Cuidar da saúde com amor e alegria!

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15/12/2015

Brasil tem 2.401 casos de microcefalia


Nesta terça-feira o Ministério da Saúde anunciou que já foram notificados 2.401 casos de microcefalia, em 549 municípios, de 19 estados e no Distrito Federal. Destes, 134 tiveram a associação com o zika vírus confirmada. No boletim anterior, divulgado no dia 08 de dezembro, eram 1.761 notificações, o que corresponde ao aumento de 36%.

Ainda de acordo com o novo boletim, 29 mortes foram notificadas, sendo uma confirmada, duas descartadas e 26 ainda estão em investigação. Para evitar a contaminação, o governo anunciou que irá distribuir repelente a gestantes .

Desde a divulgação do boletim anterior na semana passada, seis estados - Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, São Paulo e Rio Grande do Sul - passaram a notificar casos de microcefalia. Pernambuco permanece com maior número de registros até agora.

Zika vírus e a microcefalia - O zika vírus é transmitido pelo Aedes aegypt, mosquito transmissor da dengue e da febre chigungunya. Embora os sintomas - dores nas articulações, no corpo e na cabeça, febre, náuseas e diarreia - da febre zika (como a infecção pelo vírus é chamada) sejam mais leves que das outras doenças transmitidas pelo vetor, recentemente o Ministério da Saúde confirmou a relação entre o vírus e a microcefalia em bebês.

A microcefalia é uma anomalia que prejudica o desenvolvimento do cérebro dos recém-nascidos e se caracteriza pela circunferência cefálica inferior a 32 centímetros.O problema também pode ser provocado por uma série de fatores, desde desnutrição da mãe, abuso de drogas até infecções durante a gestação, como rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus.

11/11/2015

O uso de absorventes internos e a Síndrome do Choque Tóxico.


Há poucos meses, o caso da modelo americana que precisou amputar a perna direita devido a uma infecção possivelmente causada pelo uso de absorventes internos chamou a atenção das mulheres do mundo todo para a “Síndrome do Choque Tóxico” (SCT).

Descrita pela primeira vez em 1978, é uma doença rara, que pode atingir ambos os sexos e é caracterizada pelo conjunto de sintomas causado pelas toxinas de bactérias Gram-positivas, em especial aStaphylococcus aureus. Essas toxinas desencadeiam uma série de reações graves que podem culminar em insuficiência renal aguda e morte.

Segundo a dra. Renata Lopes Ribeiro, médica-assistente da Clínica Obstétrica do Hospital das Clínicas da FMUSP e membro da equipe de Medicina Fetal do Fleury e da Maternidade São Luiz (SP), a maioria dos casos de SCT foi associada ao uso de tampões, pois o acúmulo de sangue menstrual coletado por muitas horas e a composição dos absorventes internos usados antigamente favoreciam a proliferação da bactéria.

“Nas últimas décadas, houve uma série de modificações na composição desses absorventes e se estabeleceu um padrão para sua utilização, diminuindo o número de ocorrências de SCT ligadas ao seu uso. Atualmente, os casos relatados estão mais associados a outros focos infecciosos, como feridas operatórias”, revelou a médica.

Hoje em dia, os casos de SCT devido ao uso de absorventes internos são pouco prováveis, mas o risco existe, principalmente se a mulher usar o mesmo absorvente por mais de 8 horas.

Se você estiver usando absorventes internos e apresentar febre alta, dor muscular generalizada, náuseas e vômitos, pressão arterial baixa, alterações na pele como vermelhidão e erupções, procure um médico. O tratamento da SCT deve ser iniciado o mais rápido possível.

O uso de absorventes internos é seguro; no entanto, é preciso seguir algumas regras para sua utilização e colocação.

Há vários modos de inserir o absorvente, e cada mulher deve buscar a posição que lhe é mais confortável. Um jeito prático que costuma dar certo é colocar-se em pé, com uma das pernas um pouco flexionada e apoiada no vaso sanitário. Nessa posição, insira o absorvente com o dedo ou o aplicador. É muito importante lavar as mãos antes de introduzir o tampão.

Quando bem inserido, a mulher não sente nenhum desconforto. Para retirá-lo, é preciso puxar o fio ligado a ele, cuja extremidade fica para fora do corpo. Procure fazer isso o mais relaxada possível. Caso não consiga, use os dedos.

A troca deve ocorrer no intervalo de 2 a 4 horas, dependendo da intensidade do fluxo. Como o sangue acumulado por muito tempo (mais de 6 horas) é um meio favorável para o surgimento de fungos e bactérias, além de provocar odor desagradável, quem tem fluxo intenso deve trocar o absorvente com mais frequência.

Os absorventes internos podem ser usados para dormir, durante a noite, desde que seja respeitado o intervalo de troca.

Ainda de acordo com a médica, toda mulher pode usar absorvente interno, inclusive as que ainda não tiveram relações sexuais. O hímen, membrana muito fina e elástica que costuma ser rompida na relação sexual, não se rompe com o uso de absorvente interno.

No entanto, nem toda mulher se sente bem ao usar esse tipo de abosrvente. Nesse caso, a melhor opção continuam sendo os absorventes externos.


Africano com suspeita de ebola é internado em UPA de Belo Horizonte


Um homem que não teve sua identidade revelada foi isolado em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Pampulha, em Belo Horizonte (MG), por suspeita de ter o vírus ebola. O cidadão é natural da Guiné, na África.
O país de origem do paciente é um dos africanos que ainda não se livrou da epidemia. Apesar de não ter a identidade revelada, sabe-se que o homem tem 46 anos e está no Brasil desde 6 de novembro deste ano. Já no último dia 8 apresentava diversos sintomas da doença.
Ao chegar na UPA para se consultar, foi isolado no exato momento em que se constatou a suspeita de ebola. Junto disso, foi adotado o protocolo nacional para casos suspeitos da doença, que prevê comunicação imediata do caso à Secretaria Estadual de Saúde e ao Ministério da Saúde.

Por conta do caso do homem, a UPA Pampulha está fechada para realizar qualquer tipo de outro atendimento. Todos os pacientes e profissionais que entraram em contato com ele estão sob monitoramento e, em alguns casos, trajam roupas especiais que cobrem todo o seu corpo.

