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16/04/2016

Vacina da Gripe: Benefícios e Efeitos Colaterais



A gripe é uma infecção das vias respiratórias provocada por um vírus chamado Influenza, que provoca surtos praticamente todos os anos na época do inverno. Quanto mais frio é o inverno, mais comum costumam ser os surtos de gripe.

A gripe é uma doença benigna na imensa maioria dos casos, possuindo uma taxa de mortalidade abaixo de 1%. Porém, por ser altamente contagiosa, ela é capaz de infectar milhões de pessoas em relativamente pouco tempo, fazendo com que uma taxa próxima de 1% represente, em números absolutos, uma quantidade grande de vítimas. Por isso, a vacinação contra o vírus Influenza tornou-se uma importante medida de saúde pública nos últimos anos.

Neste artigo vamos explicar a vacina da gripe, abordando as dúvidas mais frequentes sobre o assunto.

O Que é a Vacina da Gripe?

No Brasil, a vacina contra a gripe é feita com vírus morto. Ela contém apenas algumas proteínas específicas do vírus Influenza, chamadas de antígenos, que são capazes de estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos.

O vírus influenza é famoso pela sua elevada frequência de mutação, o que compromete a capacidade do sistema imunológico de criar anticorpos que sejam eficazes a longo prazo. Você pode ter uma gripe hoje e criar anticorpos altamente efetivos contra o vírus Influenza. O problema é que, nos próximos anos, há uma grande chance do vírus circulante já ser diferente daquele que lhe contaminou. Os anticorpos que você criou agora já não serão efetivos, ou serão apenas parcialmente efetivos, contra a nova cepa mutante.

As grandes epidemias de gripe que surgem de tempos em tempos, como a pandemia do H1N1 (gripe suína) de 2009, ocorrem toda vez que o vírus Influenza sofre mutações tão relevantes, que o tornam praticamente um vírus novo aos olhos do sistema imunológico da maioria da população. O vírus é tão diferente daqueles Influenzas que as pessoas tiveram ao longo das suas vidas, que praticamente ninguém tem imunidade contra o mesmo. Milhões de pessoas adoecem em todo o mudo, e a gripe torna-se manchete de jornais durante semanas. Contudo, passado o período de crise, a população cria os anticorpos necessários, e a cepa do Influenza que tanto assustou torna-se um micróbio pouco temido e incapaz de infectar grandes multidões (até uma nova mutação aparecer e iniciar o ciclo todo de novo).

Como consequência desta característica do Influenza, existem várias cepas diferentes do vírus circulando ao redor do mundo. Portanto, para que uma vacina seja efetiva, ela precisa ser eficaz contra mais de um tipo de Influenza e precisa ser frequentemente atualizada, de forma a estar sempre ativa contra as mutações mais recentes.

Por isso, novas vacinas são produzidas anualmente com o objetivo de cobrir as cepas do vírus Influenza que circularam mais recentemente. No mundo inteiro há pesquisas para que possamos saber exatamente quais são as cepas que estão circulando com mais intensidade, tanto no hemisfério norte quanto no hemisfério sul. São essas pesquisas que orientam a composição da vacina a cada ano.

Atualmente, a produção da vacinas leva, em média, seis meses a partir da seleção das cepas circulantes até o produto final disponível para distribuição. Como as campanhas de vacinação são feitas no outono, a vacina costuma ser elaborada nos meses anteriores, geralmente na primavera. Desta forma, excetuando-se casos de súbitas mutações de grande intensidade, raramente existem desemparelhamentos entre as cepas cobertas pela vacina e as cepas que circulam entre a população.

A escolha pelo outono deve-se pelo fato do sistema imunológico precisar de cerca de 1 mês para desenvolver de forma plena uma imunidade contra as cepas presentes na vacina. Como o pico de incidência da gripe ocorre no inverno, a população vacinada terá tempo suficiente para estar preparada contra o vírus.

É bom destacar que a vacina contra a gripe não contém todas as cepas conhecidas do Influenza, apenas aquelas que provavelmente estarão mais ativas no próximo inverno. Para 2015, a ANVISA, com apoio da Organização Mundial de Saúde, já definiu que a vacina contra a gripe no Brasil terá atividade contra as seguintes variações do Influenza:


Influenza A/California.
Influenza A/Switzerland.
Influenza B/Phuket.
Influenza B/Brisbane.

