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16/04/2016

Vacina da Gripe: Benefícios e Efeitos Colaterais



A gripe é uma infecção das vias respiratórias provocada por um vírus chamado Influenza, que provoca surtos praticamente todos os anos na época do inverno. Quanto mais frio é o inverno, mais comum costumam ser os surtos de gripe.

A gripe é uma doença benigna na imensa maioria dos casos, possuindo uma taxa de mortalidade abaixo de 1%. Porém, por ser altamente contagiosa, ela é capaz de infectar milhões de pessoas em relativamente pouco tempo, fazendo com que uma taxa próxima de 1% represente, em números absolutos, uma quantidade grande de vítimas. Por isso, a vacinação contra o vírus Influenza tornou-se uma importante medida de saúde pública nos últimos anos.

Neste artigo vamos explicar a vacina da gripe, abordando as dúvidas mais frequentes sobre o assunto.

O Que é a Vacina da Gripe?

No Brasil, a vacina contra a gripe é feita com vírus morto. Ela contém apenas algumas proteínas específicas do vírus Influenza, chamadas de antígenos, que são capazes de estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos.

O vírus influenza é famoso pela sua elevada frequência de mutação, o que compromete a capacidade do sistema imunológico de criar anticorpos que sejam eficazes a longo prazo. Você pode ter uma gripe hoje e criar anticorpos altamente efetivos contra o vírus Influenza. O problema é que, nos próximos anos, há uma grande chance do vírus circulante já ser diferente daquele que lhe contaminou. Os anticorpos que você criou agora já não serão efetivos, ou serão apenas parcialmente efetivos, contra a nova cepa mutante.

As grandes epidemias de gripe que surgem de tempos em tempos, como a pandemia do H1N1 (gripe suína) de 2009, ocorrem toda vez que o vírus Influenza sofre mutações tão relevantes, que o tornam praticamente um vírus novo aos olhos do sistema imunológico da maioria da população. O vírus é tão diferente daqueles Influenzas que as pessoas tiveram ao longo das suas vidas, que praticamente ninguém tem imunidade contra o mesmo. Milhões de pessoas adoecem em todo o mudo, e a gripe torna-se manchete de jornais durante semanas. Contudo, passado o período de crise, a população cria os anticorpos necessários, e a cepa do Influenza que tanto assustou torna-se um micróbio pouco temido e incapaz de infectar grandes multidões (até uma nova mutação aparecer e iniciar o ciclo todo de novo).

Como consequência desta característica do Influenza, existem várias cepas diferentes do vírus circulando ao redor do mundo. Portanto, para que uma vacina seja efetiva, ela precisa ser eficaz contra mais de um tipo de Influenza e precisa ser frequentemente atualizada, de forma a estar sempre ativa contra as mutações mais recentes.

Por isso, novas vacinas são produzidas anualmente com o objetivo de cobrir as cepas do vírus Influenza que circularam mais recentemente. No mundo inteiro há pesquisas para que possamos saber exatamente quais são as cepas que estão circulando com mais intensidade, tanto no hemisfério norte quanto no hemisfério sul. São essas pesquisas que orientam a composição da vacina a cada ano.

Atualmente, a produção da vacinas leva, em média, seis meses a partir da seleção das cepas circulantes até o produto final disponível para distribuição. Como as campanhas de vacinação são feitas no outono, a vacina costuma ser elaborada nos meses anteriores, geralmente na primavera. Desta forma, excetuando-se casos de súbitas mutações de grande intensidade, raramente existem desemparelhamentos entre as cepas cobertas pela vacina e as cepas que circulam entre a população.

A escolha pelo outono deve-se pelo fato do sistema imunológico precisar de cerca de 1 mês para desenvolver de forma plena uma imunidade contra as cepas presentes na vacina. Como o pico de incidência da gripe ocorre no inverno, a população vacinada terá tempo suficiente para estar preparada contra o vírus.

