Cuidar da saúde com amor e alegria!

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19/04/2016

Por que os casos de H1N1 chegaram mais cedo em 2016


Não bastasse os casos de zika, dengue e chikungunya, agora o aumento do número de casos de pessoas contaminadas com a gripe H1N1 — que já provocou 46 mortes em todo país, sendo 30 só no Estado de São Paulo — também vem chamando a atenção.

Segundo a diretora médica da farmacêutica Sanofi Pasteur, Lucia Bricks, uma das hipóteses relaciona essa situação a fenômenos climáticos como o El Niño (que influencia movimentos migratórios das aves, traz mais chuvas e calor). Assim, doenças que ficavam concentradas em determinadas épocas do ano, especialmente nos meses inverno, passam a acontecer em qualquer período.

“A última vez que o vírus H1N1 circulou forte por aqui foi em 2013. Em 2014 e 2015 ele não foi o vilão, tanto é que não foi comentado nem exposto como está sendo agora. As vacinas do ano anterior até sobraram. Então, quando o vírus fica um pouco ausente e depois reaparece, ele infelizmente ‘faz a festa'”, explicou no Simpósio Internacional de Atualização em Influenza, que aconteceu no final de março em SP.

Para se ter uma ideia, estimava-se que em 2016 o pico da doença aconteceria na semana 28, em meados de julho. “Começou antes e chama atenção o número de mortes. Entretanto, eu não posso dizer qual é a cepa que vai dominar, nem qual a intensidade de ação dos vírus”, afirma a especialista.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) sempre atualiza em sua página como está a circulação dos vírus A e B em cada país. Já no final de 2015 começou a chamar atenção a reemergência do H1N1, a mesma cepa pandêmica de 2009. “A média global é 80% dos vírus tipo A e 20% do B, com suas diferentes linhagens. Mas claro, isso varia”, afirma Bricks. A partir desse sistema de vigilância e levando em conta a alta capacidade de mutação do vírus da gripe, a OMS também atualiza duas vezes por ano as recomendações sobre qual deve ser a composição das vacinas. Por isso, uma pessoa que se imunizou na campanha passada não necessariamente estará imune neste ano. As doses que vão proteger a população contra os vírus do inverno de 2016 serão A/California (H1N1), A/Hong Kong (H3N2) e B/Brisbane.

O Ministério da Saúde concordou em antecipar a distribuição das doses no Estado de São Paulo, onde o número de mortes chegou a 42 no final de março. A partir do dia 08/04, serão vacinados os profissionais de saúde, e a partir de 11/04, idosos, crianças entre 6 meses e 5 anos, gestantes. Já os doentes crônicos, um dos públicos que mais necessitam ser vacinados, por conta das complicações que podem ocorrer com a gripe, serão vacinados a partir no dia 18.

Uma questão de extrema importância e que deve ser levada em consideração é em relação à vacinação de uma faixa etária um pouco mais ampla. Os chamados adultos jovens (entre 40 e 50 anos) com doenças crônicas vêm sendo os mais atingidos pela doença. Seja por falta de informação ou por qualquer outro motivo, indivíduos portadores de doenças como HIV, diabetes, lúpus, cardiopatias, obesidade mórbida e problemas pulmonares, acabam não sabendo que devem se vacinar e ficam expostos. “Não se deve esperar a confirmação do teste da gripe, que demora mais de seis dias, para entrar com os antivirais”, alerta a médica.

Prevenção

Antes mesmo de os sintomas aparecerem, os indivíduos contaminados já estão transmitindo os vírus. Tosse e espirro são formas eficazes de o vírus se propagar, pois nesses momentos partículas que contêm o vírus podem percorrer cinco metros de distância a uma velocidade de 150km por hora. Porém, a transmissão também pode se dar simplesmente ao falar perto de uma pessoa, de uma distância de até 2 metros. Atenção: máscaras comuns não barram as micropartículas.

Portanto, além da imunização (redes privadas estão cobrando cerca de R$170 a dose), é de extrema importância lavar frequentemente as mãos, utilizar lenços e colocar a mão na boca ao tossir e espirrar. Procure assistência médica ao perceber os primeiros sinais de febre alta, acima de 38º, 39º (tenha sempre um termômetro em casa), dor muscular, de cabeça, de garganta ou nas articulações.