Como a vacina é feita com proteínas específicas do vírus, ela também pode ser eficaz contra diversas outras cepas do Influenza. Por exemplo, a composição da vacina de 2015 também será efetiva contra as cepas de Influenza A/South Austrália, A/Norway, A/Stockholm e o H1N1 de 2009, pois todas elas possuem os antígenos que estarão presentes na vacina.

Quem Deve tomar a Vacina Contra Gripe?

Qualquer pessoa com mais de 6 meses de idade pode receber a vacina contra a gripe. Porém, há certos grupos que devem receber prioridade nas campanhas de vacinação, pois são eles que apresentam maior risco de desenvolverem complicações. No caso da gripe, o objetivo das campanhas de vacinação não é eliminar a circulação do vírus, mas sim reduzir a incidência de complicações e, consequentemente, o número de óbitos.

Por isso, o público-alvo destas campanhas são profissionais de saúde, indivíduos com mais de 60 anos, crianças entre seis meses e cinco anos de idade, gestantes durante o período de surto de gripe, indígenas, presos, portadores de doenças crônicas e transplantados.

Se você não faz parte do grupo alvo das campanhas e ainda assim deseja se imunizar contra gripe, não há problema nenhum. A vacina praticamente não apresenta contraindicações. Procure o seu médico ou centro de saúde de saúde e informe-se.

Contraindicações à Vacina Contra Gripe

Praticamente todas as pessoas com mais de 6 meses de vida podem ser vacinadas contra a gripe. Em alguns países existe a vacina contra gripe feita com vírus vivo atenuado. Esta vacina possui contraindicações próprias que não serão abordadas neste texto. Nós vamos nos ater apenas à vacina feita com vírus morto, que é a vacina habitualmente utilizada nas campanhas de vacinação.

A principal contraindicação à vacinação contra a gripe é a alergia ao ovo. Como o preparo da vacina utiliza ovos de galinha, as pessoas alérgicas podem desenvolver reações. Se você for alérgico a ovo, não tome a vacina da gripe sem orientação médica.

Também deve haver alguma precaução em relação às pessoas que já tiveram síndrome de Guillain-Barré (SBG). Na verdade, o risco de desenvolvimento desta doença após a vacina da gripe é extremamente baixo, cerca de 1 caso a cada 1 milhão de doses. Isso significa que o risco de se ter uma complicação da gripe é bem mais alto que o risco de desenvolver Guillain-Barré após a vacinação. Se você já teve SGB e faz parte do grupo de risco da gripe, converse com o seu médico sobre os riscos e benefícios da vacina.

Indivíduos com doenças febris agudas não devem tomar a vacina até estarem completamente recuperados.

Efeitos Colaterais da Vacina Contra Gripe

As vacinas contra a gripe compostas por vírus mortos são geralmente bem toleradas, sendo o efeito colateral mais comum a dor e a inflamação no local da injeção. Nos estudos clínicos, os eventos adversos graves foram muito raros.

Outros efeitos adversos que podem ocorrer, mas são incomuns e geralmente de curta duração, incluem: dor de cabeça, febre, náuseas, tosse, irritação no olhos e dor muscular. Existem casos descritos de desmaios entre adolescentes, mas estes parecem estar mais ligados ao medo de agulha do que à vacina em si.

Perguntas Mais Comuns

1- É possível pegar gripe através da vacina?

Não. A vacina é feita com fragmentos do vírus. Não há nenhuma possibilidade de alguém ficar gripado devido à vacinação.

2- A vacina da gripe também previne resfriados?

Não, apesar de terem sintomas parecidos, a gripe e o resfriado são infecções diferentes, causados por vírus diferentes.

3- Mesmo vacinado é possível ficar gripado?

Sim, a vacina cobre as principais cepas, mas não cobre todas. A taxa de sucesso é de cerca de 70 a 90%. Porém, a maioria das pessoas que refere ter ficado gripada mesmo tendo se vacinado, na verdade apresentam quadros de resfriado. Como a maioria da população não sabe distinguir uma gripe de um resfriado, essa confusão é frequente.

4- Grávidas podem receber a vacina da gripe?

Sim, não só podem como devem.

5- Pessoas imunossuprimidas, como portadores de HIV ou transplantados, podem ser vacinados?

Sim, não só podem como devem.

6- Posso tomar a vacina em qualquer altura do ano?