Com o desenvolvimento do protocolo, o paciente deverá ser encaminhado para o Rio de Janeiro. Lá, será transferido para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, referência nacional em casos da doença. A transferência acontecerá por meio de um avião da Força Aérea Brasileira.


04/11/2015

Novembro Azul alerta para prevenção do câncer de próstata

Brasília iluminada de azul
Foto: VAlter Campanato / Agência Brasil
Por ano, são feitos no Brasil cerca de 69 mil diagnósticos de câncer de próstata. Para conscientizar homens sobre a importância da prevenção e diagnóstico desse tipo de câncer, entidades médicas em todo o mundo iniciam neste mês campanha chamada Novembro Azul. No Brasil, a campanha foi lançada oficialmente no domingo, 1º de novembro, durante o 35º Congresso Brasileiro de Urologia, no Rio de Janeiro.

O movimento surgiu na Austrália, em 2003, durante o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, em 17 de novembro.

De acordo com o médico Alfredo Canalini, membro da Comissão de Comunicação da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), o foco da campanha é conscientizar os homens para que façam o exame de próstata, principalmente aos 50 anos, “e mais ainda para aqueles que são do fator de risco, que envolve história familiar forte para câncer de próstata e homens afrodescendentes”.
Quando o câncer de próstata começa a dar sintomas, a doença já está avançada
“A gente lamenta que alguns desses casos [câncer de próstata] não são feitos no momento em que a doença é inicial. Por isso, a gente enfatiza muito o aspecto do exame rotineiro do homem”. 
Mais frequente 
O urologista explicou que a doença não apresenta sintomas na fase inicial. Quando o câncer de próstata começa a dar sintomas, a doença já está avançada. O câncer de próstata é o mais frequente entre os homens. 
Alfredo Canalini destacou que com o aumento da longevidade, a incidência da doença aumentou. “Mais da metade dos tumores malignos de próstata aparece nos homens acima de 65 anos de idade”. 

Palestras Educativas
Durante o mês de novembro, especialistas da SBU farão palestras em todo o país para informar e orientar a população masculina a respeito da próstata e também as mulheres. "Elas são as grandes agentes de saúde. São elas que conversam com os maridos e os levam para o médico”, ressaltou Canalini. 
O aposentado Laurindo da Silva Carneiro, de 73 anos, morador no Rio de Janeiro, faz questão de seguir à risca as recomendações. Graças aos exames e às consultas periódicas ao urologista, ele detectou um tumor na próstata em etapa inicial e foi operado “Não precisei fazer quimioterapia, nem nada, porque vi a tempo [a doença]. Eu vinha sempre acompanhando, todo ano, também. Foi um sucesso total", disse.

Laurindo Carneiro contou que o filho, de 47 anos, segue seu exemplo. Ao ver que a taxa de PSA (Antígeno Prostático-Específico) no sangue estava alta, fez exames que constataram que a próstata estava inchada. O filho do aposentado passou por uma cirurgia há cerca de um mês e passa bem. “Não dá nenhum aviso, não dói [câncer de próstata]. Então, a pessoa tem que estar sempre de olho. Quanto mais cedo, melhor”, recomendou.

‘Síndrome do Retorno’ afeta migrantes na volta à terra natal

 
Estima-se que, para cada ano vivido fora, as pessoas demoram pelo menos seis meses para se acostumar novamente à vida no país.

Após dois anos e meio na Califórnia, a carioca Silvia Moreno, então com 19 anos, retornou ao Rio de Janeiro para concluir a universidade. Mas não imaginava que o sonho da volta para casa viraria quase um pesadelo. A cabeça estava nos Estados Unidos. Tudo era estranho. Sobravam brigas com o namorado, que a acusava de falar somente sobre a experiência americana. Demorou para ela compreender que o estresse de se readaptar pode ser tão grande quanto as dificuldades de emigrar. Silvia não sabia, mas sofria de algo conhecido como a "síndrome do retorno", que acomete aqueles que voltam à terra natal após temporadas no exterior.

“Assim que cheguei, foi ótimo, estava com saudades dos amigos, da família, da comida. Mas logo passou. Eu não achava graça em nada no Brasil. O primeiro ano foi traumático. Não conseguia voltar ao meu círculo de amigos. Pensava em San Diego o dia todo. Foi muito duro. Sempre digo que, se não tivesse aquela experiência, talvez hoje eu fosse mais feliz, estaria mais resignada com o fato de viver aqui”, conta a arquiteta, hoje com 37 anos.

Embora não haja estatísticas oficiais, sintomas como alienação, tédio e isolamento afetam muitos dos que retornam após anos imersos em outras línguas e culturas. E não apenas brasileiros. Em qualquer lugar, a chegada à terra natal pode levar à sensação de perda de identidade e à depressão. Quem volta se dá conta de que mudou para se adequar ao novo país. E, além disso, muitos acham que essas mudanças são percebidas “em casa” como algo esnobe: quem ficou não entende que o recém-chegado agregou outros registros culturais à personalidade.
Retorno em forma de "U"

Especialista em psicologia intercultural, Andrea Sabben destaca que, para cada ano fora, os migrantes demoram ao menos seis meses para se readaptar. O regresso tem o formato da letra U: primeiro vem a euforia da chegada, depois, uma curva descendente de insatisfação até, finalmente, uma linha ascendente. O paradoxo da migração é ampliar horizontes e, ao mesmo tempo, atrofiar raízes, diz.

"Quando você fica muito tempo fora, perde a espontaneidade, a cumplicidade com seu país. Começa a estranhar e questionar, pois teve vínculos sociais, espaciais e temporais mudados no país de destino e rompidos no local de origem, sendo necessário reconstruí-los. Essa ferida do retorno é uma dor real, mas não uma doença mental ou transtorno psicológico. É um desajuste situacional multifuncional, pois depende de várias circunstâncias. Espera-se que a pessoa passe por um período de luto e volte", explica a psicóloga.

