Cuidar da saúde com amor e alegria!

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22/03/2015

Aspirina diminui risco de câncer colonretal — mas não para todos


Estudo revela que o uso do remédio reduz em 30% a incidência desse tumor. Benefício não vale, porém, para pessoas com uma variação genética nos cromossomos 12 e 15.

Tomar aspirina ou ibuprofeno tende a reduzir o risco de desenvolver câncer de cólon para a maioria das pessoas, mas não funciona em uma minoria que possui algumas variações genéticas. A revelação é de um estudo publicado nesta terça-feira no periódico Jama.

Pesquisadores revisaram dez estudos da Austrália, Canadá, Alemanha e Estados Unidos que reuniram, no total, mais de 16.000 pessoas. Os dados confirmaram que o uso regular de aspirina e outros anti-inflamatórios não-esteroides, como o ibuprofeno, diminui em 30% a probabilidade de desenvolver câncer colorretal para a maior parte das pessoas. O benefício preventivo, no entanto, não foi observado em indivíduos com variantes incomuns em genes nos cromossomos 12 e 15.

Uma vez que o uso de aspirina e outros anti-inflamatórios têm efeitos adversos como sangramento intestinal, os médicos devem avaliar junto aos pacientes os potenciais perigos e benefícios do seu consumo. "O estudo sugere que o perfil genético de uma pessoa pode ajudar na tomada desta decisão", afirmou Andrew Chan, coautor da pesquisa e professor da Escola de Medicina de Harvard.

Teste genético - Chan ressalva que ainda é cedo para o mapeamento genético guiar os cuidados clínicos, uma vez que as descobertas precisam ser validadas em grupos mais heterogêneos de pacientes. A pesquisa não incluiu negros, por exemplo, que têm taxas elevadas de câncer colorretal.

Em um editorial associado à pesquisa, Richard Wender, da Associação Americana de Câncer, afirma que, em futuro não muito distante, testes genéticos eficientes e baratos poderão ajudar a definir intervenções que diminuem os riscos de doenças. "A habilidade de traduzir o mapeamento genético em tratamentos preventivos personalizados ainda está um pouco longe, mas, com estudos como este, o caminho fica mais iluminado", afirmou.

07/01/2013

Anvisa suspende emagrecedores e lotes de remédio antidepressivo

Caralluma_Fimbriata

Medida foi divulgada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União.Produtos das áreas de beleza e dermatológica também foram afetados.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta segunda-feira (7), no Diário Oficial da União, uma lista de fabricantes de produtos voltados para o emagrecimento, tratamento da pele e dos cabelos, além de medicamento antidepressivo, que devem interromper imediatamente a fabricação e comercialização dos itens. A medida ocorre após a detecção de irregularidades nos produtos.

Foram suspensos ou receberam a notificação de interdição cautelar determinados fabricantes de chás ou óleos emagrecedores que utilizam extratos vegetais de caralluma, sene, pholiamagra, sucupira, entre outros. Algumas empresas que produzem máscaras seladoras para cabelos e de sabonete íntimo também foram afetadas.

Além disso, 31 lotes do medicamento antidepressivo Tofranil, 25 mg, da companhia Novartis Biociências, estão impedidos de ser comercializados, já que foram encontrados itens que eram oferecidos com prazo de validade maior ao recomendado pela Anvisa.

Nos casos de interdição cautelar, medida válida por 90 dias após a publicação no Diário Oficial, a empresa terá que apresentar contraprovas nas amostras dos lotes citados. Já nos casos de suspensão, a empresa fica proibida de comercializar os produtos até que seja feita a regularização deles junto à agência.

Ainda de acordo com a agência, pessoas que adquiriram algum dos lotes ou produtos suspensos ou interditados devem interromper imediatamente o uso.Confira a lista!


20/12/2012

Ele teve dengue e hepatite


Em 2010, o estudante Marcos Correa, 15 anos, (foto) teve dengue. Ele começou a passar mal, procurou atendimento médico e descobriu que estava doente. 

"O médico me receitou paracetamol, para utilizar quando eu estivesse com febre, mas não especificou a quantidade diária da medicação", diz.

Sempre que a febre aparecia, ele fazia uso do remédio. A mãe de Marcos se incomodou com o excesso do medicamento que o filho estava tomando e procurou novamente um especialista. De volta ao hospital, outra médica orientou intercalar o paracetamol com outros medicamentos para evitar o risco de hepatite, mas já era tarde. 

"Depois que tirei sangue, o exame constatou que eu estava com hepatite. Fiquei quatro dias internado. A hepatite sarou. Agora, sempre que vou a algum médico, pergunto as doses e quantas vezes é para tomar ao dia", conta Marcos.


10/11/2012

SUS vai oferecer cinco novos medicamentos contra artrite

Rede pública tem seis meses para começar a ter novas drogas.Com inclusão, governo amplia para 15 os remédios grátis contra doença.
O Sistema Único de Saúde (SUS) vai incluir cinco novos remédios contra artrite, uma inflamação nas articulações que pode ter causas genéticas, virais e bacterianas. 
A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (11), e a rede pública terá seis meses para começar a oferecer as novas drogas. 
Os novos medicamentos são da classe dos biológicos, que servem para tratar casos mais graves e avançados da doença, quando já não há resposta ao tratamento convencional.
Em geral, a artrite costuma causar fortes dores nas articulações das mãos, dos braços, do pescoço, do quadril, dos joelhos e dos pés. O medicamento serve para prevenir danos irreversíveis, aliviar o desconforto e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Com a inclusão das drogas – abatacepte, certolizumabe pegol, golimumabe, tocilizumabe e rituximabe –, o governo amplia de 10 para 15 os remédios contra a doença disponíveis na rede pública. Atualmente, 30 mil brasileiros são atendidos.

Segundo o ministro Alexandre Padilha, a meta é aumentar o acesso da população, aprimorar a qualidade das terapias, com remédios de alta tecnologia, e reduzir as complicações decorrentes do problema.

Atualmente, o Ministério da Saúde gasta em média R$ 25 mil por ano com cada paciente que usa medicamentos biológicos. Com a oferta de mais três, o curso pode cair para R$ 13 mil, pelo fato de as novas drogas serem mais baratas e muitas pessoas poderem migrar para elas. Só no ano passado, o governo investiu R$ 1 bilhão na compra desse tipo de remédio contra artrite.

30/07/2012

Álcool pode acentuar em até três vezes efeito de remédios, diz estudo

Interação de enzimas e de outras substâncias corporais é prejudicada.Ao menos 5 mil medicamentos vendidos têm efeitos alterados pelo álcool.