É bom destacar que a vacina contra a gripe não contém todas as cepas conhecidas do Influenza, apenas aquelas que provavelmente estarão mais ativas no próximo inverno. Para 2015, a ANVISA, com apoio da Organização Mundial de Saúde, já definiu que a vacina contra a gripe no Brasil terá atividade contra as seguintes variações do Influenza:


Influenza A/California.
Influenza A/Switzerland.
Influenza B/Phuket.
Influenza B/Brisbane.

Como a vacina é feita com proteínas específicas do vírus, ela também pode ser eficaz contra diversas outras cepas do Influenza. Por exemplo, a composição da vacina de 2015 também será efetiva contra as cepas de Influenza A/South Austrália, A/Norway, A/Stockholm e o H1N1 de 2009, pois todas elas possuem os antígenos que estarão presentes na vacina.

Quem Deve tomar a Vacina Contra Gripe?

Qualquer pessoa com mais de 6 meses de idade pode receber a vacina contra a gripe. Porém, há certos grupos que devem receber prioridade nas campanhas de vacinação, pois são eles que apresentam maior risco de desenvolverem complicações. No caso da gripe, o objetivo das campanhas de vacinação não é eliminar a circulação do vírus, mas sim reduzir a incidência de complicações e, consequentemente, o número de óbitos.

Por isso, o público-alvo destas campanhas são profissionais de saúde, indivíduos com mais de 60 anos, crianças entre seis meses e cinco anos de idade, gestantes durante o período de surto de gripe, indígenas, presos, portadores de doenças crônicas e transplantados.

Se você não faz parte do grupo alvo das campanhas e ainda assim deseja se imunizar contra gripe, não há problema nenhum. A vacina praticamente não apresenta contraindicações. Procure o seu médico ou centro de saúde de saúde e informe-se.

Contraindicações à Vacina Contra Gripe

Praticamente todas as pessoas com mais de 6 meses de vida podem ser vacinadas contra a gripe. Em alguns países existe a vacina contra gripe feita com vírus vivo atenuado. Esta vacina possui contraindicações próprias que não serão abordadas neste texto. Nós vamos nos ater apenas à vacina feita com vírus morto, que é a vacina habitualmente utilizada nas campanhas de vacinação.

A principal contraindicação à vacinação contra a gripe é a alergia ao ovo. Como o preparo da vacina utiliza ovos de galinha, as pessoas alérgicas podem desenvolver reações. Se você for alérgico a ovo, não tome a vacina da gripe sem orientação médica.

Também deve haver alguma precaução em relação às pessoas que já tiveram síndrome de Guillain-Barré (SBG). Na verdade, o risco de desenvolvimento desta doença após a vacina da gripe é extremamente baixo, cerca de 1 caso a cada 1 milhão de doses. Isso significa que o risco de se ter uma complicação da gripe é bem mais alto que o risco de desenvolver Guillain-Barré após a vacinação. Se você já teve SGB e faz parte do grupo de risco da gripe, converse com o seu médico sobre os riscos e benefícios da vacina.

Indivíduos com doenças febris agudas não devem tomar a vacina até estarem completamente recuperados.

Efeitos Colaterais da Vacina Contra Gripe

As vacinas contra a gripe compostas por vírus mortos são geralmente bem toleradas, sendo o efeito colateral mais comum a dor e a inflamação no local da injeção. Nos estudos clínicos, os eventos adversos graves foram muito raros.

Outros efeitos adversos que podem ocorrer, mas são incomuns e geralmente de curta duração, incluem: dor de cabeça, febre, náuseas, tosse, irritação no olhos e dor muscular. Existem casos descritos de desmaios entre adolescentes, mas estes parecem estar mais ligados ao medo de agulha do que à vacina em si.

Perguntas Mais Comuns

1- É possível pegar gripe através da vacina?