Até pode, mas como o pico de eficácia da vacina ocorre nos primeiros 3 meses, o ideal é tomá-la logo antes do inverno, que é a época que os surtos de gripe costumam surgir. Tomar a vacina muito antes da época de surto pode fazer com que a sua eficácia não seja a pretendida.

7- Se eu for viajar para o hemisfério norte, a vacina brasileira é eficaz?

Apenas parcialmente, pois as cepas selecionadas não são as mesmas. Nesse ano de 2015, por exemplo, das 4 cepas escolhidas na vacina brasileira, somente 2 estão presentes na vacina americana e europeia. Por outro lado, se a viagem for para outro país do hemisfério sul, a cobertura é total, pois a composição da vacina costuma ser a mesma.

8- A vacina da gripe interfere com alguma outra vacina?

Não, a vacina da gripe pode ser administrada no mesmo dia ou próxima de outras vacinas.

9- Quanto tempo demora para a vacina da gripe ter efeito?

Pelo menos 2 semanas são necessárias para que os anticorpos induzidos pela vacina possam ser produzidos.

10- É mesmo preciso se vacinar todos os anos?

Sim, a vacinação precisa ser reforçada todos os anos. A vacina que você tomou em 2014 não vai lhe proteger durante o surto de gripe do inverno de 2015.

11- Não faço parte do grupo de risco. Ainda assim preciso me vacinar?

Precisar não precisa, pois o risco de complicações da gripe no seu caso é muito baixo. Porém, como a taxa de efeitos adversos da vacina é muito baixa, você estará mais seguro se for vacinado. Na avaliação entre prós e contras, o prós saem vencedores com larga vantagem.

12- Você conhece alguém que já tenha sido vacinado?

Sim, eu. Por ser profissional de saúde, eu tomo a vacina contra gripe anualmente desde 2010, sem nunca ter tido qualquer problema.

22/10/2012

22 de outubro: "DIA DO PROTESTO MUNDIAL CONTRA O USO DO ELETROCHOQUE"



A eletroconvulsoterapia(ECT), electroconvulsivoterapia, eletroconvulsivoterapia, também conhecida por eletrochoques, é um tratamento psiquiátrico no qual são provocadas alterações na atividade elétrica do cérebro induzidas por meio de passagem de corrente elétrica, sob condição de anestesia geral.


Desenvolvida por volta de 1930, hoje em dia é um método utilizado mais frequentemente no tratamento da depressão grave, sendo também usada para tratar a esquizofrenia, a mania, a catatonia, a epilepsia e a doença bipolar. A literatura médica actual confirma que a ECT é um procedimento seguro, eficaz e indolor, para o qual continuam a existir indicações precisas.


História


Este método terapêutico é provavelmente o mais controverso dos métodos usados em Psiquiatria, tendo em conta a sua natureza, a história de abusos e a falta de informação. A aplicação de choques de pequena voltagem nas têmporas é polêmica e o método é ainda hoje associado negativamente a algum tipo de tortura, sendo por diversas razões contestado por muitos profissionais na área da saúde mental. Apesar disso, a ECT é uma técnica que pode ser usada com eficácia e está consagrada em muitos países.


A ECT foi introduzida na Psiquiatria numa época pré-farmacológica, e era usada frequentemente em patologias como a depressão ou esquizofrenia, especialmente do tipo catatônico. Atualmente a técnica é recomendada para diversos quadros patológicos, nomeadamente nos quadros depressivos graves, com ou sem sintomas psicóticos, episódios de mania aguda, e menos frequentemente na esquizofrenia. A ECT e empregada mediante o uso de anestésicos e relaxantes musculares.


Principais indicações


Está reservada para aquelas situações em que a medicação não apresenta resultados, podendo ser a primeira escolha em pacientes debilitados ou idosos, nos quais a medicação pode ser mais um problema. Se o paciente respondeu bem à ECT, no passado, pode ser a sua primeira escolha. Também se utiliza a ECT na mania, esquizofrenia e na doença de Parkinson grave. A ECT pode ser o método mais seguro (por exemplo, em grávidas e idosos) e o método mais rápido (melhoria em duas semanas do humor ou delírio) 
Risco de suicídio
Episódios depressivos resistentes
Episódios depressivos graves com sintomas psicóticos
Episódios depressivos em idosos
Episódios depressivos em gestantes
Episódios maníacos em gestantes
Episódios maníacos graves com sintomas psicóticos
Episódios maníacos resistentes
Depressão da Doença de Parkinson
Síndrome Neuroléptica Maligna
Efeitos colaterais mais comuns

Rigidez Muscular causada pela medicação para relaxamento muscular. Aliviada através de um banho quente, realizando exercícios moderados (por exemplo, caminhada) e deve informar o médico ou a enfermeira, caso necessite medicação analgésica. 
Confusão devida aos efeitos da anestesia ou tratamento. Pode não saber dizer a data ou a hora, mas este efeito é temporário.