Ingerir bebida alcoólica enquanto há uso de medicamentos pode ser mais perigoso do que se imagina, afirma um estudo divulgado nesta quinta-feira (16) no jornal científico “Molecular Pharmaceutics”.

De acordo com os pesquisadores, o álcool pode aumentar em até três vezes a dose original de medicamento e seu efeito no corpo.

Segundo Christel Berstrom, autor do estudo, o álcool pode alterar a interação de enzimas e de outras substâncias corporais quando entra em contato com ao menos 5 mil medicamentos disponíveis no mercado, vendidos com ou sem prescrição médica.

Alguns desses remédios não se dissolvem totalmente no trato gastrointestinal – especialmente no estômago e no intestino. Os pesquisadores testaram então se com o álcool, essas drogas poderiam se dissolver mais facilmente e descobriu-se que a combinação intensificava o efeito do medicamento.

Foram testados 22 remédios e 60% deles apresentaram mostras que teriam os efeitos superdimensionados. Alguns tipos de substâncias, principalmente as ácidas, são as mais afetadas – como o anticoagulante varfarina ,o tamoxifeno, usado para tratamento de cânceres e o naproxeno, responsável por aliviar dores e inflamações.

Evite bebidas alcoólicas OU beba com moderação!

Cuide-se!

24/07/2012

Governo fornecerá droga de alto custo para tratar câncer de mama



Trastuzumabe será incorporado ao tratamento da doença feito pelo SUS.Custo por paciente na quimioterapira pode ultrapassar R$ 35 mil.

O ministério da Saúde deve publicar no "Diário Oficial da União" da próxima quarta-feira (25) portaria que determina a incorporação do medicamento Trastuzumabe em tratamentos contra o câncer de mama realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento já é utilizado no país, mas apenas na iniciativa privada, já que é considerado de alto custo.

Serão investidos R$ 130 milhões por ano para aquisição da droga, que passará a ser disponibilizada na rede pública de saúde em até 180 dias, de acordo como ministério.

Segundo o governo federal, o medicamento é mais efetivo na cura da doença, já que atinge exclusivamente células cancerígenas e evita efeitos colaterais sentidos na aplicação de outros remédios. Ainda segundo o ministério, o Trastuzumabe é recomendado para 25% dos pacientes diagnosticados e diminui em 22% o risco de morte de pacientes.

A utilização do produto na rede pública ficou em discussão por um ano na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), grupo de debate que reúne especialistas e autoridades de saúde. Eles analisaram a eficácia do remédio e sua eficiência no tratamento de câncer de mama inicial e avançado.

De acordo com o governo, cada miligrama pode custar até R$ 11,75, dependendo do laboratório. Segundo o oncologista-clínico Vladmir Cordeiro de Lima, do Hospital A.C. Camargo, de São Paulo, o custo por paciente pode ultrapassar R$ 35 mil.

Segundo ele, por exemplo, a primeira dose do tratamento para uma pessoa de 80 kg que necessite de seis sessões de quimioterapia custaria até R$ 7.520 (640 mg). Nas outras cinco sessões, o paciente receberia 480 mg de Trastuzumabe, o que totalizaria R$ 28.100 (R$ 5.620 cada aplicação).

Fatores de risco
O câncer de mama é a maior causa de mortes femininas. Afeta cem de 100 mil mulheres por ano nos países desenvolvidos. Anualmente, mais de 1,3 milhão de novos casos são diagnosticados, 53 mil deles na França.

No Brasil, é a primeira causa de morte de mulheres por tumor no país. Entre os óbitos por doenças em geral no sexo feminino, perde apenas para os problemas cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Os fatores de risco para esse tipo de tumor são variados. Eles incluem mutações genéticas, uma primeira gravidez tardia, baixa paridade, terapias de reposição hormonal em pacientes predispostas, hábitos de vida, e causas ambientais e profissionais ainda não completamente identificadas.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima, para 2012, um total de 52.680 novos casos de câncer de mama entre as mulheres. Por região, o Sudeste lidera o ranking (29.360), seguido do Sul (9.350), Nordeste (8.970), Centro-Oeste (3.470) e Norte (1.530).

Em relação às mortes pela doença, o dado mais recente que o Inca tem é de 2010, registrado no banco de dados do Sistema Único de Saúde (Datasus), com 12.705 óbitos de mulheres e 147 de homens somente na rede pública.

No sexo feminino, atrás desse tipo de tumor, em número de diagnósticos, aparece o de colo do útero, com 17.540 novos casos previstos para 2012. Entre todos os tipos de câncer no Brasil, o de próstata ainda atinge mais os homens que o de mama afeta as mulheres, de acordo com o Inca. Apesar de a próstata ser o problema mais frequente nos homens, com 60.180 novos casos previstos para este ano, o câncer de pulmão mata mais.

Casos previstos de câncer em mulheres no Brasil*
Mama – 52.680
Colo do útero – 17.540
Cólon e reto – 15.960
Tireoide – 10.590
Traqueia, brônquios e pulmões – 10.110

Cânceres que mais matam mulheres no Brasil**
Mama – 12.705
Traqueia, brônquios e pulmões – 8.190
Cólon, reto e ânus – 6.892
Estômago – 4.768
Pâncreas – 3.769

* Estimativas para 2012
**Dados de 2010 do SUS


Ame-se e Cuide-se!

20/06/2012

Tensão pré-menstrual



Tensão pré-menstrual, ou TPM, é um tema que interessa não só às mulheres, mas aos homens, especialmente. Ela se caracteriza por um conjunto de sintomas e sinais que se manifesta um pouco antes da menstruação e desaparece com ela. Se eles persistirem, não se trata da síndrome de TPM, que está diretamente relacionada com a produção dos hormônios femininos. 

Do ponto de vista dos hormônios sexuais, os homens são muito mais simples do que as mulheres. Eles fabricam testosterona cuja produção começa a cair inexorável e lentamente a partir dos 20, 30 anos de idade. As transformações que essa queda provoca no humor masculino são, de certa forma, previsíveis e é por isso que as mulheres dizem que os homens são todos iguais. 

Com elas, é diferente. A concentração dos hormônios sexuais varia no decorrer do ciclo menstrual. Assim que termina a menstruação, tem início a produção de estrógeno, que atinge seu pico ao redor do 14º dia do ciclo, quando começa a cair e a aumentar a produção de progesterona. O nível desses dois hormônios, porém, praticamente chega a zero durante a menstruação. 