Não. A vacina é feita com fragmentos do vírus. Não há nenhuma possibilidade de alguém ficar gripado devido à vacinação.

2- A vacina da gripe também previne resfriados?

Não, apesar de terem sintomas parecidos, a gripe e o resfriado são infecções diferentes, causados por vírus diferentes.

3- Mesmo vacinado é possível ficar gripado?

Sim, a vacina cobre as principais cepas, mas não cobre todas. A taxa de sucesso é de cerca de 70 a 90%. Porém, a maioria das pessoas que refere ter ficado gripada mesmo tendo se vacinado, na verdade apresentam quadros de resfriado. Como a maioria da população não sabe distinguir uma gripe de um resfriado, essa confusão é frequente.

4- Grávidas podem receber a vacina da gripe?

Sim, não só podem como devem.

5- Pessoas imunossuprimidas, como portadores de HIV ou transplantados, podem ser vacinados?

Sim, não só podem como devem.

6- Posso tomar a vacina em qualquer altura do ano?

Até pode, mas como o pico de eficácia da vacina ocorre nos primeiros 3 meses, o ideal é tomá-la logo antes do inverno, que é a época que os surtos de gripe costumam surgir. Tomar a vacina muito antes da época de surto pode fazer com que a sua eficácia não seja a pretendida.

7- Se eu for viajar para o hemisfério norte, a vacina brasileira é eficaz?

Apenas parcialmente, pois as cepas selecionadas não são as mesmas. Nesse ano de 2015, por exemplo, das 4 cepas escolhidas na vacina brasileira, somente 2 estão presentes na vacina americana e europeia. Por outro lado, se a viagem for para outro país do hemisfério sul, a cobertura é total, pois a composição da vacina costuma ser a mesma.

8- A vacina da gripe interfere com alguma outra vacina?

Não, a vacina da gripe pode ser administrada no mesmo dia ou próxima de outras vacinas.

9- Quanto tempo demora para a vacina da gripe ter efeito?

Pelo menos 2 semanas são necessárias para que os anticorpos induzidos pela vacina possam ser produzidos.

10- É mesmo preciso se vacinar todos os anos?

Sim, a vacinação precisa ser reforçada todos os anos. A vacina que você tomou em 2014 não vai lhe proteger durante o surto de gripe do inverno de 2015.

11- Não faço parte do grupo de risco. Ainda assim preciso me vacinar?

Precisar não precisa, pois o risco de complicações da gripe no seu caso é muito baixo. Porém, como a taxa de efeitos adversos da vacina é muito baixa, você estará mais seguro se for vacinado. Na avaliação entre prós e contras, o prós saem vencedores com larga vantagem.

12- Você conhece alguém que já tenha sido vacinado?

Sim, eu. Por ser profissional de saúde, eu tomo a vacina contra gripe anualmente desde 2010, sem nunca ter tido qualquer problema.

17/09/2013

Sudorese Excessiva

O corpo humano possui mecanismos para regular sua temperatura e necessita transpirar mais ou menos conforme a temperatura ambiente, ou como forma de eliminar calor quando praticamos exercícios físicos. Eventualmente, há uma disfunção desses mecanismos e teremos então a hiperidrose. Ela ocorre em cerca de 1% da população, trazendo importante desconforto a essas pessoas do ponto de vista social. O indivíduo tende a se retrair, pois constrange-se ao contato físico com as pessoas e um simples aperto de mão torna-se um problema. Há dificuldades profissionais ao manusear papéis e outras atividades. A hiperidrose pode ocorrer como conseqüência do hipertireoidismo, de distúrbios psiquiátricos, de menopausa ou da obesidade. Devemos então afastar essas possibilidades que teriam tratamento clínico, e caso não haja indícios dessas patologias, estaremos diante de Hiperidrose Primária, cujo tratamento será cirúrgico, hoje realizado por moderna técnica pouco invasiva e muito precisa, chamada Simpatectomia Torácica Videotoracoscópica.
O início dos sintomas pode ocorrer na infância, na adolescência ou somente na idade adulta, por razões desconhecidas. Eventualmente, podemos encontrar história familiar. Os pacientes referem sudorese constante, às vezes, inesperada, mas a maioria deles relata fatores agravantes. Os fatores desencadeantes da sudorese excessiva são o aumento da temperatura ambiente, o exercício, a febre, a ansiedade e a ingestão de comidas condimentadas. Geralmente, há melhora dos sintomas durante o sono. O suor pode ser quente ou frio. Pode afetar todo o corpo ou apenas a região palmar das mãos, planta dos pés, axilas, região inframamária, inguinal ou cranio-facial. Quando a hiperidrose é intensa, a pele pode apresentar fissuras; se nas axilas, haverá odor fétido