28/07/2014

A Niemann-Pick C


A doença de Niemann-Pick C (NPC) é desconhecida da maioria da população e mesmo da maior parte dos médicos por ser rara. É uma doença metabólica, de origem hereditária, que se caracteriza basicamente pela acumulação de níveis excessivos de colesterol e glicolípidos nos lisossomas do fígado, no baço ou no cérebro.

Como consequência dessa acumulação excessiva, ocorre um aumento do tamanho do fígado e/ou do baço (hepatoesplenomegália) e várias alterações neurológicas que afetam a capacidade intelectual e motora, provocando uma demência progressiva. É, por isso, comum a comparação da NPC com a doença de Alzheimer, sendo assim conhecida por “Alzheimer das crianças”. A NPC manifesta-se normalmente na idade escolar, sendo fatal, na maioria dos casos, antes dos 20 ou até mesmo 10 anos de idade.

Quem afeta?

Uma em cada 150.000 crianças recém-nascidas é afetada pela doença na Europa Ocidental, atingindo de igual modo os sexos feminino e masculino. Em Portugal, um estudo revelou que em cada 100.000 portugueses, 2,2 são afectados. Pensa-se, contudo, que a NPC esteja subdiagnosticada – devido ao desconhecimento da própria doença – e que existam mais casos.


Qual é, tipicamente, a idade de início da doença?

Existe uma grande heterogeneidade no início dos sintomas/sinais e na progressão da doença. Frequentemente, há um aumento de tamanho do fígado e do baço no período neonatal, enquanto os sintomas neurológicos se manifestam, na maior parte dos casos, entre os 4 e os 10 anos de idade. Em cerca de 20% dos casos, as alterações neurológicas começam antes dos 2 anos de idade; em 60 a 70% dos casos, entre os 3 e os 15 anos; na forma adulta, em apenas 10% dos casos.


Quando e como é transmitida de pais para filhos?

A NPC é de transmissão autossómica recessiva, o que significa que os sintomas clínicos só se manifestam quando as duas cópias do gene associado à patologia estão alteradas. Cada progenitor de uma criança tem um gene NPC1 funcional e outro NPC1 não funcional. A criança é afectada quando recebe dos dois portadores os dois genes NPC não funcionais. No entanto, os progenitores são apenas portadores, não apresentando quaisquer sinais ou sintomas da doença.

Em cada gravidez de um casal de portadores, existe uma possibilidade em 4 (25%) de a criança vir a ter a doença, 1 em 2 (50%) de apenas 1 gene NPC não funcional passar para a criança, e 1 em 4 da criança receber dois genes funcionais e, desta forma, não ser nem portadora nem doente.

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Cuide-se!

01/07/2014

Síndrome de Angelman: Um Caso Raro e de Difícil Tratamento.

 
A Síndrome de Angelman ocorre a cada 15.000 nascimentos e conta com poucos recursos de tratamento no Brasil. Foi reconhecida em 1965 pelo médico inglês Dr. Harry Angelman, como um dano no cromossomo 15 herdado da mãe. Trata-se, portanto, de uma deficiência genética, sendo que em uma pequena parcela dos casos pode acontecer mais de uma vez na mesma família. O Dr. Angelman identificou, na época, três crianças com características comuns, tais como rigidez, dificuldades para andar, ausência de fala, riso excessivo e crises convulsivas.
Incidências no Brasil e no Mundo.
A incidência exata é desconhecida e no Brasil pouco se conhece deste tema, embora recentemente já exista um site na Internet da Associação de Pais de portadores da síndrome de Angelman, a ASA (www.angelman.org.br). O site possui dois depoimentos de mães de crianças com a síndrome, com a descrição das dificuldades que sofreram para diagnosticar e tratar seus filhos. Além disso, a página conta com endereços úteis e uma série de outras informações a respeito da Síndrome.

No Hospital de Clínicas de São Paulo, no ambulatório de genética, existem alguns casos catalogados. Nos Estados Unidos e no Canadá também existe uma Fundação, a Angelman Syndrome Foundation. Nesta fundação americana existem cerca de 1000 indivíduos com a síndrome catalogados. Sabe-se também que ao redor de todo o mundo existem casos diagnosticados da Síndrome de Angelman em diversas raças. Estima-se que ocorra um caso a cada 15 ou 30 mil nascimentos.
Diagnóstico.