Portanto, em cada dia do mês, a mulher tem uma concentração de hormônios sexuais diferente da do dia anterior e diferente da do dia seguinte. O impacto que isso provoca no humor feminino também oscila de um dia para o outro. Por isso, os homens dizem que as mulheres são difíceis de entender. 

DEFINIÇÃO E PRINCIPAIS SINTOMAS

Drauzio – O que é tensão pré-menstrual e quais seus principais sintomas?

Mara Diegoli – Tensão pré-menstrual, ou TPM, é o nome que se dá a uma série de sintomas que se manifestam antes da menstruação. Mas, é preciso estarmos atentos: eles têm de sumir com a menstruação. Caso não desapareçam, não se trata de tensão pré-menstrual.

Os sintomas são variados: irritabilidade, depressão, dor nas mamas e agressividade, que pode e deve ser controlada. Dor de cabeça é outra queixa frequente. A mulher também chora fácil sem saber exatamente por quê e pode explodir sem motivo.

Drauzio – Isso quer dizer que se os sintomas se mantiverem depois da menstruação não podem ser atribuídos à tensão pré-menstrual?

Mara Diegoli – Essa é uma observação muito importante, porque qualquer doença psiquiátrica (a depressão, por exemplo) ou clínica, como a dor de cabeça crônica, podem piorar nesse período. Por isso, não adianta classificar tudo como tensão pré-menstrual, uma vez que seus sintomas aparecem alguns dias antes, pioram na véspera da menstruação e desaparecem com ela.

Drauzio – Quantos dias antes, mais ou menos, eles se manifestam?

Mara Diegoli – É variável. Há pessoas em que aparecem 15 dias antes e outras que só se alteram um ou dois dias antes da menstruação. Neste caso, a mulher está tranquila; de repente, é acometida por dor de cabeça e, no dia seguinte, menstrua. Ou, então, no dia que antecedeu a menstruação, estava no trabalho e aparentemente sem motivo começou a brigar com todos os colegas.

PRINCIPAL CAUSA DA MUDANÇA DE HUMOR

Drauzio – Em termos gerais, qual a explicação para essa mudança de humor?

Mara Diegoli – A principal causa está associada à produção de serotonina, uma substância produzida pelas células nervosas e que, na mulher, oscila de acordo com o período do ciclo menstrual. A serotonina atua sobre o humor das pessoas. Quando seu nível no organismo está alto, ficamos alegres, felizes, bem-humorados. Quando ele cai, ficamos mal-humorados e queremos comer doces para compensar. 

Sabe-se que no período pré-menstrual há uma queda nos níveis da serotonina. Sabe-se também que, diferentemente dos hormônios do homem, os hormônios femininos interferem com a produção da serotonina. Isso explicaria os sintomas psíquicos, enquanto os físicos resultam principalmente da própria alteração hormonal. 

É claro que não são todas as mulheres que sofrem de tensão pré-menstrual. Algumas são mais sensíveis; em outras, a TPM se manifesta apenas em determinada época da vida. 

UM POUCO DE HISTÓRIA

Drauzio – Quais foram os piores casos que você encontrou na clínica? 

Mara Diegoli – Vamos contar um pouco de história. Em 1953, Katrine Dalton, uma doutora famosa na Inglaterra, começou a perceber que ficava diferente no período em que menstruava e decidiu investigar por que isso acontecia. Seu trabalho de campo foi realizado em prisões e hospitais. Nas prisões, constatou que um número maior de homicídios ocorria em determinadas fases do ciclo menstrual e, nos hospitais, que aumentava o número de acidentes com os filhos e com as mães, que ficavam mais distraídas nessas fases. Ela exagerou totalmente, porém, quando concluiu que a mulher era dominada por seus hormônios no período pré-menstrual. 

Dra. Katrine não percebeu que estava incluindo, no universo analisado, todas as doenças psiquiátricas que, sem dúvida, pioram nesse período. 

À paciente que diz – “Coloquei fogo no colchão porque tenho TPM.” – nós explicamos que isso não é TPM. A mulher com TPM tem consciência do que faz e precisa aprender a controlar-se. Se não o fizer, é ela quem sairá perdendo. Na verdade, só conseguimos atingir o autocontrole e um bom desempenho, quando se sabe exatamente o que está acontecendo conosco. 

Por isso, no Hospital das Clínicas, a primeira conduta é identificar os casos de TPM e separá-los das outras síndromes psiquiátricas ou clínicas. A mulher precisa saber que TPM existe e que estamos ali para ensiná-la a lidar com o problema. Mulheres sempre tiveram esse distúrbio. Hoje, porém, com sua inclusão no mercado do trabalho, elas estão sobrecarregadas. Correm para levar os filhos à escola, correm no trabalho e, na volta, têm de dar conta dos serviços da casa e dos cuidados com a família. Por isso, atualmente, os sintomas da TPM são mais intensos, mas não justificam em absoluto atitudes malcriadas, agressividade, brigas, nem perder a paciência e bater nas crianças. 

FATORES PREDISPONENTES

Drauzio – Existe uma diferença no comportamento fisiológico da tensão pré-menstrual. Há mulheres em que a TPM praticamente inexiste e aquelas que sofrem muito nessa fase. 

Mara Diegoli - Eu destacaria três fatores para explicar a TPM. O primeiro é o hereditário. Pessoas cujas mães apresentaram TPM têm maior probabilidade de desenvolver a síndrome. 

O segundo é o fator externo. A mulher pode não ter TPM se estiver atravessando uma fase boa da vida e a serotonina sendo produzida em quantidade adequada, mas pode apresentar se estiver passando por situações difíceis, como doença na família, dificuldades econômicas, divórcio, pressão no trabalho. Nesses casos, o nível da serotonina, que já deve estar baixo, cairá mais ainda na segunda fase do ciclo menstrual, quando for produzido o hormônio que o derruba mais ainda. 

O terceiro é o fator endógeno. Há mulheres mais sensíveis a mudanças hormonais e as menos sensíveis. Estas podem não ter TPM ou tê-la de uma forma mais gostosa. Por exemplo, conheci uma mulher que pintava a casa nesse período, o que era uma forma agradável de dissipar a ansiedade e tensão que sentia. 

INFLUÊNCIA DA FAIXA ETÁRIA

Drauzio – Como flutua a TPM em função da faixa etária. Ela é mais comum nos jovens ou entre as pessoas mais velhas?