Perda de memória é comumente causada pela ECT, pelo que quaisquer decisões importantes devem ser adiadas. Deve manter um diário, escrever datas e horas importantes (antes e depois do tratamento), ter um calendário (anotando os dias) e procurar auxílio na sua reorientação. 
Dores de cabeça podem ser causadas pelo tratamento, pela anestesia ou pelo jejum. Pode aliviar estas dores: através da comida, com medicação analgésica, exercícios de relaxamento, técnicas de distracção, descanso em quarto escuro e/ou pano úmido sobre a fonte. 
Enjoos têm origem na anestesia ou jejum de sólidos ou líquidos, e melhoram após alimentação e/ou medicação. 
Contra-Indicações

Apesar dos poucos estudos não se recomenda ser usado em pacientes com algum tumor, histórico de infarto ou arritmia cardíaca, marca-passo cardíaco, aneurisma, deslocamento de retina, feocromocitoma e doenças pulmonares pelos prováveis riscos dessa combinação


27/07/2012

CHIA :Curiosidades e características desta poderosa sementinha


O que é

Originária do México, a chia é uma semente que foi muito consumida por civilizações antigas, principalmente por quem precisava de força e resistência física.
Composição

Entre os principais componentes está o ômega 3 - em teor mais elevado do que o encontrado na linhaça. também tem fibras, cálcio, magnésio, potássio e proteína.

Ajuda a perder peso porque...

Segundo a nutricionista Flávia Cyfer, a chia age em três frentes distintas que auxiliam no emagrecimento

· Causa saciedade: "suas sementes são mucilaginosas, ou seja, ricas em fibras. ao entrarem em contato com a água, formam um gel no estômago. diante dessa reação, a digestão torna-se mais lenta. Assim, o indivíduo fica satisfeito mais rapidamente e, então, passa a consumir porções menores".

· Combate inflamação: "a gordura é resultado de um processo inflamatório do organismo, que deixa de enviar mensagens de saciedade ao cérebro. Com isso, perde-se o controle sobre a fome a ponto de comer e nunca se sentir satisfeita. O ômega 3 presente no grão combate essa inflamação, ajudando o corpo a recuperar o controle sobre o apetite".

· Desintoxica: "a fibra regula o trânsito intestinal e limpa o organismo por meio das fezes".

Outros benefícios

Além de ajudar o corpo a entrar em forma, a chia colabora na redução do colesterol, controla a glicemia, ajuda na formação óssea, previne o envelhecimento precoce e melhora a imunidade do organismo.

Contraindicações

Qualquer pessoa pode ingerir a semente. Porém, devido ao alto teor calórico, o excesso pode levar ao ganho de peso. Logo, para emagrecer, coma apenas a quantidade indicada na matéria.

Como consumir?

Pode ser encontrada de três formas - in natura (grãos), óleo e farinha. Mas independentemente do jeito que você prefere consumi-la, a chia deve ser ingerida 30 minutos antes de duas das suas principais refeições diárias (café da manhã, almoço ou jantar).

GRÃO

Como ingerir: pode ser consumido puro ou misturado a frutas de sua preferência. O ideal é comer uma colher (sopa) da semente 30 minutos antes das refeições.

ÓLEO
Use o óleo como tempero. Acrescente uma colher (sopa) do alimento em saladas, independentemente da quantidade de folhas. Contudo, a nutricionista Flávia Cyfer faz uma importante ressalva neste caso: a versão líquida de chia não conta com os benefícios das fibras, encontradas exclusivamente na farinha e na versão em grãos. Os demais componentes, como o ômega 3, permanecem inalterados.

FARINHA

Adicione uma colher (sopa) no preparo de iogurtes, vitaminas e saladas.
O poderoso grão possui...