A sensação de estar perdida entre dois mundos é diária para a designer Ana Fucs. Aos 36 anos, ela passa pela “síndrome do retorno” pela segunda vez. Já morou na França por quase três anos, voltou ao Brasil e, no ano passado, deixou o emprego para uma temporada de especialização nos Estados Unidos. Há três meses de volta ao Rio, ela não supera as crises de irritação.

“Depois de viver fora, é desgastante ver como as coisas não acontecem aqui. Tudo é burocrático, as pessoas não têm noções de espaço e cidadania. Por que nós, brasileiros, não sabemos sequer nos colocar do lado direito da escada rolante para facilitar a vida dos outros? Aqui falta consciência de que as ações de cada um têm impacto coletivo”, queixa-se.

Cada vez mais comum no mundo globalizado, o fenômeno foi identificado pela primeira vez na Primeira Guerra Mundial, quando neurologistas perceberam que os deslocamentos tiveram impacto psicológico sobre militares e civis na Europa. No Brasil, os estudos ganharam força através do neuropsiquiatra Décio Nakagawa, que nos anos 1980 pesquisou a frustração dos decasséguis que retornavam após longas temporadas de trabalho em fábricas no Japão.

"Quem sai sabe que tudo será diferente, mas não imagina que, na volta, vai se sentir diferente em casa. É inesperado, um choque cultural reverso. É difícil dizer quantas pessoas são afetadas e em que medida", afirma o professor de Psicologia Ademir Pacelli, da Universidade do Estado do Rio (Uerj).

Não há fórmula mágica contra o estranhamento. Mas, pode-se manter a calma e buscar ajuda. O Itamaraty mantém na internet o "Portal do Retorno" com informações práticas sobre abertura de pequenos negócios, previdência social e documentação. Estima-se que cerca de 3,1 milhões de brasileiros vivam no exterior – a maioria, 1,3 milhão, na América do Norte.

Mas, se no rastro da crise econômica global de 2008 a tendência era de regresso – o Itamaraty calcula que ao menos 500 mil brasileiros retornaram entre 2008 e 2012 –, hoje o movimento parece inverso. Não faltam candidatos a experiências além-mar neste ano de economia em marcha lenta no Brasil.

“Tenho pensado em voltar para a Europa. Demorei para me acostumar após seis anos na Espanha. Estou no Rio há quatro e até hoje deixo escapar gírias em espanhol. É mais forte que eu. Se estou lá, sinto falta do Brasil. E se estou aqui, sinto falta da Espanha. Tenho medo ficar como um ioiô, indo e vindo, mas tenho mais medo de não arriscar e passar o resto da vida insatisfeita”, afirma a advogada Mariana Castro, de 29 anos.

28/10/2015

Homem tem ferida absurda após picada de aranha na Inglaterra


Quando Sunil Dade foi ao jardim dos fundos da casa dos seus pais para tirar a roupa seca do varal, ele jamais imaginou que terminaria o dia em um hospital. Enquanto colocava as peças em seu ombro, ele sentiu uma dor semelhante a de um raio atingido-o na nuca. 
Aos gritos, o rapaz de Greendford, em Londres, correu para dentro de casa onde foi amparado pelo irmão. Intrigado, o homem procurou no local o que poderia estar causando a dor do irmão e encontrou a causa: uma falsa viúva-negra.

Apesar de não possuir um veneno tão poderoso quanto o de sua prima, a falsa viúva-negra pode trazer complicações para suas vítimas caso não sejam encaminhadas para centros médicos imediatamente.

Dade conseguiu remover grande parte do veneno do aracnídeo do pescoço com ajuda de seu irmão, mas não demorou para que a pele ao redor da picada ficasse preta (veja abaixo: ATENÇÃO, A IMAGEM É FORTE). O homem, que recebeu tratamento médico em seguida, sofreu com o ataque por mais três semanas.
Na primeira, a pele negra começou a descascar, causando imenso desconforto. Nas duas seguintes teve problema para dormir devido à sensibilidade da área picada e foi afastado do trabalho. “Eu nunca tive medo de aranhas, mas depois disso as coisas mudaram”, explicou o britânico de 33 anos em entrevista ao “Daily Mail”.

“Eu já quebrei duas vértebras em um acidente e fui picado por uma abelha. Essas lesões não foram nada comparadas a isso, foi um milhão de vezes pior. Foi como se eu tivesse sido atingido por um raio”, completou Dade.
Passado o susto, o britânico fez um alerta às autoridades sobre a presença do animal na região. Próximo à sua casa existem dois parques de recreação para crianças e a picada de uma aranha como a falsa viúva-negra pode trazer consequências fatais, segundo ele.


24/10/2015

OMS recomenda testes de primeira vacina contra malária na África subsaariana


Um painel de especialistas da Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou nesta sexta-feira a realização de testes-piloto em certas zonas da África subsaariana de uma vacina contra a malária, a mais avançada que existe até agora, antes de contemplar um uso mais amplo.

Segundo os especialistas, encarregados de aconselhar a OMS sobre as políticas de vacinação, o Mosquirix, ou vacina RTS,S, fabricado pelo laboratório GlaxoSmithKline (GSK), deveria ser distribuído em três ou cinco zonas para avaliar sua eficácia.

A primeira dose seria administrada a crianças de cinco a 17 meses para observar seu efeito protetor.

"Nessas áreas da África, o assassino número um hoje em dia é a malária", disse Jon Abramson, presidente do Grupo Consultivo Estratégico de Peritos da OMS (SAGE) sobre a imunização.

O Mosquirix é a vacina mais avançada contra o Plasmodium falciparu, a estirpe mais comum e mais grave da malária. Transmitido por mosquitos, este parasita afeta cerca de 200 milhões de pessoas em todo o mundo, principalmente nos trópicos, e é a causa de cerca de 600 mil mortes a cada ano, segundo a OMS.

Mais de 75% das mortes são de crianças menores de cinco anos, a maioria na África Subsaariana, onde o parasita mata 1.200 crianças por dia.

Desenvolvido pela GSK com apoio da Fundação de Bill e Melinda Gates, a vacina contra a malária Mosquirix é a primeira a chegar a fase III de ensaios clínicos - o estágio final antes da comercialização - e a primeira a ser avaliada por instituições.

Segundo o professor Abramson, os testes poderiam pavimentar o caminho para o uso generalizado da vacina ao longo dos próximos cinco anos.