Tratamento clínico
Uso de antiperspirantes e adstringentes (cloreto de alumínio em álcool etílico, solução de glutaraldeído 2%, etc.): esses produtos devem ser aplicados sobre a pele seca, após banho frio, imediatamente antes de se deitar. Apresentam o inconveniente de causar dermatite de contato ou deixar a pele com coloração amarelada. 
Uso de talco ou amido de milho natural (para os casos mais leves): deve ser aplicado entre os dedos, sob as mamas ou em pregas da pele. 
Banho com sabonete desodorante: seu uso prolongado pode levar à dermatite. Não calçar o mesmo par de sapatos por dois dias seguidos; utilizar palmilhas absorventes, que devem ser substituídas freqüentemente 
Tratamento medicamentoso, com drogas antidepressivas, ansiolíticas e anticolinérgicas: essas drogas proporcionam apenas alívio parcial e apresentam efeitos colaterais importantes e indesejáveis, como alteração da visão, boca seca, problemas urinários, sedação e outros. 
Iontoforese, biofeedback e psicoterapia. 
 Injeções locais de toxina botulínica (existem várias marcas), com duração de 4-6 meses e uso limitado a áreas de pequena extensão, o que torna rara a indicação desse método.
Os tratamentos clínicos disponíveis são falhos na medida em que não são definitivos, alguns são desagradáveis e mais dispendiosos quando temos de repeti-los periodicamente.


Tratamento Cirúrgico
Através da videocirurgia torácica (videotoracoscopia), com a qual a agressão é mínima, a segurança no ato é grande e o resultado é ótimo, com duas pequenas incisões de cerca de 1cm e o auxílio de um sistema de vídeo, podemos interromper a condução nervosa responsável pelo problema e o resultado é imediato. A simpatectomia torácica é utilizada no tratamento da hiperidrose palmar e axilar, tem resultados positivos também para distrofia simpática reflexa (síndrome dolorosa dos membros superiores), em casos selecionados de problemas circulatórios graves de membro (doença vascular periférica embólica ou aterosclerótica), doença de Raynaud (caracterizado por dor e má-circulação dos membros) e outras. Os melhores resultados são encontrados no tratamento da hiperidrose primária. Os pacientes portadores de hiperidrose primária grave, geralmente, já tentaram inúmeros tipos de tratamento conservador, com dermatologistas e psiquiatras.
O procedimento está contra-indicado nos pacientes portadores de hiperidrose secundária, nos pacientes portadores de insuficiência respiratória ou cardiovascular grave e nos pacientes com sequela de doença pleural (tuberculose, empiema).
Técnica Operatória
O paciente pode ser internado no dia da operação. Inicialmente, ele é monitorizado e, sob anestesia geral, realizamos cauterização da cadeia simpática (responsável pelo suor). O equipamento necessário para a operação consiste de uma óptica rígida de 5 a 10mm de diâmetro, câmera e o monitor de vídeo para visualizar o campo operatório. O instrumento utilizado, via de regra, é o eletrocautério ou bisturi ultra-sônico. Na operação, são necessários apenas dois pequenos cortes de 1cm cada um, nos quais introduzimos os instrumentos necessários para realizá-la.
Pós-Operatório
A dieta é liberada tão logo o paciente esteja recuperado da anestesia e pode receber alta no dia seguinte à operação ou no mesmo dia conforme o horário da cirurgia. Poderá retornar às suas atividades habituais dentro de poucos dias, no máximo em 10 dias. As cicatrizes são muito pequenas, quase imperceptíveis.
Resultados Cirúrgicos
Os resultados são imediatos. As extremidades superiores (membros superiores e axilas) encontram-se secos e quentes, assim que o paciente recupera-se da anestesia em 95% dos casos. Os pacientes referem que pela primeira vez, em muitos anos, as mãos estão secas e quentes. Em 50% das vezes, o mesmo ocorre em relação à hiperidrose plantar e craniofacial. Os resultados são, geralmente, permanentes e a melhora na qualidade de vida é indiscutível. O índice de satisfação chega a 98%.