Mara Diegoli – Depende do sintoma. Um trabalho que realizamos no HC, em que foram entrevistadas 2.000 mulheres, evidenciou que a TPM é mais frequente após os 30-40 anos de idade, dado corroborado pela literatura médica sobre o assunto. Antes dessa idade, elas nem percebem que vão menstruar. A adolescente chega à escola e de repente sangra e tem cólica, o sintoma mais comum nessa faixa etária. No entanto, aos 30-40 anos, ocorrem com mais frequência os sintomas psíquicos. Elas se sentem mais cansadas e irritadas um ou dois dias antes de menstruar. 

Portanto, em adolescentes os principais sintomas são físicos: dor de cabeça e cólica. Deve-se tomar cuidado para não confundir a TPM com possíveis alterações psíquicas características da crise da adolescência, uma fase de transformação tanto do humor quanto do comportamento, uma vez que essas alterações podem agravar-se no período pré-menstrual. 

FAZENDO O DIAGNÓSTICO

Drauzio – Quando você recebe uma mulher com queixas de tensão pré-menstrual, como faz para ter certeza de que se trata mesmo desse problema? 

Mara Diegoli – A mulher pode e deve fazer o diagnóstico em casa. Para tanto, basta anotar num calendário os dias em que está triste, irritada, com dor de cabeça, chorando fácil e o dia em que menstruou. Se os sintomas começarem um pouco antes e desaparecerem durante a menstruação – não precisa ser no primeiro dia – ela tem TPM. 

Drauzio – Obrigatoriamente, os sintomas têm de desaparecer durante a menstruação? 

Mara Diegoli – Eles têm de cessar até o fim da menstruação. Caso se prolonguem, não é TPM. Por isso, para estabelecer um diagnóstico preciso, é importante a mulher observar o que sentiu durante o mês inteiro. Se ficou com dor de cabeça, irritada, deprimida, sem querer sair de casa, chorando à toa, é bom verificar se está perto da menstruação. Assim, também fica mais fácil aprender a controlar-se. Enquanto faz o gráfico e anota os sintomas, ela pode constatar que está entrando na fase da TPM – “Puxa, por isso gritei com meu filho e ia brigar com ele” – e começar a acionar alguns mecanismos para combater os sintomas dessa síndrome. 

MECANISMOS PARA COMBATER OS SINTOMAS

Drauzio – Quais são esses mecanismos?

Mara Diegoli – O mais importante de todos é o autoconhecimento. Ninguém pode trabalhar com uma coisa que não conhece, nem ter bom desempenho profissional, social ou familiar. Os hormônios mudam nosso humor? Mudam. Vamos, então, trabalhar com eles. A mulher já venceu tantos obstáculos que conseguirá vencer mais esse facilmente, desde que queira. 

Ela sabe que a mudança dos hormônios vai alterar o seu humor, está anotando no calendário e já percebeu que anda mais irritada. Vamos supor que esteja marcada uma reunião com o chefe. Se for à reunião e despejar tudo o que tem vontade e acha que ele deve ouvir, com certeza vai perder o emprego, o que é justo porque não se pode falar tudo aquilo que se pensa. Peneirar o que se diz ajuda a tornar o mundo melhor. 

Terminar o namoro pode ser uma idéia mais antiga, mas é conveniente que espere a TPM passar. Nesse caso, há até algumas dicas para os namorados. Evitem estar junto, discutir assuntos sérios ou tomar decisões definitivas nesses dias. Se a esposa está na fase de TPM e começou a ficar brava, o marido pode pegar os filhos para passear a fim de não entrar em atrito com ela, afastando assim a possibilidade de agressões mútuas que não têm cura. A TPM pode passar, mas o que foi dito ou feito jamais será esquecido. 

Por isso, é fundamental que a mulher aprenda a controlar-se. Se estiver diante de uma situação difícil, procure adiar a solução para depois que menstruar, quando seu comportamento será diferente. Numa reunião de trabalho, é mais profissional dizer ao chefe que vai analisar um assunto polêmico e depois mandar um relatório por escrito do que ter um destempero e perder o emprego. 

Exercícios físicos ajudam muito, porque reduzem a tensão, a depressão e melhoram a autoestima. Está brava, vai dar uma volta no quarteirão, fazer ginástica ou arrumar um armário, que se sentirá melhor. 

Drauzio – Existe algum tipo de exercício físico mais adequado? 

Mara Diegoli – O que mais se recomenda é o exercício aeróbico, mas nem todas podem fazê-lo. Pular, jogar tênis seria o ideal. No entanto, andar a pé ou de bicicleta em volta do quarteirão, arrumar o jardim ou dançar também resolve. O importante é descarregar a tensão e a ansiedade. 

No que se refere à alimentação, existem inúmeras dietas para a TPM, mas basta usar o bom senso. Se a mulher fica inchada, deve comer menos sal; se tem dor de cabeça, que evite fumar e se está ansiosa, não coma nem beba coisas que possam agravar o quadro. 

Drauzio – Que tipo de alimentos deixa a mulher mais ansiosa? 

Mara Diegoli – Sem dúvida alguma, o café deixa as pessoas mais ansiosas. Portanto, é fundamental diminuir o número de cafezinhos ingeridos nessa fase. O cigarro aumenta a insônia, um dos sintomas típicos da TPM, e a dor de cabeça. Não fumar ajuda a dormir melhor e, dormindo melhor, a ansiedade diminui. Alimentos que aumentem a diurese, por exemplo, chuchu, morango, melancia, salsa e agrião, ajudam desde que a mulher esteja empenhada na própria melhora. 

Drauzio – E o açúcar que papel desempenha nessa fase? 

Mara Diegoli – Quando cai a serotonina, a mulher sente compulsão por doces. Não há mulher que desconheça o desejo de comer doces nos dias que antecedem a menstruação. O açúcar libera endorfina, substância que transmite sensação de bem-estar, mas que facilita a retenção de água no organismo. Doces engordam e, ao perceber que a menstruação passou e ela não perdeu peso, a tendência é ficar deprimida. Deve-se, então, substituir o doce por um alimento adocicado que não contenha açúcar. 

ALTERAÇÕES DA SEXUALIDADE

Drauzio – De que forma a TPM interfere no comportamento sexual feminino?

Mara Diegoli – Na minha tese de doutorado, entre outras coisas, procurei estudar quais as alterações da libido feminina que ocorrem com maior frequência e cheguei à conclusão de que 70% das mulheres estão menos dispostas para a relação sexual na segunda fase do ciclo, isto é, nos 14 dias que antecedem a menstruação. Assim que menstruam, a libido aumenta. É claro que em 30% dos casos acontece exatamente o inverso. 