Ao implementar esta fase piloto, também será observado se é possível administrar doses durante quatro programas de imunização de rotina.

A imunização completa se faz em quatro injeções, a administração da quarta dose a ser realizada um ano e meio após as três primeiras.

Abramson indica que uma das principais preocupações do painel de peritos é saber se os pais se deslocariam para administrar aos seus filhos esta quarta e última dose.

"Se a pessoa não administrar esta quarta dose, a eficácia da vacina é cancelada", disse.

Em abril, os resultados dos ensaios efetuados por vários anos em 15.500 crianças em sete países africanos foram publicados na revista médica The Lancet, mostrando um sucesso misto.

Os pesquisadores descobriram que a vacina oferece apenas declínios de proteção parcial com o tempo, mas ainda impede milhões de contaminações.

Estes resultados também apontam para um aumento do número de casos de meningite e malária cerebral entre as pessoas que receberam tratamento. De acordo com Abramson, a implantação dos testes recomendados pela OMS permitiria identificar melhor esses riscos.

No entanto, ele ressaltou que estes riscos poderiam ser "potencialmente mitigados", e que os benefícios do tratamento poderiam predominar.

O parasita da malária é capaz de desenvolver resistência aos tratamentos sucessivos. Enquanto as opções médicas são limitadas, o uso de mosquiteiros tratados com insecticida são um dos métodos mais eficazes de prevenção.

O laboratório GSK disse que a droga seria distribuída a um preço "sem fins lucrativos".

Segundo Abramson, a droga pode custar cerca de 5 dólares uma dose, ou 20 dólares por criança para um tratamento completo.

23/10/2015

Seis meses após essa foto, mãe, bebê e as duas vidas mudaram demais!

 
Há seis meses o mundo teve contato com uma das imagens mais marcantes de 2015. Nela estava contado, de uma vez só, o drama vivido pela norte-americana Sarah Whitney, de 31 anos. Na imagem, ela amamenta seu recém-nascido após ter passado, durante a geração, por uma mastectomia.

A descoberta do câncer durante a gestação não fez apenas com que Sarah passasse por uma mastectomia. Ela também só conseguiu alimentar seu terceiro filho, Kal-El, por duas semanas devido aos efeitos nocivos que seu leite poderia ter para o bebê por conta da quimioterapia.

Seis meses depois, porém, as vidas da mamãe e do bebê seguem firmes e fortes. Sarah continuou a quimioterapia após parar de amamentar e, agora, está em casa se recuperando da fase final da doença. Já o pequeno Kal-El acabou crescendo saudável e está ótimo.

“As coisas estão indo bem e estou bastante feliz com isso, mas a questão [de não poder amamentar] ainda me consome. Isso ainda é, até hoje, a coisa mais difícil todos os dias. É um lembrete constante quando eu estou dando mamadeira para o meu filho: de que eu não posso amamenta-lo”, explica Sarah ao falar sobre o drama.

Seis meses depois do nascimento, Sarah tem muito a agradecer. As pessoas que agradecerá, no entanto, são desconhecidas. A mãe recebeu ajuda de todos os lugares com envio de doações de leite materno, roupa e também dinheiro. Por exemplo, foram arrecadados R$ 30 mil em uma página de financiamento coletivo, que cobriram despesas nos momentos em que a mãe não tinha como gastar mais.
“Eu acho, depois de ter vivido toda essa situação e ter visto também toda a movimentação em torno da minha situação, que a compreensão universal é de que mães e pais devem sempre fazer o que é sempre melhor para seus filhos. E isso é ficar do lado deles independente de qualquer coisa”, conclui ela.

Hoje, a foto dos dois é muito mais animada, veja só:


02/10/2015

Grã-Bretanha autoriza transplantes de útero

Transplante pode beneficiar 50.000 mulheres que nasceram sem útero ou perderam o órgão devido a problemas de saúde (Thinkstock/VEJA)

O procedimento experimental, que já foi realizado na Suécia, Turquia e Arábia Saudita, será feito em dez mulheres inglesas. Os úteros transplantados serão provenientes de mulheres que tiveram morte cerebral.

Um comitê de ética do Imperial College London, na Grã-Bretanha, acaba de autorizar a realização de transplante de útero em 10 mulheres. Os procedimentos farão parte de um estudo clínico e, se tudo certo, os pesquisadores esperam que o primeiro bebê britânico gerado como resultado da técnica nasça entre 2017 e 2018.

De acordo com Richard Smith, da Imperial College London e líder do projeto, em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, o transplante pode beneficiar 50.000 mulheres que nasceram sem útero ou perderam o órgão devido a problemas de saúde.

O procedimento já foi realizado na Suécia, Turquia e Arábia Saudita. Quatro suecas que receberam um útero doado já engravidaram e deram à luz seus bebês. Na Turquia, uma das pacientes que realizou o transplante também ficou grávida, mas perdeu o bebê.

"Trata-se claramente de uma opção viável para aquelas mulheres que não teriam nenhuma chance de gerar seu próprio bebê", afirmou Smith, ao jornal britânico The Guardian.

O Transplante: Os úteros transplantados serão provenientes de mulheres que tiveram morte cerebral declarada após um acidente de carro, problemas cardíacos ou outras doenças. A cirurgia de retirada do órgão da doadora terá duração de três horas e o transplante na receptora, seis horas.

A mulher que receber o útero precisará esperar um ano até poder realizar uma fertilização in vitro (FIV) e engravidar. O parto será realizado por cesárea para poupar o órgão durante o trabalho de parto.

A paciente também precisará tomar imunossupressores para evitar rejeição e, seis meses após dar à luz o primeiro filho ela poderá decidir se terá outro filho ou se irá retirar o útero para limitar a exposição aos medicamentos.

Todas as integrantes do estudo precisam ter menos de 38 anos, ter um parceiro de longo prazo e um peso saudável. De acordo com a equipe, mais de 300 mulheres se inscreveram para o estudo, mas apenas 104 atendiam aos critérios de seleção. Destas, 10 participarão do estudo e deverão receber um novo útero ao longo dos próximos anos. 

