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02/10/2015

Remédio contra diabetes reduz risco de morte cardiovascular

Os pacientes que tomaram o antidiabético por três anos tiveram seu risco de morte por complicações cardíacas reduzido em 38%, por qualquer causa em 32% e as hospitalizações por insuficiência cardíaca crônica em 35%.
(Jeffrey Hamilton/Thinkstock/VEJA)
Um novo estudo mostrou que a empagliflozina, medicamento utilizado para o tratamento de diabetes tipo 2, reduz em 38% a probabilidade de morte por eventos cardiovasculares e em 32% por qualquer causa em pacientes com alto risco de complicações cardíacas. Os dados foram apresentados durante o Encontro Anual da Associação Europeia para o Estudo de Diabetes, realizado em Estocolmo, e publicados simultaneamente na revista científica New England Journal of Medicine.
"Essa é a primeira vez na história que um medicamento antidiabético se mostra eficaz na redução de eventos cardiovasculares, que são a principal causa de morte destes pacientes", diz o cardiologista José Kerr Saraiva, chefe do serviço de cardiologia do Hospital Universitário da PUC-Campinas e um dos autores do estudo. "Até agora, todas as pesquisas realizadas com outros medicamentos mostraram que eles não tinham nenhum efeito sob o risco cardiovascular ou, em um caso específico que foi inclusive retirado do mercado, aumentava esse risco. Por isso, esse estudo é um grande marco e foi recebido com muito ânimo pelos cardiologistas", explicou.

O estudo EMPA-REG descobriu que o Jardiance, nome comercial do medicamento, também mostrou que as hospitalizações por insuficiência cardíaca crônica caíram em 35%. Após três anos de acompanhamento, 10,5% dos participantes no grupo de Jardiance sofreram um infarto, AVC ou morreram por outras causas cardiovasculares, em comparação com 12,1% dos pacientes que tomaram o placebo. O que corresponde a uma redução relativa de 14% no risco destes eventos.

De acordo com Saraiva, os resultados são ainda mais surpreendentes porque quase 80% dos participantes já utilizavam medicamentos para controlar o diabetes, a pressão arterial e o colesterol. Mesmo durante o estudo, estes pacientes puderam continuar os tratamentos.

Sabe-se que a redução do açúcar no sangue (efeito dos medicamentos antidiabéticos) já tende a reduzir o risco cardiovascular. Entretanto, os autores do estudo acreditam o efeito benéfico de Jardiance na redução destes eventos esteja relacionada com outros efeitos do medicamento, como a capacidade em reduzir a pressão sanguínea, o peso e a rigidez arterial.

Problemas cardiovasculares como ataque cardíaco, acidente vascular cerebral (AVC) e doença coronariana são as principais causas de morte de metade dos pacientes com diabetes tipo 2 ao redor do mundo. Isso acontece porque o excesso de açúcar no sangue traz serie de transtornos metabólicos que danificam o coração e os vasos sanguíneos. No caso de pacientes diabéticos que já correm um risco elevado de complicações cardíacas, como pessoas que já tiveram um AVC, infarto ou que têm artérias obstruídas -, a expectativa de vida se reduz em, em média, 12 anos.

A empagliflozina é produzida em parceria pelas farmacêuticas Boehringer Ingelheim e Eli Lilly e pertence a uma classe de medicamentos chamada inibidores de SGLT2, que ajudam excretar o excesso de açúcar do sangue pela urina. Por isso, estes remédios são contra indicados para pacientes com problemas renais. Os efeitos colaterais incluem desidratação, baixo nível de açúcar no sangue e infecções urinárias. O tratamento está disponível no Brasil desde março e custa, em média, 185 reais por mês.

10/07/2012

Ficar menos tempo sentado aumenta expectativa de vida, sugere estudo


Passar menos de três horas por dia sentado aumentaria vida em dois anos.Sedentarismo tem ligação com problemas cardiovasculares.

Uma pesquisa americana publicada nesta segunda-feira (9) afirma que o tempo que uma pessoa passa sentada pode influir sobre a sua expectativa de vida. O estudo saiu na edição online do “British Medical Journal”.

Segundo o estudo feito com adultos, quem passa menos de três horas por dia sentado tem uma expectativa de vida dois anos maior. A televisão também foi incluída como um fator importante – quem assiste menos de duas horas por dia aumenta o tempo de vida em um ano e quatro meses. 
Os hábitos sedentários estão ligados principalmente a problemas cardiovasculares. Até 27% das mortes teriam relação com o tempo que uma pessoa passa sentada. 
Os pesquisadores usaram dados de estudos nacionais norte-americanos para calcular o tempo que os adultos gastam em cada atividade – como assistir televisão. Além disso, revisaram outros cinco estudos que relacionam o tempo que cada um passa sentado e diferentes causas de mortes. 
Os dados foram analisados com uma técnica que leva em conta os fatores de risco para uma população, e não para os indivíduos em si. Os autores enfatizaram que a pesquisa não prova que ficar sentado necessariamente reduza a expectativa de uma pessoa, mas mostra o impacto que o estilo de vida sedentário pode ter sobre a saúde. 
“Os resultados desses estudo indicam que passar muito tempo sentado ou assistindo televisão pode ter potencial para reduzir a expectativa de vida nos EUA”, afirma o artigo.
G1 

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