Por isso, aqui fica um conselho para os maridos. Se, embora mais sensível e dolorida, ele se aproxima com carinho e ela corresponde, ótimo! Isso vai melhorar o relacionamento e diminuir a tensão. Se ela, porém, não estiver disposta, não force a barra. A menstruação passa e ela volta a sentir desejo. 

Drauzio – Essa fase de aumento da libido coincide mais ou menos com a de aumento da produção de estrógeno. Você poderia falar sobre a produção dos hormônios sexuais femininos durante o ciclo menstrual? 

Mara Diegoli – A produção dos hormônios femininos oscila ao longo do mês. Durante a menstruação, ela não tem nem estrogênio nem progesterona. O estrogênio é o hormônio da feminilidade, que deixa a pele mais bonita, a mulher mais alegre, faz desenvolver as mamas, arredonda o quadril e torna a voz mais suave. A partir da menstruação, o nível de estrogênio começa a crescer e atinge o máximo por volta do 14º ou 15º dia, fase em que ocorrem a ovulação e o aumento da libido. A mulher fica mais fogosa, mais alegre e é preciso tomar cuidado se não quiser engravidar. 

Depois, o nível de estrogênio vai caindo e a mulher começa a produzir progesterona. Segundo o próprio nome diz – pró-gestare -, trata-se do hormônio da gestação, que prepara a mulher para a gravidez. Se por um lado a deixa mais tranquila, por outro favorece a retenção de líquidos, o aumento de pelos e diminui a imunidade. Em contrapartida, interrompendo a ação do estrogênio, a progesterona impede, por exemplo, o desenvolvimento de câncer de útero. Ela chega para trazer controle e estabilidade, mas provoca alguns sintomas colaterais: inchaço, depressão, aumento de pelos. A segunda fase do ciclo é um período caracterizado por mais inércia e tranquilidade. As mulheres ficam um pouco deprimidas e mal-humoradas, mais quietas e com menos libido. 

De repente, os dois hormônios caem por volta do 26º, 28º dia e desaparece o equilíbrio. A queda gradativa do estrogênio provoca os sintomas típicos da TPM. Quando ele volta a crescer, a mulher se sente melhor. 

USO DE MEDICAMENTOS

Drauzio – Além dessas medidas gerais, exercícios físicos, redução do sal, controle da impulsividade, há algum remédio indicado para reduzir esses sintomas? 

Mara Diegoli – As mulheres de hoje são felizes porque a ciência e a medicina evoluíram muito e há uma série de medicamentos que proporcionam melhor qualidade de vida para elas e para quem convive com elas, porque TPM sempre existiu e vai continuar existindo. 

É importante ressaltar que sem tratamento a mulher não vai morrer nem matar ninguém, mas vale a pena resolver o problema tendo em vista a melhora da qualidade de vida. 

Quando a TPM for leve, é suficiente tratar os sintomas. Se o problema é dor de cabeça e ela não consegue ler nem escrever naquele dia, prescrevem-se os remédios normais para combater a dor. Caso eles não façam efeito, tenta-se controlar o problema com medicamentos que devem ser tomados o mês inteiro. 

Todos os tratamentos que indicamos no Hospital das Clínicas de São Paulo têm o objetivo direto de tratar determinado sintoma. Nunca generalizamos. Nunca é indicado o mesmo tratamento para todas as pacientes.  

Se a mulher tentou o primeiro tratamento e não melhorou, se pôs em prática as medidas que indicamos e não melhorou, vamos passar para a segunda etapa com medicamentos mais fortes que vão agir sobre o humor ou sobre os hormônios. Os que mexem com o humor são a primeira opção para a TPM intensa. Embora os sintomas físicos costumem responder bem aos medicamentos, os psíquicos nem sempre o fazem.  

Drauzio – Que tipos de medicamentos são esses? 


Mara Diegoli - Antigamente quando a mulher falava – “Estou triste, deprimida e chorando por qualquer coisa” – era mandada para o psiquiatra, porque só eles sabiam indicar antidepressivos, medicamentos potentes e com muitos efeitos colaterais. Aí, surgiram no mercado os antidepressivos que só mexem com a serotonina e não provocam efeitos colaterais de sono, nem dopam a mulher, impedindo que ela trabalhe regularmente. 

Na minha tese de doutorado, experimentei usar a dosagem mínima de um antidepressivo bastante conhecido, o Prosac. Enquanto o mundo inteiro indicava a dosagem de 20mg a 60mg, indicamos 10mg porque a mulher com depressão por causa da TPM está trabalhando e vivendo normalmente. O sucesso foi grande porque conseguimos provar que com essa dosagem menor é possível afastar os sintomas sem provocar efeitos adversos. 

Por que cresceu a vontade de achar cura para a TPM? Porque antes a mulher ficava em casa e ninguém se importava se ela fazia ou não comida para a família. Se brigava com o marido, o problema era só dele. Entretanto, ela saiu de casa e ingressou no mercado de trabalho. Agora, o problema não é só do marido e dos filhos, é de todos. Imagine uma executiva não comparecer a uma reunião ou uma médica deixar de fazer uma cirurgia. O prejuízo é imponderável. Espera-se que a mulher trabalhe e produza. Assim, razões socioeconômicas associadas à força da mídia incentivaram o empenho da indústria farmacêutica e dos donos do dinheiro em resolver o problema. Por coincidência, ficou provado que alguns medicamentos (a fluoxetina) criados para tratar de outras patologias, como por exemplo a depressão, melhoram a TPM. A dosagem é diferente, pois a doença é diferente. É o único? Não é. Existem outros. 

Drauzio – A fluoxetina é indicada para as mulheres apenas durante a fase em que fica tensa ou durante o mês todo? 

Mara Diegoli – Essa é a grande polêmica. No meu primeiro trabalho, usei a metade da dosagem e provei que isso trazia bons resultados. Surgiram, porém, outros trabalhos defendendo o uso durante 15 dias, o que ainda é contestável, embora seja economicamente vantajoso. No entanto, é preciso pensar que o medicamento leva no mínimo de uma semana a dez dias para começar a agir. Por isso é que defendo seu uso contínuo, mas há divergências na literatura a respeito do assunto. 

No entanto, vamos deixar bem claro que o antidepressivo só deve ser empregado nos casos de sintomas da TPM muito intensos em que a alteração do humor prejudica a vida da mulher. 

Drauzio – A indicação desses medicamentos deve ser feita por um médico. A mulher com TPM não pode se automedicar de jeito nenhum, não é? 