O transplante - Os úteros transplantados serão provenientes de mulheres que tiveram morte cerebral declarada após um acidente de carro, problemas cardíacos ou outras doenças. A cirurgia de retirada do órgão da doadora terá duração de três horas e o transplante na receptora, seis horas.

A mulher que receber o útero precisará esperar um ano até poder realizar uma fertilização in vitro (FIV) e engravidar. O parto será realizado por cesárea para poupar o órgão durante o trabalho de parto.

A paciente também precisará tomar imunossupressores para evitar rejeição e, seis meses após dar à luz o primeiro filho ela poderá decidir se terá outro filho ou se irá retirar o útero para limitar a exposição aos medicamentos.

Todas as integrantes do estudo precisam ter menos de 38 anos, ter um parceiro de longo prazo e um peso saudável. De acordo com a equipe, mais de 300 mulheres se inscreveram para o estudo, mas apenas 104 atendiam aos critérios de seleção. Destas, 10 participarão do estudo e deverão receber um novo útero ao longo dos próximos anos.


01/10/2015

Entenda a síndrome Machado-Joseph, de Guilherme Karan

Segundo uma entrevista do pai de Guilherme Karan ao Portal R7, o ator não consegue mais falar, andar ou se alimentar sozinho. O ator que eternizou personagens na TV Pirata e na Rede Globo sofre de uma doença rara, a síndrome de Machado Joseph. Com 57 anos, seu último trabalho foi na novela América em 2005.
O ator Guilherme Karan, afastado da profissão desde 2005, agora está em cadeira de rodas e vive isolado em casa. Ele sofre da doença Machado-Joseph. Ela é hereditária e, quando ocorre, necessariamente, um dos genitores da pessoa também tem o problema. Segundo a chefe da área de genética do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e pesquisadora da doença há 15 anos, Laura Bannach Jardim, não existe predileção por sexo e a doença surge, geralmente, na vida adulta. "No sul do Brasil, 50% dos pacientes manifestaram Machado-Joseph por volta dos 34 anos", disse ela. A doença é degenerativa e ainda não existe tratamento para interromper a progressão da doença.
Os sintomas no início da doença são sutis, de acordo com Laura. O quadro inicial é a falta de coordenação dos movimentos, dificuldade em caminhar e desequilíbrio do eixo corporal. Segundo Leandro Teles, médico neurologista do hospital Oswaldo Cruz, manifestações oculares e sensação de insegurança ao descer escadas, também estão entre as características da doença. "A pessoa se sente como se tivesse bebido algo alcoólico e perde a segurança para fazer qualquer atividade que exija uma coordenação, desde as mais simples até as mais exigentes."

A deglutição, por exemplo, é uma das dificuldades que o paciente de Machado-Joseph enfrenta. "É mais fácil de engasgar", disse Laura. A fala fica enrolada e sem coordenação e os olhos podem perder a capacidade de ação conjugada. "Se cada olho se movimenta de uma forma, a pessoa adquire visão dupla", explicou a neurologista. Em alguns casos, o doente pode apresentar movimentos involuntários, falta de sensibilidade no corpo e rigidez parkinsoniana. "Perdem os movimentos espontâneos do rosto e se tornam mais lentos e tremem", detalhou Teles.

A progressão da Machado-Joseph leva o paciente para a cadeira de rodas, em 10 ou 15 anos , afirmou Teles. Segundo pesquisa feita por Laura, no Rio Grande do Sul, onde a expectativa de vida é de 78 anos, passa para 65 anos. De acordo com Teles, quando a doença de manifesta em uma pessoa mais jovem, os sintomas são mais agressivos e o prognóstico de vida é de 25 anos.
Diagnóstico

O que mata não é a doença, mas a situação em que o paciente fica, por causa dos sintomas. "Não conseguem sentar, tem dificuldade para engolir e ficam mais propensos a infecções", enumerou Laura. Apesar de ainda não existir tratamento para interromper o curso da doença, os cuidados são fundamentais para melhorar a qualidade de vida do doente. "A pessoa recisa de uma rede multidisciplinar de apoio, com fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo e neurologista", disse ela.

A fisioterapia fortalece os músculos e acaba desenvolvendo ainda mais a parte não afetada do cérebro, aumentando as condições físicas do dia a dia. "Além disso, existem algumas medicações que minimizam os sintomas como diminuir a rigidez e o parkisonismo", disse Assim que os sintomas forem detectados, o paciente deve se consultar com um neurologista. "Se ela tiver outras pessoas na família que já sofreram da doença, o diagnóstico está feito. Se não, tem que fazer o teste genético através do DNA", explicou Teles.

"Fui diagnosticada aos 25 anos" 
Priscila Fonseca, 35 anos, começou a ter os primeiros sintomas aos 25 anos. O Terra entrevistou a paciente por telefone e a dificuldade na fala foi uma das primeiras percepções. Ela morava em São Paulo, foi obrigada a largar emprego e sua vida na capital para morar no interior, em Taubaté, com os pais. "Meu avô, meu pai e meu tio tiveram. No caso do meu pai a doença ainda está no começo", disse ela.

"Não conseguia andar em linha reta, tinha dificuldade para dar os passos, não conseguia mais correr e dançar", contou a Priscila. Atualmente, ela faz fisioterapia, equoterapia, fonoaudiologia e massagem. "As terapias servem para adiar, parece que não tem nenhum ganho, mas ela retarda os sintomas. Sem a fisioterapia, a doença avança muito mais rápido", explicou. Além disso, Priscila participa de reuniões da Associação Brasileira de Ataxias Hereditárias e Adquiridas.

Novos estudos 

Laura e a equipe de genética do Hospital de Clínicas de Porto Alegre estão fazendo um estudo com voluntários para testar o Lítio, como um neuroprotetor. Ela estuda há 15 anos a doença e o experimento é o primeiro com um grupo de pacientes. "Teremos uma resposta no ano que vem. O objetivo é impedir o dano neurológico", disse ela.

De acordo com a chefe da área de genérica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, outros países também pesquisam medicamentos para tratamento da Machado-Joseph.