Normalmente a Síndrome não é facilmente diagnosticada pelo pediatra clínico em função da sua baixa incidência. Suspeitando de algum transtorno genético, os pacientes costumam ser encaminhados para os setores de neurologia e genética dos grandes hospitais, como Clínicas ou a Escola Paulista de Medicina, em São Paulo. O diagnóstico é então confirmado por testes de DNA e estudo do cariótipo. "Quem faz este diagnóstico é o Serviço de Aconselhamento Genético do Departamento de Biologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo" explica a Professora e Dra. Célia P. Koiffmann, do Instituto de Biociências. O Laboratório Fleury também encaminha o sangue para diagnóstico, que é feito então nos Estados Unidos*. 
A Síndrome de Angelman é bastante difícil de ser reconhecida no recém-nascido ou na infância, uma vez que os problemas de desenvolvimento são inespecíficos neste período. Conhecendo-se as características da Síndrome, no entanto, é possível, mesmo para os pais, reconhecer uma criança com a deficiência entre três e sete anos, quando os sintomas se fazem mais evidentes, embora já seja possível observar algum atraso no desenvolvimento a partir de 6 ou 12 meses de idade. De maneira geral, a gravidez de uma criança com a Síndrome de Angelman é normal.
Sintomas Clínicos.

Entre os sintomas clínicos consistentes, isto é, que estão presentes em 100% dos casos, levantados no documento "Síndrome de Angelman: Consenso por um critério diagnóstico", da American Journal of Medical Genetics, publicado em 1995, constam, entre outros: o atraso do desenvolvimento funcionalmente severo; a incapacidade de falar com nenhum, ou quase nenhum, uso de palavras, identificando-se uma maior capacidade de compreensão do que de expressão verbal. São observados problemas de movimento e equilíbrio, com incapacidade de coordenação dos movimentos musculares voluntários ao andar e/ou movimento trêmulo dos membros. É frequente qualquer combinação de riso e sorriso, com uma aparência feliz (embora este sorriso permanente seja apenas uma expressão motora e não uma forma de comunicação, explica o Dr. Paulo Plaggerp, pediatra do Ambulatório de Genética do Hospital de Clínicas), associada a uma personalidade facilmente excitável, com movimentos aleatórios das mãos, hipermotrocidade e incapacidade de manter a atenção.
Em mais de 80% dos casos é observado o atraso no crescimento do perímetro cefálico, normalmente produzindo microcefalia (absoluta ou relativa) em torno dos dois anos de idade. Crises convulsivas antes dos três anos de idade também são comuns. Nesta proporção, de 80% de incidência, observa-se eletroencefalograma anormal, com ondas de grande amplitude e picos lentos. Em menos de 80% dos casos, verificam-se outros sintomas associados, tais como estrabismo, hipopigmentação da pele e dos olhos, hipersensibilidade ao calor, mandíbula e língua proeminentes, problemas para succionar, baba frequente, língua para fora da boca, boca grande, dentes espaçados, atração pela água, comportamento excessivo de mastigação, hiperatividade dos movimentos reflexos nos tendões, problemas para dormir e com a alimentação durante a infância, braços levantados e flexionados ao caminhar, define a Professora e Dra. Célia.

De acordo com o Dr. Paulo Plaggerp, do Ambulatório de Genética do Hospital de Clínicas de São Paulo, não há tratamento disponível para a Síndrome de Angelman. É possível apenas dar tratamento de suporte, ou psicossomático, procurando amenizar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos que possuem a síndrome. 
Convulsões. 
Mais de 90% dos casos reportaram ter convulsões, mas esta pode ser uma super estimativa porque os informes médicos tendem a estudar os casos mais severos. As convulsões podem ser de qualquer tipo e requererem medicamentos anticonvulsivos.

Caminhada e problemas de movimentos.

Movimentos do tronco e membros são descritos nos primeiros anos e movimentos nervosos ou tremores podem estar presentes nos primeiros seis meses de vida. A conseqüência é que etapas normais da motricidade grossa ficam atrasadas; normalmente se sentam depois dos doze meses e não andam até os três ou quatro anos.

As crianças mais seriamente afetadas podem ser rígidas, como um robô, e inseguras para caminhar; aproximadamente 10% não chegam a andar.
Hiperatividade.

