O aspecto mórbido ou doentio pode ser pensado quando este hábito funcional leva à algum prejuízo do sistema mastigatório ou desencadeia sintomas de desordens temporomandibulares, como por exemplo, a artrite têmporomandibular (ATM). 
O Bruxismo noturno pode ocorrer em praticamente todos os estágios do sono, sendo observado predominantemente no estágio II e virtualmente ausente nos estágios III e IV, mais profundos. Quando relacionado ao sono, o Bruxismo envolve movimentos rítmicos semelhantes ao da mastigação intercalados por longos períodos de contração dos músculos mandibulares. Essas contrações costumam ser fortes e até superar aquelas realizadas durante a mastigação normal consciente. Costumam durar o suficiente para produzir fadiga e dor muscular.

Incidência e Curso

Alguns trabalhos estimam entre 6 e 20% dos adultos e em torno de 14% das crianças a incidência do Bruxismo. Entretanto, sinais e sintomas de Bruxismo são observados entre 80% e 90% das populações estudadas, sugerindo que, ou essas pessoas apresentam Bruxismo inconscientemente ou já o tiveram. Parece ainda que o Bruxismo diminui com a progressão da idade, predominantemente depois dos 50 anos. Quanto à distribuição nos sexos, alguns autores encontraram uma maior frequência do Bruxismo em mulheres.

Causas (Etiologia)

As causas normalmente estariam relacionadas a fatores psicológicos, como tensão emocional, agressão reprimida, ansiedade, raiva, medo, frustrações e estresse. A frequência e a severidade do Bruxismo pode variar a cada noite, e parece estar altamente associado ao estresse emocional e físico. 
Prognóstico e Conseqüências 
Hábitos funcionais do tipo Bruxismo costumam levar ao desgaste dentário, má oclusão severa, trauma oclusal, fratura dentária e dores em determinados componentes do sistema mastigatório. O Bruxismo é considerado uma das causas das desordens temporomandibulares devido à possibilidade de desencadear dor ou disfunção na musculatura mastigatória e /ou articulação temporomandibular.
Tratamento

Atualmente a odontologia tem optado pela utilização de uma placa estabilizadora, de resina acrílica, que respeite os conceitos de máxima estabilidade mandibular em relação cêntrica e movimentos excêntricos harmoniosos através de guias específicas (protusivas e caninas). A função da placa estabilizadora seria para proteger os dentes e demais componentes do sistema mastigatório durante as crises noturnas de Bruxismo. Além disso a placa ainda reduziria a atividade elétrica de músculos elevadores da mandíbula, como masseter e temporal, reduzindo assim a atividade tensional.

Entretanto, a colocação de placas constitui-se num tratamento, digamos, sintomático. O ideal seria o tratamento dos estados tensionais, estressantes ou ansiosos que produzem o Bruxismo.

Fonte

Leia, Estude, Pesquise e 
CUIDE-SE.

09/05/2011

Tratamento europeu contra o bruxismo




Dores de cabeça e no rosto, mandíbula “travada”, dentes rangendo. Você reconhece esses sintomas?

Então, você pode estar sofrendo de bruxismo, problema que consiste no ato de apertar e também ranger os dentes durante o sono. No Brasil, o tratamento mais comum é o uso de placas de mordida que, colocadas na boca durante a noite, evitam o desgaste dos dentes.




“Este tipo de tratamento apenas protege os dentes do desgaste”, explica o professor e pesquisador dinamarquês Peter Svensson, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca.

Entre os dias 2 e 5 de maio, Peter esteve na FOB (Faculdade de Odontologia de Bauru), na USP, ministrando a disciplina “Dores Orofaciais: Pesquisa e Clínica”, ao lado de Paulo César Rodrigues Conti, professor titular do Departamento de Prótese e presidente da Comissão de Pós-Graduação da FOB. Em suas aulas na FOB, Svensson apresentou aos alunos o grindcare, aparelho que representa um avanço no tratamento do bruxismo.

O aparelho funciona por meio do monitoramento dos músculos faciais. Um eletrodo é fixado à face do indivíduo antes de dormir e um dispositivo menor que um aparelho celular é pendurado no pescoço. Quando os músculos fazem movimentos para se contrair, o aparelho emite um sinal que funciona como um pequeno beliscão na face do indivíduo. 




Com o tempo, a pessoa aprende que o ato de ranger os dentes gera esse estímulo e, então, para de apertá-los. Por acontecer em um estágio de sono profundo e não ser doloroso, o estímulo não acorda o paciente. Outra vantagem é que o aparelho não precisa ser usado todos os dias. “O bruxismo é cíclico, varia de acordo com o nível de estresse da pessoa. Por isso, o aparelho não precisa ser usado toda noite” explica Svensson.

De acordo com o professor Conti, a faculdade já tem dois projetos de pesquisa aprovados pelo Comitê de Ética da FOB, aguardando a presença do professor Svensson para demonstrar o uso do aparelho para começar a utilizá-lo na USP. 



Nesta sexta, Svensson irá analisar e discutir projetos de pesquisa a respeito de dores orofaciais (atingem a região da mandíbula) que serão realizadas pela faculdade. Na literatura científica, já existem trabalhos publicados comprovando a eficácia do aparelho, especialmente para pessoas que não se adaptam à placa de mordida.

As pesquisas na FOB, que terão duração de um ano, pretendem reforçar esses trabalhos. Na Europa, o aparelho já é usado há dois anos e está disponível no mercado.

Peter Svensson e Paulo César Rodrigues Conti
apresentam o grindcare em Bauru durante 
visita à FOB

Para o Brasil, ainda não há previsões de quando o grindcare será acessível a todos.

20% da população mundial sofre de bruxismo 


 bjs,soninha

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