Machado-Joseph 

O nome da doença foi colocado em homenagem às duas primeiras famílias que manifestaram os sintomas nos Estados Unidos. Segundo Laura, existe uma cultura de que a doença surgiu nos Açores, já que as família Machado e Joseph eram de origem açoriana. No arquipélago, a incidência da doença é bastante alta, segundo a médica. "Porém, existem registros de que a doença surgiu na Ásia há 7 mil anos e depois se espalhou para Europa e outras regiões", acrescentou.

No Brasil, a doença chegou com a colonização portuguesa e imigração dos açorianos no País. Atualmente, existem 38 tipos de ataxias espinocerebelares - doenças que afetam as funções motoras - no mundo. A mais comum é a Machado-Joseph, segundo Laura. "Nos EUA, ela deve corresponder a 30% dos casos de ataxia, no Rio Grande do Sul a 80% dos casos, e em São Paulo entre 40% e 50%, já que cada região teve uma contribuição étnica diferente", afirmou a especialista.

30/09/2015

Dilma demite ministro da Saúde por telefone


O ministro da Saúde, Arthur Chioro, foi demitido nesta terça-feira (29) por telefone, pela presidente Dilma Rousseff. A conversa, que ocorreu pela manhã, foi telegráfica. A presidente apenas informou ao ministro que precisava do cargo.

Em entrevista dada ao jornal O Estado de S.Paulo na segunda (28) Chioro havia afirmado que, qualquer pessoa que ficar à frente da pasta enfrentará, no próximo ano, uma situação difícil caso a proposta de Orçamento seja aprovada no Congresso da maneira que foi enviada.

De acordo com ele, os recursos reservados para a área de média e alta complexidade pagam as despesas somente até setembro. O cargo de Chioro deverá ser ocupado por um integrante do PMDB. A mudança é um arranjo para o governo obter maior apoio no Congresso.

Menos de 12 horas depois de desembarcar em Brasília, Dilma já teve um primeiro encontro com seu vice, Michel Temer, na manhã desta terça-feira (29). Os dois tiveram uma rápida reunião no Palácio do Planalto para conversar sobre a reforma ministerial.

Para superar o impasse com o PMDB, a presidente sinalizou que estaria disposta a dar sete ministérios à sigla. Até agora, ela trabalhava com o número de seis pastas. Assim, ficaria mais fácil atender à demanda dos deputados peemedebistas, que exigem comandar dois ministérios, além da bancada do partido no Senado e do grupo do vice.

No encontro, Dilma garantiu a Temer que quer prestigiar todas as alas do PMDB na reforma e disse que foi aconselhada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros aliados a ampliar o espaço da legenda no governo.

Segundo auxiliares de Temer, ele saiu convencido de que a presidente está disposta a resolver o problema com o PMDB e a contemplar todo o partido na reforma ministerial.

Procurada, a assessoria do planalto afirmou não ter informações a respeito da ligação da presidente Dilma para Chioro. Com isso, o fato só deve ser anunciado oficialmente no momento da reforma ministerial.

20/05/2015

A 5 dias do fim da vacinação contra gripe, só 29,2% foram imunizados


14,5 milhões de brasileiros receberam a vacina desde o dia 4 de maio.Campanha segue pelo Brasil até a próxima sexta-feira (22).

A cinco dias do fim da Campanha de Vacinação contra a gripe, apenas 29,2% das 49,7 milhões de pessoas que precisam ser imunizadas procuraram postos de saúde pelo Brasil.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (18) pelo Ministério da Saúde.

Segundo a pasta, 14,5 milhões de brasileiros receberam a vacina desde o dia 4 de maio, quando a campanha teve início. A meta do governo é atingir ao menos 80% do total previsto, ou seja, 39,7 milhões de pessoas até 22 de maio, quando termina a vacinação.

Fazem parte do grupo vulnerável as crianças de 6 meses a menores de 5 anos, doentes crônicos, idosos com 60 anos ou mais, trabalhadores da saúde, povos indígenas, gestantes, mulheres com até 45 dias após o parto, presos e funcionários do sistema prisional, além da população indígena.

A dose, via injeção, protege contra os subtipos do vírus influenza: H1N1, H3N2 e B.

De acordo com o ministério, como o organismo leva, em média, de duas a três semanas para criar os anticorpos que geram proteção contra a gripe, é fundamental realizar a vacinação no período da campanha para garantir a proteção antes do início do inverno. O período de maior circulação da gripe vai do final de maio até agosto.

No ano passado, 1.794 pessoas foram internadas em decorrência de complicações da gripe e 326 morreram. A cepa H1N1 foi a que provocou o maior número de óbitos (163), seguido do H3N2 (105).

De acordo com o ministério, o medicamento é contraindicado a pessoas com histórico de reação anafilática em doses anteriores e a quem tem algum tipo de alergia grave à proteína do ovo, uma vez que a dose é produzida em embriões de galinha.




17/05/2015

Brasil pode ter 80% a mais de hipertensos até 2025, diz pesquisa


Atualmente o país possui 17 milhões de pessoas que sofrem de pressão alta

Até 2025, o número de hipertensos nos países em desenvolvimento, como o Brasil, deverá crescer 80%, segundo estudo conjunto da Escola de Economia de Londres, do Instituto Karolinska (Suécia) e da Universidade do Estado de Nova York.

No Brasil, existem atualmente 17 milhões de hipertensos, lembra o cardiologista Hélio Castello, chefe do serviço de hemodinâmica do Hospital Bandeirantes, de São Paulo. Ele cita números do Ministério da Saúde. "Autoridades públicas e toda a sociedade devem se conscientizar e iniciar a prevenção e o tratamento para evitar a pressão alta", afirma.

Cigarro, sedentarismo, obesidade, má alimentação e álcool são os motivos que elevarão o número de pessoas com hipertensão.

Alguns números:

• 420 mil pessoas morrem, por ano, em conseqüência de AVC (acidente vascular cerebral), segundo a Organização Mundial da Saúde.

• Males cardiovasculares são responsáveis por 1,2 milhão de mortes por ano no país.

• 300 mil brasileiros são vítimas de infarto agudo do miocárdio.

• Doenças cardiovasculares são a primeira causa de morte no Brasil.

16/05/2015

Dengue: um desafio há 25 anos


A doença infectou mais de 700 000 pessoas até agora e pode ser a maior epidemia já registrada na história do país.