A hiperatividade é provavelmente a conduta mais típica das pessoas com Síndrome de Angelman. Todas as crianças apresentam algum componente, afetando igualmente ambos os sexos. Em casos extremos o movimento constante pode causar acidentes ou contusões. Condutas como agarrar, beliscar e morder crianças maiores também ocorrem pela atividade hipermotora. Terapias persistentes e consistentes de mudança de conduta ajudam a diminuir ou eliminar as condutas socialmente não desejadas.

Riso e felicidade

Não se sabe por que o riso é tão freqüente nos portadores da Síndrome. Estudos do cérebro não tem mostrado nenhum defeito que leve a pensar num campo anormal para o riso. O riso parece ser, fundamentalmente, uma manifestação de expressão motora, e não uma expressão de sentimentos ou uma forma de comunicação, como já explicado. A maioria de reações aos estímulos físicos e mentais se acompanha de riso. Ainda que as crianças experimentem uma variedade de emoções, aparentemente predomina a felicidade.

Fala e linguagem.

Alguns dos que possuem a síndrome parecem ter bastante compreensão, levando a crer que seriam capazes de falar. Porém, mesmo nos de mais alto nível de desenvolvimento, a linguagem não se desenvolve. Em geral, relata-se que alguns indivíduos chegam a falar de uma a três palavras. Em um estudo de 47 indivíduos, computou-se que 39% falavam até quatro palavras. Os que apresentam capacidades verbais mais altas, chegam a usar de 10-20 palavras. A capacidade de linguagem não verbal varia muito, sendo que os mais desenvolvidos são capazes de aprender alguns sinais e usá-los como ajuda de expressão, juntamente com outros meios de comunicação baseados em imagens, como murais e lousas.

Atraso mental e desenvolvimento.

A comprovação de que o desenvolvimento está comprometido verifica-se pela falta de atenção, hiperatividade, falta de linguagem verbal e controle motor. Sabe-se que as capacidades cognitivas nas pessoas com a síndrome são mais altas que as indicadas pelos testes de desenvolvimento. O que torna isto evidente é a área que diferencia a linguagem compreensiva da linguagem falada. Diante disso, as crianças com a Síndrome diferenciam-se de outros quadros de atraso mental severo e os jovens adultos são, normalmente, socialmente adaptados e respondem à maioria dos sinais pessoais e interações. Eles participam de atividades de grupo, afazeres domésticos e nas atividades e responsabilidades do convívio diário, embora nunca se tornem independentes. Como os outros, eles desfrutam da maioria das atividades recreativas como a televisão, esportes, etc. É preciso ressaltar, no entanto, que este nível de interação também depende do nível de dano causado pela síndrome.
Hipopigmentação.

Por vezes, ocorre hipopigmentação da pele e dos olhos. Em alguns casos, tamanha a força desse fenômeno, pode-se confundi-lo com alguma manifestação de albinismo; há hipersensibilidade aos raios solares, o que requer o uso de protetores potentes.

Estrabismo e albinismo ocular.

Estudos de pacientes com Síndrome de Angelman demonstram que a incidência de estrabismo se dá em 30-60% dos casos. Este problema parece ser mais comum em crianças com hipopigmentação ocular, dado que o pigmento na retina é crucial para o desenvolvimento normal das ramificações do nervo óptico.
Transtornos do sono.

A diminuição da necessidade de dormir e ciclos anormais de sono/vigília é característica das pessoas com a Síndrome. O uso de sedativos pode ser útil, caso a vigília esteja interferindo demais na vida dos membros da família. 
Adolescência. 
Durante a adolescência, a puberdade pode estar atrasada de um a três anos, mas a maturação sexual ocorre normalmente. A saúde física parece ser notavelmente boa. A expectativa de vida não parece ser muito menor, tem-se notícia de pessoas na faixa dos 60 anos e muitas com mais de quatro décadas de vida.
Encaminhamento.

Sem dúvida, com uma intervenção intensa nos seus perfis de conduta e estimulação, a criança começa a superar os problemas mais graves e os progressos no desenvolvimento passam a ser visíveis.

As crianças com pouca estabilidade em andar podem obter benefícios em fisioterapia. A terapia ocupacional pode ajudar a melhorar a motricidade fina e controlar a conduta motoro-bucal. Terapias de comunicação e fonoaudiologia são essenciais. Técnicas de modificação de conduta, tanto em casa, quanto no colégio, podem permitir que a criança possa desenvolver, ela mesma, a capacidade de realizar a maioria das tarefas relacionadas com o comer, o vestir e atividades de casa.