Mara Diegoli– Não pode. Na verdade, esses medicamentos não são vendidos sem receita médica, o que ajuda a controlar seu uso, e só devem ser indicados depois de avaliação cuidadosa. Em muitos casos está provado que vale a pena usá-los. 

Atualmente, estamos pesquisando se interromper o ciclo ou torná-lo estável, evitando a oscilação dos hormônios, tem efeitos positivos sobre a TPM. 

RECOMENDAÇÕES IMPORTANTES

Drauzio – Vamos resumir as recomendações para as mulheres em que a tensão pré-menstrual não é intensa.

Mara Diegoli – Primeira recomendação: aprenda a conhecer-se. Anote diariamente o que está sentindo e os dias da menstruação. Verifique se os sintomas aparecem alguns dias antes e desaparecem com ela; 

Segunda recomendação: não use a TPM como desculpa . Ela não é desculpa para nada. Se a mulher tem TPM, precisa de tratamento, porque ninguém é obrigado a aguentar seu mau humor. Saber controlar-se é importantíssimo para quem quer crescer pessoal, social e profissionalmente; 

Terceira recomendação: exercício físico adianta e merece ser feito; 

Quarta recomendação: evite compromissos importantes nos dias de tensão, porque você pode tomar atitudes erradas. Tente adiá-los. No dia seguinte, provavelmente você estará melhor Quinta recomendação: a mulher precisa aprender a conhecer-se e a viver consigo mesma. Assim ela melhora não só sua qualidade de vida como a de todas as pessoas envolvidas direta ou indiretamente com ela. 


Mara Diegoli é médica, trabalha no Departamento de Ginecologia do Hospital das Clínicas e é coordenadora do Centro de Apoio à Mulher com Tensão Pré-Menstrual do Hospital das Clínicas da Universidade São Paulo.



Informe-se e cuide-se!

04/04/2012

"Esclarecimentos acerca do Progesterex"


Circula na internet uma mensagem alertando sobre o perigo de uma nova substância psicotrópica, denominada “Progesterex”, considerada a nova droga do estupro. Tal mensagem está sendo divulgada, utilizando indevidamente, o nome do Denarc – Departamento de Investigações sobre Narcóticos - Polícia Civil do Estado de São Paulo. A mensagem alega que o “Progesterex” é uma substância utilizada por veterinários para esterilizar animais de grande porte, devendo ser usada em conjunto com o Rohypnol, que é um ansiolítico, que induz o sono de forma rápida e intensa, ocasionando amnésia. A mensagem informa, ainda, que o “Progesterex” causa paralisia dos membros inferiores, facilitando assim, a vida dos estupradores.

Em razão da propagação destas inverdades, a Divisão de Prevenção e Educação/Dipe, vem esclarecer que o “Progesterex” é uma droga fictícia e faz parte de uma farsa (hoax), uma lenda. Embora o Rohypnol exista e seja fabricado pelo laboratório Hoffman-La Roche, inclusive no Brasil, o Progesterex não existe. O Rohypnol é considerado uma droga paralela ao Ecstasy, GHB e LSD, e se for usado com álcool ou outra substância alucinógena, pode ocasionar a morte do indivíduo. 


Dr. Reinaldo Corrêa
Delegado de Polícia Divisionário da Dipe/Denarc
Fonte:DIVISÃO DE PREVENÇÃO E EDUCAÇÃO - DIPE



01/08/2011

Quase uma vacina


A medicação precoce dos portadores do HIV reduz em 96% o risco de transmissão do Vírus da AIDS

A 6ª Conferencia da Sociedade Internacional de AIDS, realizada recentemente em Roma, foi palco de uma comoção raramente vista em um congresso médico. Vindos de todas as partes do mundo, quase 3000 especialistas lotaram a sala Santa Cecilia, o maior auditório do imponente Parco della Musica, para ouvir o infectologista americano Myron Cohen, da Universidade da Carolina do Norte.

Ele falou durante dez minutos e, ao terminar, foi ovacionado de pé, por cinco minutos. A exultação se explica. Como definiu o médico Scott Hammer no editorial da prestigiosa revista The New England Journal of Medicine, o trabalho de Cohen, intitulado HPTN 052, 6 a “prova definitiva” de que medicar precocemente o portador do HIV (ou seja, antes que ele manifeste qualquer sintoma relativo à presença do vírus) não apenas salva sua vida, mas reduz em 96% o risco de transmissão do HIV. O impacto dos remédios ANTIRRETROVIRAIS na contenção da epidemia equivale praticamente ao de uma vacina.

A maioria dos protocolos de tratamento dos portadores do HIV indica o uso de medicamentos somente a partir do momento em que as células CD4 (os generais do sistema imunológico e alvos do HIV) baixam a níveis em que os pacientes começam a apresentar os primeiros sinais de enfraquecimento e risco de doenças oportunistas a ele associadas. “Outras pesquisas mostram que, se o paciente é tratado quando as taxas de CD4 ainda estão normais, a sua expectativa de vida se iguala à de uma pessoa não contaminada pelo HIV”, diz o infectologista Artur Timerman, de São Paulo.

Para fazer valer a filosofia proposta pelo estudo de Cohen, seria necessário aumentar o número de diagnósticos precoces – no Brasil, isso só ocorre em 55% dos casos. Além disso, todos os 34 milhões de infectados ao redor do mundo deveriam ser medicados com ANTIRRETROVIRAIS – o que acontece apenas com 6 milhões deles. Sairia caro? Não, quando se leva em conta que a prevenção de apenas um caso de AIDS economiza o dinheiro gasto no tratamento de cinquenta doentes.

Fonte: Veja
Cuide-se!

30/06/2011


PÍLULA DE FARINHA

A Vigilância Sanitária tirou de circulação em SP cerca de 1,3 milhão de anticoncepcionais entre 2007 e 2010. Os produtos haviam sido comprados para o Programa de Saúde da Mulher (que prevê a distribuição gratuita dos medicamentos). Mas foram reprovados após análise no Instituto Adolfo Lutz. De 154 lotes pesquisados, 34 apresentaram problemas de rotulagem ou na quantidade do princípio ativo, o que pode comprometer a sua eficácia.

REGULAR

Foram interditados no período dez lotes de Nociclin (laboratório EMS), cinco de Norestin (Biolab Sanus) e cinco de Contracep (Germed). As empresas recolheram os produtos, tiveram as fábricas inspecionadas e corrigiram as irregularidades. A lista é completada por 14 lotes de Noregyna, do laboratório Cifarma. Como ele fica em Goiás, a vigilância de SP aguarda o resultado de inspeção realizada pelo órgão sanitário daquele Estado.