O surto da dengue voltou a assombrar os brasileiros neste verão. A doença é endêmica no país, com ocorrências regulares durante a estação de calor e chuvas e com maior incidência entre o início de janeiro e fim em maio. Ainda falta um mês para que o número de casos comece a decrescer. Enquanto isso, os prontos-socorros estão lotados de pessoas com os sintomas da doença - febre alta, dor de cabeça e na região dos olhos e manchas na pele. Segundo boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde na semana passada, foram 745.957 infectados e 229 mortes - número 243% maior em relação ao mesmo período do ano passado. No estado de São Paulo, que concentra metade dos casos nacionais, já se configura a pior epidemia da história. Diz o infectologista Artur Timerman, do Hospital Edmundo Vasconcelos: "Nada do que está acontecendo é surpreendente e a situação deve piorar. A dengue, na verdade, é a expressão completa do resultado de uma organização urbana caótica".

Historicamente, a disseminação da dengue sempre esteve associada à rápida urbanização. Hoje, 90% dos casos da doença ocorrem em cidades com mais de 100.000 habitantes. "É uma epidemia urbana. É preciso repensar o planejamento das cidades ou aprender a conviver com o mosquito", diz Timerman. O asfalto, as grandes construções e a falta de parques facilitam o acúmulo de água e, consequentemente, a proliferação do Aedes aegypti. É por isso que, ao longo dos anos, o número de casos da doença se expandiu. Há 25 anos, o Ministério da Saúde passou a computar os dados de infectados pela dengue. No mapa abaixo, é possível acompanhar como se deu o avanço do vírus ao longo dos anos, com números de doentes e de óbitos, por Estado. No primeiro levantamento, em 1990, eram 40.279 casos no total. Duas décadas depois, em 2010, foi superada, pela primeira vez, a marca de um milhão de casos.



15/05/2015

Celíacos católicos – hóstia sem glúten produzidas em Portugal


Pela mão da Dr. Henedina Antunes do Hospital de Braga à muito que em Braga se produzem Hóstias sacramentais sem glúten permitindo ao celíaco católico comungar em segurança. Esta informação já a havíamos partilhado inclusive com outros países da América do sul. Aqui vos deixamos finalmente a atenção dos media para este assunto tão delicado e a história contada pela própria Dra. Henedina Antunes. 

Fica igualmente a troca de correspondência que em 2013 tivemos com o Instituto Monsenhor Airosa que as fabrica: “Em relação à questão que nos coloca, relativamente à composição das partículas, podemos assegurar que elas não contêm glúten. Quanto à questão da sua aquisição, os doentes ou os seus familiares poderão pedi-las por esta via, indicando o nome, morada de envio e contacto telefónico e nós procederemos ao seu despacho por correio. As embalagens são de 20 unidades e deverão ser conservadas em local seco, tendo um prazo de validade de utilização de, aproximadamente, 8 meses. Melhores cumprimentos, Firmino Cardoso “.

 Instituto Monsenhor Airosa Braga Portugal. telef 253 204 150. E-mail: secretaria@imairosa.pt — em Braga Portugal

13/05/2015

Estado de SP tem 7 casos de chikungunya confirmados

Em meio à epidemiade dengue, o Estado de São Paulo teve notificados 387 casos (mais de três por dia) suspeitos da febre chikungunya nos primeiros quatro meses do ano. Somente sete casos foram confirmados, todos importados, segundo a Secretaria de Saúde do Estado. Os outros 380 casos em que pacientes apresentaram suspeita da doença foram descartados após o resultado de exames.

Desde o ano passado, o Estado está em alerta para evitar que a doença se espalhe. O risco é considerado alto pelo Ministério da Saúde, pois os dois principais fatores para a disseminação estão presentes: doentes e o mosquito transmissor. Já a Secretaria considera que, em São Paulo, há pouco risco de disseminação da chikungunya. Segundo o órgão, o bloqueio imediato dos casos confirmados deu resultado até agora, pois não foi registrado caso autóctone, de contaminação dentro do Estado.

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, já são 3.135 casos autóctones notificados, dos quais 1.688 confirmados - os demais à espera de exames. Todos estão concentrados em Bahia e no Amapá.

As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Chegada do frio ajuda a diminuir novos casos de dengue em SP


A chegada do frio e o controle dos criadouros estão reduzindo a quantidade de casos novos de dengue no interior de São Paulo. Em Sorocaba, o número de pessoas que adoecem está em queda pela terceira semana consecutiva. Na última semana, foram registrados 2.531 casos, o menor número desde fevereiro, quando o número semanal chegou a 10 mil. A cidade soma 48,6 mil casos e 22 mortes confirmadas, além de 14 em investigação pela prefeitura. Desde janeiro, a prefeitura retirou 450 toneladas de criadouros das residências.

Em Guararapes, uma das primeiras cidades a decretar emergência em razão da epidemia, apenas cinco novos casos foram confirmados na semana passada. O saldo da dengue na cidade é de 2.435 casos e cinco mortes confirmadas, além de uma em investigação.

Em Salto, no último mês a média semanal passou a ser de 25 casos, metade do que ocorria no mês anterior. "Ainda temos casos, mas com o frio a transmissão está sendo menor", afirmou Sandra Haddade, da Vigilância Epidemiológico. A cidade soma 772 casos positivos de dengue neste ano.
Sem exclusividade

As prefeituras de Marília e de Limeira desativaram unidades exclusivas de atendimento a pacientes com dengue, depois de constatar que estavam ociosas. Em Marília, com 15.207 casos e 8 mortes confirmadas, além de dez em investigação, a prefeitura considera que o auge da epidemia já passou. Mesmo assim, os "arrastões" contra o mosquito continuam.

Em Campinas, onde a epidemia começou mais tarde, a incidência está menos acentuada que no ano passado, segundo o secretário de Saúde, Cármino de Souza. Conforme boletim divulgado na segunda-feira (11), já são 32.623 casos, 2.249 a mais que há uma semana. Em abril, a cidade chegou a registrar 4.100 casos na semana.
Epidemia

Em regiões em que a dengue demorou mais a chegar, só agora a doença atinge nível de epidemia -- 300 casos por 100 mil habitantes, conforme determinação da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A prefeitura de Caçapava, no Vale do Paraíba, foi notificada na sexta-feira pela Vigilância Epidemiológica de São José dos Campos, após a confirmação de 510 casos neste ano. Na segunda-feira, decreto municipal reconheceu a emergência. Outras 11 cidades da região já convivem com a epidemia.