Efeitos Colaterais e Complicações
Em 20 a 50% dos pacientes, pode ocorrer hiperidrose compensatória. Trata-se de um aumento da sudorese em outras partes do corpo, geralmente, no dorso e no tórax anterior. Provavelmente, representa uma resposta termo-reguladora do organismo. Essa condição é tolerável para maioria dos pacientes. Na maioria dos casos, o quadro melhora com o passar do tempo (aproximadamente 6 meses) ou o paciente aprende a conviver com ela. A síndrome de Claude-Bernard-Horner (pálpebra caída, olhos encovados e pupilas contraídas permanentemente) é complicação extremamente rara. O pneumotórax (permanência de ar residual nas pleuras) no pós-operatório é uma complicação possível, que na maioria das vezes, resolve-se espontaneamente (é absorvido), não necessitando intervenção específica. O hemotórax, a lesão do tecido pulmonar e do plexo braquial (complexo nervoso responsável pelos membros superiores) e a infecção dos cortes realizados também são complicações possíveis, embora muito raras.
Conclusão
A simpatectomia videotoracoscópica tem se mostrado o único método eficaz para curar a hiperidrose moderada e grave de mãos e faces. É o método de escolha, especialmente se outras opções terapêuticas já foram testadas, sem resultado satisfatório. Constitui-se, também, em método eficaz para o tratamento do "blushing facial", ou seja, rubor e sudorese excessiva na face. A técnica endoscópica é extremamente segura e eficaz, pois conduz à cura definitiva em quase 100% dos casos.

20/12/2012

Ele teve dengue e hepatite


Em 2010, o estudante Marcos Correa, 15 anos, (foto) teve dengue. Ele começou a passar mal, procurou atendimento médico e descobriu que estava doente. 

"O médico me receitou paracetamol, para utilizar quando eu estivesse com febre, mas não especificou a quantidade diária da medicação", diz.

Sempre que a febre aparecia, ele fazia uso do remédio. A mãe de Marcos se incomodou com o excesso do medicamento que o filho estava tomando e procurou novamente um especialista. De volta ao hospital, outra médica orientou intercalar o paracetamol com outros medicamentos para evitar o risco de hepatite, mas já era tarde. 

"Depois que tirei sangue, o exame constatou que eu estava com hepatite. Fiquei quatro dias internado. A hepatite sarou. Agora, sempre que vou a algum médico, pergunto as doses e quantas vezes é para tomar ao dia", conta Marcos.


22/10/2012

22 de outubro: "DIA DO PROTESTO MUNDIAL CONTRA O USO DO ELETROCHOQUE"



A eletroconvulsoterapia(ECT), electroconvulsivoterapia, eletroconvulsivoterapia, também conhecida por eletrochoques, é um tratamento psiquiátrico no qual são provocadas alterações na atividade elétrica do cérebro induzidas por meio de passagem de corrente elétrica, sob condição de anestesia geral.