26/11/2012

Cálculo Renal


O que é cálculo renal?

O Cálculo Renal, urolitíase, calculose urinária ou nefrolitíase, conhecido popularmente como pedra nos rins, é um quadro agudo que se instala mais nos homens do que nas mulheres e provoca dor inesquecível. Os livros antigos de medicina diziam que é a dor mais próxima da de um parto que os homens podiam sentir. Na verdade, cálculo renal é uma nomenclatura imprecisa. Melhor seria chamá-lo de cálculo das vias urinárias porque pode acometer qualquer ponto do aparelho urinário constituído pelos rins, ureteres, bexiga urinária e uretra.

Na maioria das vezes o cálculo renal é descoberto pelo médico de plantão em Unidades de Emergência, sendo uma condição clínica comum, dramática pela dor envolvida e de abordagem não uniformizada pela diversidade de informações a respeito.

A doença é duas vezes mais comum em homens e seu pico de incidência ocorre entre os 20 e 50 anos de idade. É duas vezes mais comum no sexo masculino e de 85 a 95% dos cálculos são formados por sais de cálcio.


Você ou alguém que você conhece tem pedras nos rins? Ao contrário do que comumente se acreditava, a formação de pedras nos rins não ocorre por acaso. O organismo tende a formar pedras nos rins, quando de repente desenvolve uma condição metabólica em que se torna incapaz de manter normalizada a função urinária e permite que resíduos cristalinos se juntem formando um depósito organizado de se sais minerais. Estes depósitos começam bem pequenos e vão crescendo, tornando-se uma estrutura cristalina que conhecemos como cálculo renal.



Quando uma pedra é formada no rim, diferentes tipos de situação podem ser ocasionadas. É possível que as pedras permaneçam no local de origem durante muito tempo (meses ou anos) sem causar nenhuma dor ou problemas aparentes. As pedras nos rins também podem se desprender e descer através da uretra (desde os rins até a bexiga), retendo a passagem da urina e causando dor intensa (Cólica Renal). Pode acontecer ainda o crescimento do cálculo renal levando a obstrução do fluxo urinário. Quando a obstrução ocorre, pode surgir uma dor súbita na região lombar (onde se localiza o rim afetado), de forte intensidade, muitas vezes acompanhada de náuseas e vômitos que levam a pessoa a procurar um pronto socorro. Os cálculos renais podem ainda serem expelidos naturalmente junto com a urina, sem que sejam percebidos ou sentidos. Finalmente, as pedras nos rins podem causar infecções urinárias e serem descobertas apenas pelas manifestações destas infecções.

Existem vários tipos diferentes de cálculo renal. Os cálculos renais são classificados de acordo com sua composição química. A tabela abaixo relaciona a composição dos cálculos urinários com sua incidência nos casos de calculose renal:


Composição Química
Porcentagem
Oxalato de Cálcio (puro ou misto)
85%
Fosfato Amoníaco Magnesiano (Estruvita)
8%
Ácido Úrico
5%
Fosfato de Cálcio
1%
Cistina
1%
Outros
0% (menos de 1%)



Estude, aprenda e Cuide-se!


05/05/2012

O que se aprende com o infarto

Ele é um divisor de águas no dia a dia de milhares de brasileiros. Apuramos o que dá para tirar de lição de um ataque cardíaco e montamos um guia com o que é preciso fazer para evitar um novo susto

Afinal, o que é o infarto?

Essa palavra indica que um tecido do corpo morreu por falta de oxigênio e nutrientes. Quando isso acontece no músculo do coração, tem-se o infarto do miocárdio. Uma artéria deixa de irrigar um pedaço do órgão, que entra em sofrimento. Se a obstrução do vaso é parcial, o indivíduo tende a sentir dor no peito - a angina. Com o entupimento completo, é infarto na certa. A gravidade do quadro depende de quanto o músculo foi afetado. Daí a urgência de correr para o hospital diante de sintomas como desconforto no peito que irradia para o braço esquerdo, pescoço e costas, suor frio e desmaio. Mas até dores na boca do estômago e na mandíbula podem ser reflexo da ameaça.

Mais mulheres infartadas 
Cresce o número de ataques cardíacos entre elas, muitos deles fatais. Atenção: a ameaça é silenciosa na ala feminina. A Sociedade Brasileira de Cardiologia acaba de soltar o alerta: cada vez mais mulheres infartam. E, se o cenário continuar assim, a ocorrência nelas vai superar o número entre os homens. Basta ver as estatísticas para ter uma noção do drama. 