As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

21/03/2015

Médicos discordam do diagnóstico de câncer de mama em 25% dos casos

Estudo comparou opinião dos médicos que detectaram os casos com a de um grupo de especialistas

Um novo estudo mostra que nem sempre os médicos concordam com os resultados de biópsias para câncer de mama. Publicada na terça-feira no periódico Jama, a pesquisa revela que os médicos que detectam o problema inicialmente só concordam em 75% das vezes com especialistas que não estão ligados ao caso.

No estudo, 115 patologistas - médicos que analisam exames e diagnosticam o câncer - dos EUA avaliaram imagens de 240 biópsias de câncer de mama e fizeram diagnósticos. Suas respostas foram confrontadas com as de um grupo de referência, formado por três especialistas no assunto, que determinaram as análises corretas. 
Quando se tratava de um câncer invasivo, aquele que já atinge outras camadas celulares do órgão afetado e tem capacidade de se disseminar para outras partes do corpo, houve um bom consenso: os patologistas concordaram com o diagnóstico determinado pelos especialistas em 96% dos casos. Quando se tratava de biópsias não cancerígenas, a concordância caiu para 87% dos casos. 
Casos complexos - Em situações de diagnóstico mais complexo, como atipia, quando as células são anormais mas não cancerosas, os patologistas e o painel de referência só entraram em consenso em 48% dos casos. No caso do chamado carcinoma ductal in situ (CDIS), quando as células anormais ficam dentro dos ductos das mamas, o veredito dos médicos foi o mesmo em 84% das vezes. Na totalidade dos casos, a porcentagem de concordância foi de 75%. 
O índice de discordância foi maior em biópsias de mulheres com maior densidade mamária. O estudo não analisou o impacto clínico de diagnósticos incorretos, mas as descobertas levantaram preocupações quanto a um diagnóstico superestimado do câncer, assim como a perda de oportunidades de identificá-lo precocemente.

MP pede suspensão de mosquito da dengue transgênico em Piracicaba (SP)

 
Projeto contratado pela prefeitura prevê a soltura de mosquitos geneticamente modificados na cidade como medida de combate à doença.

O Ministério Público Estadual pediu que seja suspensa a soltura do mosquito Aedes aegypti geneticamente modificado para combater a dengue em Piracicaba, na região de Campinas, no interior de São Paulo. O projeto foi contratado pela prefeitura e prevê a primeira soltura dos mosquitos transgênicos no fim de abril, no bairro Cecap. Apenas machos devem ser liberados no ambiente e, ao copularem com as fêmeas, produzirem descendentes incapazes de chegar à idade adulta e, assim, transmitir a doença.

A cidade seria a primeira no Estado de São Paulo a testar essa forma de controle da dengue. Na sexta-feira, o MP local acatou representação do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente, que alertava para a falta de aprovação do Aedes aegypti transgênico pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A prefeitura informou que já recebeu os questionamentos do MP e enviará a resposta ainda nesta terça-feira. A expectativa é de que até a data da soltura o impasse esteja resolvido.

Em um terço do estado, dengue supera total de 2014


São Paulo já responde por 55% dos casos suspeitos registrados no país.

Um terço das 645 cidades paulistas registrou em apenas dois meses de 2015 mais casos de dengue do que em todo o ano passado, revelou um levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo com base em dados da Secretaria Estadual da Saúde. A lista dos 218 municípios nessa condição é composta principalmente por cidades do noroeste do Estado e do entorno de Campinas e de Sorocaba, áreas mais afetadas pela doença.

As estatísticas mostram ainda que 118 cidades paulistas já vivem uma epidemia, com taxa de incidência superior a 300 casos por 100 000 habitantes. E em dezenas desses municípios o índice de crescimento do número de casos e da taxa de incidência entre o ano passado e o primeiro bimestre deste ano é maior que 1.000%.

Desde janeiro, o Estado registrou a contaminação de 56 959 pessoas. Contando os casos que ainda estão em investigação, o número chega a 123 738 registros, 692% a mais do que o notificado no mesmo período de 2014. Com a alta, São Paulo já responde por 55% dos casos suspeitos de dengue registrados no país.

O maior aumento porcentual tanto no número de casos quanto na taxa de incidência é observado no município de Salto de Pirapora, na região de Sorocaba. Em todo o ano passado, a cidade teve apenas dois casos de dengue. Entre janeiro e fevereiro deste ano, os registros saltaram para 559. A taxa de incidência passou de 4,8 para 1 322 casos por 100 000 habitantes, alta equivalente a 27.555%.

Caos - Considerando as cidades mais populosas, a pior situação é a de Sorocaba, onde a taxa de incidência cresceu 1.703%. Em unidades de saúde públicas do município, a demanda é tanta que pacientes estão esperando atendimento deitados no chão. Entre as mais de 200 pessoas que esperavam pela triagem na unidade, na tarde de terça-feira, muitas passavam mal.

Em todo o Estado, já são pelo menos 35 mortes por dengue confirmadas. Na segunda-feira, a Secretaria da Saúde de Campinas confirmou o primeiro óbito pela doença no ano.

Para o infectologista Jean Gorinchtey, do Instituto Emílio Ribas, o longo período de estiagem vivido pelo Estado desde o ano passado colabora para o quadro epidêmico. "Os ovos do mosquito Aedes aegypti sobrevivem em ambiente seco por mais de um ano. Eles foram sendo colocados pela fêmea durante o ano passado e, quando a chuva finalmente chegou, começou a aparecer uma quantidade enorme de mosquitos."

A Secretaria Estadual da Saúde disse que tem 500 técnicos atuando em parceria com os municípios no combate ao Aedes. A pasta afirma estar dando prioridade a cidades com alta incidência de casos com o envio de equipes e máquinas para combater o vetor da dengue.



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