Mônica Bergamo
bergamo@folhasp.com.br


bjs,soninha

28/06/2011

Estudo: remédios contra aids podem acelerar envelhecimento


Um tipo de medicamento genérico usado para tratamento do HIV na África e em outras regiões pobres do planeta pode causar envelhecimento precoce e doenças relacionadas com idade avançada, como problemas cardíacos e demência, afirmaram cientistas neste domingo. Em um estudo no jornal Nature Genetics, pesquisadores britânicos descobriram que os remédios, conhecidos como inibidores da transcriptase reversa (NRTIs, em inglês), causam danos ao DNA na mitocôndria do paciente - as "baterias" que dão força para as células.

Os cientistas disseram ser improvável que os mais recentes coqueteis de remédios contra a aids fabricados por empresas como Gilead, Merck, Pfizer e GlaxoSmithKline poderiam causar níveis similares de danos, já que se acredita que eles sejam menos tóxicos para as mitocôndrias. Mas é necessário realizar novas pesquisas para se ter certeza.

"Leva tempo para que esses efeitos colaterais fiquem aparentes, então há uma interrogação sobre o futuro, para descobrir se essas novas drogas vão causar ou não este tipo de problema," disse Patrick Chinnery, do Instituto de Medicina Genética da Universidade de Newcastle, em entrevista por telefone. "Provavelmente, eles não causam isso, mas não temos como ter certeza, pois não tivemos o tempo necessário para descobrir", completou.

As descobertas, contudo, ajudam a explicar porque pessoas com HIV quando são tratadas com os medicamentos antigos contra a aids mostram, em alguns casos, sinais avançados de fragilidade e doenças como problemas cardíacos e demência enquanto jovens, afirmaram os pesquisadores. "O DNA nas nossas mitocôndrias é copiado durante a nossa vida e, conforme envelhecemos, naturalmente acumula erros", disse Chinnery, que liderou o estudo.

"Acreditamos que estas drogas contra o HIV aceleram o ritmo de criação desses erros. Então, em um prazo de dez anos, o DNA de uma pessoa pode ter acumulado a mesma quantidade de erros do que uma pessoa que envelheceu naturalmente 20 ou 30 anos", afirmou Chinnery. Os remédios NRTI foram um grande avanço no tratamento do HIV quando surgiram no final da década de 1980. Eles aumentaram a vida dos pacientes e ajudaram a tornar o HIV uma doença crônica com gerenciamento possível em vez de uma sentença de morte.

Preocupações sobre o nível tóxico dos NRTIs, especialmente em uso de longo prazo, culminaram com uma utilização menor em países ricos, onde foram substituídos por remédios mais caros e com efeitos colaterais menores. Mas, em países pobres, onde o acesso aos medicamentos genéricos é, normalmente, a única maneira que os pacientes têm de HIV receber tratamento, os NRTIs ainda são usados de maneira generalizada.

fonte:Terra

bjs,soninha

21/06/2011

Nova droga contra o Melanoma aumenta a sobrevida dos pacientes

Aprovado pelo FDA, Ipilimumab representa um grande avanço na luta contra o mais perigoso tipo de câncer de pele.

As pessoas que sofrem com Melanoma avançado acabam de ganhar um novo aliado na luta contra esse mal. O FDA (Food and Drug Administration) aprovou o Ipilimumab, substância que pode reduzir e até paralisar o crescimento do Melanoma. O novo medicamento recebeu aprovação durante o 47º Congresso Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, realizado em Chicago, nos Estados Unidos.


A notícia representa um grande avanço no campo da dermatologia oncológica e é vista com otimismo por autoridades e especialistas no assunto. O dermatologista Marco Antonio de Oliveira, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e do Grupo Brasileiro de Melanoma, acredita que em breve o Ipilimumab será aprovado também no Brasil. “Deveremos receber o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para essa medicação, pois esse é o primeiro agente comprovado para melhorar a sobrevida dos pacientes com Melanoma avançado”, afirma o médico.


Como inicia o câncer de pele -Cerca de 25% dos tumores malignos registrados no Brasil nos últimos anos referem-se ao câncer de pele. É o tipo de câncer de maior incidência no país. Em 2008, mais de 50 mil brasileiros manifestaram a doença, segundo estudos do Instituto Nacional do Câncer.


De acordo com o Dr. Marco Antônio de Oliveira, a doença se caracteriza pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele e exige diagnóstico especializado. As células formam camadas, umas mais profundas que as outras, por isso os diferentes tipos de câncer de pele estão relacionados à profundidade das camadas afetadas.


“A pele humana possui a melanina, que é responsável por criar uma barreira que protege o núcleo das células contra os efeitos malignos de agentes externos, como a radiação ultravioleta dos raios solares. Quando as células da pele que possuem esse pigmento perdem sua função normal, tem inicio uma multiplicação celular desordenada, formando lesões irregulares que caracterizam o câncer”, afirma o especialista.


Melanoma - O Melanoma é tipo mais perigoso de câncer de pele, com alto potencial de produzir metástase. Não responde bem a tratamentos e representa aproximadamente 3% dos casos. Pode levar à morte se não houver diagnóstico e tratamento precoce. É mais frequente em pessoas de pele clara e sensível. Normalmente, inicia como uma pinta escura.

 
Quando o melanoma deixa de ser plano, formando 
lesão elevada na pele, é sinal de que também está 
progredindo em profundidade.
Se não houver um rápido diagnóstico e tratamento adequado, o Melanoma pode provocar a destruição local das células da pele, deformações e, até mesmo, mutilações. Para esses casos, os tratamentos mais comuns incluem cirurgias ambulatoriais (ou de maior porte, nos casos mais graves), quimioterapia, imunoterapia e radioterapia. A predisposição genética e a exposição aos raios ultravioleta podem levar ao surgimento do câncer de pele. “Portanto, a principal medida é, sem dúvida, evitar a exposição aos raios solares - assim como usar protetor solar -, pois seus efeitos são cumulativos, fazendo com que a doença apareça após muitos anos”, afirma o Dr. Marco Antonio.