Desenvolvida por volta de 1930, hoje em dia é um método utilizado mais frequentemente no tratamento da depressão grave, sendo também usada para tratar a esquizofrenia, a mania, a catatonia, a epilepsia e a doença bipolar. A literatura médica actual confirma que a ECT é um procedimento seguro, eficaz e indolor, para o qual continuam a existir indicações precisas.


História


Este método terapêutico é provavelmente o mais controverso dos métodos usados em Psiquiatria, tendo em conta a sua natureza, a história de abusos e a falta de informação. A aplicação de choques de pequena voltagem nas têmporas é polêmica e o método é ainda hoje associado negativamente a algum tipo de tortura, sendo por diversas razões contestado por muitos profissionais na área da saúde mental. Apesar disso, a ECT é uma técnica que pode ser usada com eficácia e está consagrada em muitos países.


A ECT foi introduzida na Psiquiatria numa época pré-farmacológica, e era usada frequentemente em patologias como a depressão ou esquizofrenia, especialmente do tipo catatônico. Atualmente a técnica é recomendada para diversos quadros patológicos, nomeadamente nos quadros depressivos graves, com ou sem sintomas psicóticos, episódios de mania aguda, e menos frequentemente na esquizofrenia. A ECT e empregada mediante o uso de anestésicos e relaxantes musculares.


Principais indicações


Está reservada para aquelas situações em que a medicação não apresenta resultados, podendo ser a primeira escolha em pacientes debilitados ou idosos, nos quais a medicação pode ser mais um problema. Se o paciente respondeu bem à ECT, no passado, pode ser a sua primeira escolha. Também se utiliza a ECT na mania, esquizofrenia e na doença de Parkinson grave. A ECT pode ser o método mais seguro (por exemplo, em grávidas e idosos) e o método mais rápido (melhoria em duas semanas do humor ou delírio) 
Risco de suicídio
Episódios depressivos resistentes
Episódios depressivos graves com sintomas psicóticos
Episódios depressivos em idosos
Episódios depressivos em gestantes
Episódios maníacos em gestantes
Episódios maníacos graves com sintomas psicóticos
Episódios maníacos resistentes
Depressão da Doença de Parkinson
Síndrome Neuroléptica Maligna
Efeitos colaterais mais comuns

Rigidez Muscular causada pela medicação para relaxamento muscular. Aliviada através de um banho quente, realizando exercícios moderados (por exemplo, caminhada) e deve informar o médico ou a enfermeira, caso necessite medicação analgésica. 
Confusão devida aos efeitos da anestesia ou tratamento. Pode não saber dizer a data ou a hora, mas este efeito é temporário.

Perda de memória é comumente causada pela ECT, pelo que quaisquer decisões importantes devem ser adiadas. Deve manter um diário, escrever datas e horas importantes (antes e depois do tratamento), ter um calendário (anotando os dias) e procurar auxílio na sua reorientação. 
Dores de cabeça podem ser causadas pelo tratamento, pela anestesia ou pelo jejum. Pode aliviar estas dores: através da comida, com medicação analgésica, exercícios de relaxamento, técnicas de distracção, descanso em quarto escuro e/ou pano úmido sobre a fonte. 
Enjoos têm origem na anestesia ou jejum de sólidos ou líquidos, e melhoram após alimentação e/ou medicação. 
Contra-Indicações

Apesar dos poucos estudos não se recomenda ser usado em pacientes com algum tumor, histórico de infarto ou arritmia cardíaca, marca-passo cardíaco, aneurisma, deslocamento de retina, feocromocitoma e doenças pulmonares pelos prováveis riscos dessa combinação


22/10/2011

22 de Outubro; Dia do Protesto Mundial contra o Uso do Eletrochoque


A eletroconvulsoterapia - ECT -, electroconvulsivoterapia, eletroconvulsivoterapia, também conhecida por eletrochoques, é um tratamento psiquiátrico no qual são provocadas alterações na atividade elétrica do cérebro induzidas por meio de passagem de corrente elétrica, sob condição de anestesia geral.