Há 50 anos, se pegássemos dez mortes por ataque cardíaco, apenas uma mulher aparecia no cômputo. Hoje a proporção mudou: são seis homens para quatro mulheres. "Elas infartam cerca de dez anos mais tarde que eles e são pegas de surpresa porque ainda acreditam no mito de que o problema é exclusivo do sexo masculino", conta o cardiologista Otávio Gebara, autor do livro Coração de Mulher, publicado por SAÚDE. 

Essa ascensão que assusta tantos corações femininos é fruto da crescente inserção da mulher no mercado de trabalho e na adoção de hábitos nada saudáveis, como exageros no álcool e na comida, além do cigarro. O pior é que até a situação caótica nos vasos difere entre os gêneros. "As placas de gordura dos homens sofrem mais rupturas, enquanto nas mulheres se nota uma erosão", compara Gebara. 

"É por esse motivo que o quadro de sintomas aparece mais disfarçado nelas", completa. Não é à toa que os sinais clássicos, como dor no peito, são raramente flagrados nas portadoras de cromossomos XX, fazendo com que procurem o hospital tardiamente. Entre elas, o mal se manifesta em geral com falta de ar,desmaio, sensação de arritmia e pressão nas costas. "Cerca de um mês antes do infarto, as mulheres geralmente se sentem mais cansadas e com menos fôlego", diz Gebara.
Bem melhor agora 
No ano passado, Carlos Roberto Lima, de 62 anos, sentiu uma dor no peito e correu para o pronto-socorro. O artista plástico de Boracéia, no litoral paulista, recebeu, então, o diagnóstico de infarto. "O médico já havia me pedido exames, mas fui adiando", lembra. O coração de Lima só ficou a salvo depois de um cateterismo, duas pontes de safena e outras intervenções. Agora, ele se alimenta direito e caminha todo dia. "O que aconteceu fez minha vida melhorar. Sei a dor que senti e não quero mais passar por isso", diz o artista.

Sem neurose 
Aos 46 anos e com um histórico familiar de problemas no coração - incluindo dois irmãos vitimados por parada cardíaca -, Eliana Bianchi infartou ao se deitar na cama. "Senti uma dor no ombro e no braço esquerdo tão forte que atrapalhava a respiração. Precisei pedir para minha filha de 11 anos chamar socorro", relata. Embora, uma década depois do ataque, siga tentando mudar seus hábitos, a agente de viagens confessa não se estressar tanto com o problema. "Faço dieta, sem ficar encanada. Não gosto mesmo é de exercício", diz.

15/09/2011

Miíase II

Segundo o site Dermatologia.net:
"Após a penetração da larva, começa a formar-se uma lesão nodular, avermelhada, com um orifício central, por onde é eliminada secreção aquosa (exsudato), levemente amarelada ou sanguinolenta. Podem ser uma ou mais lesões e atingir qualquer área da pele, inclusive o couro cabeludo. A doença provoca dor em fisgada e, em alguns casos, coceira."




Se a pessoa não retirar as larvas a tendência é que o número delas aumente e elas precisem de mais alimento e espaço. Foi o que ocorreu no caso clínico impressionante apresentado pelo Dr. Mário em seu blog.

O paciente foi hospitalizado em Goiânia queixando-se de dor e tontura, com todo lado do rosto destruído, assim como a órbita ocular. O paciente foi tratado com antibióticos, foi feita a remoção mecânica das larvas com pinças e ministrada Ivermectina. O tratamento é velho conhecido das pessoas que resgatam animais nas ruas, pois a enfermidade é idêntica.


Após isto foram feitos curativos e proservação do paciente. Confira abaixo as fotos de como o paciente estava antes e como ele ficou depois.


 Paciente quando admitido no Hospital


Após 20 dias de tratamento


Depois de 06 meses de tratamento

Muito comum em animais, a miíase atinge principalmente pessoas com hábitos higiênicos precários,alcoólatras que comumente não se cuidam, vítimas de AVC que vivem sozinhas e/ou ao descaso,idosos vítimas de senilidade etc. 
As regiões tropicais são as mais propícias ao surgimento de miíase.
Fonte: Dr. Mário Serra Ferreira / Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial
Leia também: A volta dos Cangaceiros


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