O Congresso Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica é um dos mais importantes da área de saúde e acontece anualmente em Chicaco, EUA. A edição de 2011, realizada de 3 de junho a 7 de junho, reuniu mais de 30 mil oncologistas e especialistas para debater avanços e estudos sobre o câncer e teve como destaque novos resultados de estudos com o Ipilimumab, da Bristol-Myers Squibb (BMS), que conseguiu aumentar a sobrevida dos pacientes portadores de melanoma em estágios avançados da doença de maneira superior aos tratamentos convencionais. 

fonte: Portal Fator

bjs,soninha

16/05/2011

Anvisa alerta consumidores para lotes de produtos com problemas

 
Por apresentar problemas no material de embalagem, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou como medida de interesse sanitário, a suspensão da distribuição, comércio e uso, em todo o território nacional dos lotes dos seguintes produtos: Lote 2122932 do medicamento Cloridrato de Fexofenadina 180mg, fabricado pela empresa Ranbaxy Farmacêutica Ltda., de São Gonçalo (RJ), e também o lote 2120169 do medicamento genérico CEFALEXINA 500mg, fabricado pela mesma empresa.


Por não possuir registro, a Anvisa determinou como medida de interesse sanitário, a suspensão da fabricação, distribuição, comércio e uso, em todo o território nacional, de todos os produtos para a saúde (correlatos), fabricados pela empresa KDV Diagnóstico Ltda. EPP, de São Paulo (SP), que também não tem autorização de funcionamento na Anvisa.



Por apresentar desvio de qualidade, a Anvisa ainda determinou como medida de interesse sanitário, a suspensão da distribuição, comércio e uso, em todo o território nacional, de todos os lotes fabricados no período de abril/2008 a dezembro/2010 do produto Salonpas Linimento (52,8 mg/ml + 54,0 mg/ml + 30,0 mg/ml + 5,0 mg/ml Lin Ct Fr Plas Opc X 30 ml), fabricado por Hisamitsu Farmacêutica do Brasil Ltda., de Manaus (AM).


Por ter sido objeto de falsificação, a Anvisa determinou a apreensão e inutilização, em todo o território nacional, do lote 3A8596 do produto Hemogenin, sem data de validade.

Fonte / SESAB 

bjs, soninha

18/04/2011

Medicamento Falsificado



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou como medida de interesse sanitário, a apreensão e inutilização, em todo o território nacional, do produto Hormotrop (Somatropina) 12UI, lote CC91177, por se tratar de falsificação. O detentor do registro é o Laboratório Químico Farmacêutico Bergamo Ltda. As principais características do produto falsificado são as datas de fabricação e de validade, além da mensagem “venda proibida para o comércio”.

Fonte: Sesab

abçs,

07/04/2011

Cuidado Com Os Medicamentos....// Teia Ambiental



Usarmos medicamentos faz parte da vida, não é mesmo?! O que não é correto é jogarmos restos de medicamentos com prazo de validade vencido, ou mesmo ainda na validade, em lixos.

Sabemos quanto a nossa população mais carente luta com dificuldades para ser atendida nos hospitais públicos e quanto padecem quando recebem a famosa receita e não dispõem de dinheiro para a compra dos medicamentos.Pois bem, se você joga fora um frasco com um pouquinho que seja de um determinado medicamento, xarope para gripe, antibiótico,seja lá o que for, eu penso que muitas vezes, o desespero de algumas pessoas carentes, é tanto, que é capaz que elas possam pegar do lixo para fazerem uso.

Mais grave ainda é sabermos que muitas crianças frequentam lixões e podem ter acesso a estes frascos com sobras de medicamentos e comprimidos e,quem sabe,poderão experimentar achando ser normal  podendo resultar em severos prejuízos para a saúde e até óbito.

Portanto, não facilite, nunca!

Sobrou aquele restinho de medicamento e não vai tomar mais?! Despreze-o no vaso sanitário,dê descarga e jogue o frasco vazio na coleta correta. 




Comprimidos então! É um perigo e grande,principalmente se for encontrado por uma pessoa depressiva com tendências suicidas. Caso você tenha muitos remédios em casa porque recebeu amostras de algum conhecido,doe para instituições que trabalhem com assistência médica.

Não se automedique!

O brasileiro possui o mau hábito de automedicar-se e/ou aceitarem prescrições de vizinhos e dos funcionários despachantes dos balcões das farmácias.Esta conduta é errada pois o médico é o profissional que deverá fazer a prescrição para cada caso.Se você não confiou naquela prescrição,procure outro médico,uma segunda e até uma terceira opinião médica,mas não se automedique.

Se você se cuida,estará cuidando do planeta e da vida pois estes precisam de pesssoas saudáveis e equilibradas.




Criemos esta Teia de Segurança em torno de nós e dos nossos e assim estaremos contribuindo com a Vida e o Planeta que é a nossa casa.

bjs,soninha


03/04/2011

Muito Cuidado ao Administrar Medicamentos!!




O Brasil inteiro ficou chocado quando viu na mídia a notícia da morte de uma garota com 12 anos,depois de  haver recebido vaselina líquida via venosa ao invés da soulução fisiológica.

A criança deu entrada na unidade hospitalar com vômitos e diarréia e saiu no caixão,deixando a população perplexa e a família arrasada.

Segundo notícias,o hospital onde aconteceu a fatalidade,o vasilhame da solução fisiológica e da vaselina líquida eram exatamente iguais, a etiqueta da mesma cor,apenas diferia o registro na etiqueta.




Na nossa graduação,quando cursando a disciplina profissionalizante Fundamentos de Assistência à Enfermagem,que nos coloca em contato direto com o paciente,cuidados pertinentes ao mesmo inclusive a administração de medicações, o que mais o nosso professor nos chamou àtenção foi para a regra dos cinco certos:
- O paciente certo
- A medicação certa
- A dose ou posologia certa
- A via certa
- O horário certo
Se lhe ensinaram isto e você levou a sério,compreendendo a imensa responsabilidade que é cuidar do ser humano parcialmente ou totalmente dependente, você JAMAIS cometerá o erro que levou à morte esta criança.

Não vamos aqui analisar os detalhes tipo: 

-o que fazia a vaselina junto ao soro? 
- por que não  suervisionaram este acondicionamento? 
- onde estava a enfermeira responsável pelo setor? 
Nada disto nos interessa mais.

O que nos interessa e MUITO é não nos esquecermos desta regrinha dos cinco certos para não nos comprometermos nem comprometermos a vida de quem estamos cuidando.

Por mais sono que sintamos após o plantão que se estendeu pela manhã por conta da falta do colega, o cansaço,e a vontade de ir para casa descansar, jamais nos esqueçamos da REGRA DOS CINCO CERTOS pois ela é uma imensa aliada ao êxito dos cuidados prestados ao paciente.

Boa sorte!
bjs,soninha


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