Desenvolvida por volta de 1930, hoje em dia é um método utilizado mais frequentemente no tratamento da depressão grave, sendo também usada para tratar a esquizofrenia, a mania, a catatonia, a epilepsia e a doença bipolar. A literatura médica atual confirma que a ECT é um procedimento seguro, eficaz e indolor, para o qual continuam a existir indicações precisas.

Este método terapêutico é provavelmente o mais controverso dos métodos usados em Psiquiatria, tendo em conta a sua natureza, a história de abusos e a falta de informação. A aplicação de choques de pequena voltagem nas têmporas é polêmica e o método é ainda hoje associado negativamente a algum tipo de tortura, sendo por diversas razões contestado por muitos profissionais na área da saúde mental. Apesar disso, a ECT é uma técnica que pode ser usada com eficácia e está consagrada em muitos países.

A ECT foi introduzida na Psiquiatria numa época pré-farmacológica, e era usada frequentemente em patologias como a depressão ou esquizofrenia, especialmente do tipo catatônico. Atualmente a técnica é recomendada para diversos quadros patológicos, nomeadamente nos quadros depressivos graves, com ou sem sintomas psicóticos, episódios de mania aguda, e menos frequentemente na esquizofrenia. A ECT e empregada mediante o uso de anestésicos e relaxantes musculares.

Principais indicações 
Está reservada para aquelas situações em que a medicação não apresenta resultados, podendo ser a primeira escolha em pacientes debilitados ou idosos, nos quais a medicação pode ser mais um problema. Se o paciente respondeu bem à ECT, no passado, pode ser a sua primeira escolha. Também se utiliza a ECT na mania, esquizofrenia e na doença de Parkinson grave. A ECT pode ser o método mais seguro (por exemplo, em grávidas e idosos) e o método mais rápido (melhoria em duas semanas do humor ou delírio) 
- Risco de suicídio
- Episódios depressivos resistentes
- Episódios depressivos graves com sintomas psicóticos
- Episódios depressivos em idosos
- Episódios depressivos em gestantes
- Episódios maníacos em gestantes
- Episódios maníacos graves com sintomas psicóticos
- Episódios maníacos resistentes
- Depressão da Doença de Parkinson
- Síndrome Neuroléptica Maligna

Efeitos colaterais mais comuns

- Rigidez Muscular causada pela medicação para relaxamento muscular. Aliviada através de um banho quente, realizando exercícios moderados (por exemplo, caminhada) e deve informar o médico ou a enfermeira, caso necessite medicação analgésica.

- Confusão devida aos efeitos da anestesia ou tratamento. Pode não saber dizer a data ou a hora, mas este efeito é temporário.

- Perda de memória é comumente causada pela ECT, pelo que quaisquer decisões importantes devem ser adiadas. Deve manter um diário, escrever datas e horas importantes (antes e depois do tratamento), ter um calendário (anotando os dias) e procurar auxílio na sua reorientação.

- Dores de cabeça podem ser causadas pelo tratamento, pela anestesia ou pelo jejum. Pode aliviar estas dores: através da comida, com medicação analgésica, exercícios de relaxamento, técnicas de distração, descanso em quarto escuro e/ou pano úmido sobre a fonte.

- Enjoos têm origem na anestesia ou jejum de sólidos ou líquidos, e melhoram após alimentação e/ou medicação.

Contra-Indicações

Apesar dos poucos estudos não se recomenda ser usado em pacientes com algum tumor, histórico de infarto ou arritmia cardíaca, marca-passo cardíaco, aneurisma, deslocamento de retina, feocromocitoma e doenças pulmonares pelos prováveis riscos dessa combinação

Fonte:Eletrochoque 
Leia, Estude, Pesquise e CUIDE-SE.

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