· 2 vezes mais potássio do que a banana
· 3 vezes mais ferro do que o espinafre
· 6 vezes mais cálcio do que o leite integral
· 8 vezes mais ômega 3 do que o salmão
· 12 vezes o próprio peso: é o que ela absorve de água
· 15 vezes mais magnésio do que o brócolis

Estude, ame-se e Cuide-se!

22/10/2011

22 de Outubro; Dia do Protesto Mundial contra o Uso do Eletrochoque


A eletroconvulsoterapia - ECT -, electroconvulsivoterapia, eletroconvulsivoterapia, também conhecida por eletrochoques, é um tratamento psiquiátrico no qual são provocadas alterações na atividade elétrica do cérebro induzidas por meio de passagem de corrente elétrica, sob condição de anestesia geral.

Desenvolvida por volta de 1930, hoje em dia é um método utilizado mais frequentemente no tratamento da depressão grave, sendo também usada para tratar a esquizofrenia, a mania, a catatonia, a epilepsia e a doença bipolar. A literatura médica atual confirma que a ECT é um procedimento seguro, eficaz e indolor, para o qual continuam a existir indicações precisas.

Este método terapêutico é provavelmente o mais controverso dos métodos usados em Psiquiatria, tendo em conta a sua natureza, a história de abusos e a falta de informação. A aplicação de choques de pequena voltagem nas têmporas é polêmica e o método é ainda hoje associado negativamente a algum tipo de tortura, sendo por diversas razões contestado por muitos profissionais na área da saúde mental. Apesar disso, a ECT é uma técnica que pode ser usada com eficácia e está consagrada em muitos países.

A ECT foi introduzida na Psiquiatria numa época pré-farmacológica, e era usada frequentemente em patologias como a depressão ou esquizofrenia, especialmente do tipo catatônico. Atualmente a técnica é recomendada para diversos quadros patológicos, nomeadamente nos quadros depressivos graves, com ou sem sintomas psicóticos, episódios de mania aguda, e menos frequentemente na esquizofrenia. A ECT e empregada mediante o uso de anestésicos e relaxantes musculares.

Principais indicações 
Está reservada para aquelas situações em que a medicação não apresenta resultados, podendo ser a primeira escolha em pacientes debilitados ou idosos, nos quais a medicação pode ser mais um problema. Se o paciente respondeu bem à ECT, no passado, pode ser a sua primeira escolha. Também se utiliza a ECT na mania, esquizofrenia e na doença de Parkinson grave. A ECT pode ser o método mais seguro (por exemplo, em grávidas e idosos) e o método mais rápido (melhoria em duas semanas do humor ou delírio) 
- Risco de suicídio
- Episódios depressivos resistentes
- Episódios depressivos graves com sintomas psicóticos
- Episódios depressivos em idosos
- Episódios depressivos em gestantes
- Episódios maníacos em gestantes
- Episódios maníacos graves com sintomas psicóticos
- Episódios maníacos resistentes
- Depressão da Doença de Parkinson
- Síndrome Neuroléptica Maligna

Efeitos colaterais mais comuns

- Rigidez Muscular causada pela medicação para relaxamento muscular. Aliviada através de um banho quente, realizando exercícios moderados (por exemplo, caminhada) e deve informar o médico ou a enfermeira, caso necessite medicação analgésica.

- Confusão devida aos efeitos da anestesia ou tratamento. Pode não saber dizer a data ou a hora, mas este efeito é temporário.

- Perda de memória é comumente causada pela ECT, pelo que quaisquer decisões importantes devem ser adiadas. Deve manter um diário, escrever datas e horas importantes (antes e depois do tratamento), ter um calendário (anotando os dias) e procurar auxílio na sua reorientação.

- Dores de cabeça podem ser causadas pelo tratamento, pela anestesia ou pelo jejum. Pode aliviar estas dores: através da comida, com medicação analgésica, exercícios de relaxamento, técnicas de distração, descanso em quarto escuro e/ou pano úmido sobre a fonte.

- Enjoos têm origem na anestesia ou jejum de sólidos ou líquidos, e melhoram após alimentação e/ou medicação.

Contra-Indicações

Apesar dos poucos estudos não se recomenda ser usado em pacientes com algum tumor, histórico de infarto ou arritmia cardíaca, marca-passo cardíaco, aneurisma, deslocamento de retina, feocromocitoma e doenças pulmonares pelos prováveis riscos dessa combinação

Fonte:Eletrochoque 
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