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11/11/2015

Rosácea


Rosácea é uma doença inflamatória crônica da pele. A afecção se manifesta principalmente no centro da face, mas pode expandir-se pelas bochechas, nariz, testa e queixo e afeta mais os adultos entre 30 e 50 anos. Embora as mulheres sejam mais suscetíveis, os homens desenvolvem as formas mais graves da enfermidade.

Causas

Provavelmente, diversos fatores estão envolvidos no aparecimento da rosácea. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, os mais importantes são: predisposição genética, alterações emocionais e hormonais, mudanças bruscas de temperatura, exposição solar, uso de bebidas alcoólicas, medicamentos vasodilatadores ou fotossensibilizantes, ingestão de alimentos muito quentes.

Sintomas

Os sintomas variam de acordo com o grau de evolução da doença.

A primeira manifestação é chamada de pré-rosácea. Sua principal característica é a tendência à ruborização fácil e passageira. O quadro evolui progressivamente para uma vermelhidão (eritema) no centro da face, que não regride e está associada a crises de calor e ardência. Nessas áreas vermelhas, ocorre um aumento de vasos sanguíneos semelhantes a teias de aranha (telangiectasias) e de pápulas ou pústulas. Essas lesões inflamatórias se diferenciam das provocadas pela acne, porque não apresentam pontos pretos.

Em 50% dos casos, pode surgir uma lesão nos olhos denominada rosácea ocular, com sintomas semelhantes aos da conjuntivite e danos na córnea.

Nas formas mais graves, a pele fica mais espessa e aparecem nódulos inflamatórios que aumentam o tamanho do nariz, deixando-o com aspecto disforme e bulboso. Esses sintomas caracterizam a rinofima, uma complicação que afeta mais os homens.



Diagnóstico

O diagnóstico é essencialmente clínico. Em alguns casos a biópsia é importante para estabelecer o diagnóstico diferencial com outras doenças.

Tratamento:

Rosácea é uma desordem crônica da pele para a qual ainda não se conhece a cura definitiva. O tratamento é indicado de acordo com o grau de evolução do caso com o objetivo de deter ou, quando possível, reverter o quadro.

O tratamento pode ser tópico (local), ou sistêmico (com antibióticos por via oral), ou cirúrgico utilizando laser, a eletrocirurgia e a dermoabrasão. O fundamental, porém, é evitar os fatores de risco que favorecem a manifestação da rosácea.




Recomendações

* Não se automedique. Procure um dermatologista tão logo note alterações na pele do rosto, como vermelhidão e inchaço;

* Evite a exposição ao sol e as mudanças bruscas de temperatura;

* Procure relacionar os alimentos que ingeriu e o uso de cosméticos ou de produtos à base de corticoesteroides com os episódios de rosácea;

* Use sempre protetor solar;

* Não tome banho nem lave o rosto com água muito quente.

06/09/2014

Chulé: saiba o que causa o mau cheiro e como acabar com ele


Nossos pés transpiram e dão morada a um monte de bactérias - e, até aí, tudo bem. Mas, se essa umidade fica enclausurada debaixo de meias e calçados por muito tempo, aí vem o cheirinho ruim. Aprenda a se livrar dele.

Passo a passo do chulé

Veja como esse odor terrível se instala nos pés.

1. Suor natural
Transpirar é normal e essencial para equilibrar a temperatura dos pés. É por isso que existem glândulas ali responsáveis por produzir suor. Composto de 99% de água e 1% de sais minerais, esse líquido, por si só, não tem cheiro.

2. Bactérias donas do pedaço
Acontece que os pés também abrigam bactérias, que se alimentam de restos de pele morta - mais especificamente, da camada córnea, tecido bem na superfície que vive se renovando.

3. Os responsáveis pelo problema
O suor e a renovação da pele forram a pança das bactérias. Só que, depois de comer, elas soltam gases como o ácido isovalérico e metanotiol, os responsáveis pelo mau cheiro. Como a meia e o calçado não deixam os pés ventilarem, o odor se intensifica.

5 passos para acabar com o chulé

1. Dê um tempo
Não use o mesmo calçado por dias seguidos e nem pense duas vezes para levar a meia usada à lavanderia.

2. Banho de ar
Para que os sapatos não se tornem um reduto de chulé, deixe-os, depois do uso, em um local bem ventilado.

3. Secar é preciso
Bactérias amam uma área úmida. Para controlá-las, trate de secar bem os pés após o banho e antes de calçar-se.

4. Higiene é tudo
É a principal regra: pés bem lavados e com unhas devidamente limpas e cortadas evitam qualquer fedor.

5. Produtos amigos
Se preciso, lance mão de talcos, cremes e sprays antissépticos e antitranspirantes - há até versões perfumadas.

Evite materiais que favorecem o mau cheiro

Sapatos de plástico
Eles elevam a produção de suor e não deixam os pés ventilarem a contento. Melhor não abusar.

Meias sintéticas
Elas não absorvem nada do suor. Por isso, dê preferência aos modelos de algodão. E, claro, troque o par todo dia.

Calçados abafados
Se o suor fica retido, já viu... Lá vem odor. A recomendação, nesses casos, é fazer um rodízio de sapatilhas e sapatos de couro.
Fontes: Carolina Marçon, dermatologista da sociedade brasileira de dermatologia; luiz guilherme martins castro, dermatologista e consultor dA rexona; caroline cividanes, dermatologista do hospital nove de julho (SP); Selma Schuartz Cernea, dermatologista do hospital israelita albert einstein (SP); Murilo Drummond, dermatologista e professor titular do Instituto de Pós-graduação Médica Carlos Chagas (RJ.)

27/09/2011

Acne

Nomes populares: Espinhas, cravos, acne vulgar, comedão. 
O QUE É? 
Acne vulgar ou juvenil é uma das dermatoses (doenças da pele) de maior predominância, afeta cerca de 80% dos adolescentes, mas pode persistir ou iniciar-se em idade adulta. É uma piodermite que atinge o complexo pilo-sebáceo (pêlo e glândula sebácea). Os quadros mais graves acometem o sexo masculino. Como regra, manifesta-se com intensidades moderada e discreta. Em algumas situações, a manifestação clínica é de tal intensidade que chega a repercutir estética e socialmente, acarretando sérios prejuízos psicossociais, promovendo isolamento e baixa auto-estima

COMO SE DESENVOLVE? 
Existe uma predisposição genética que sofre grandes modificações por fatores hormonais raciais, ambientais, emocionais e bacterianos aumentando ou atenuando as manifestações clínicas. 
Fatores da evolução. 
Hipercornificação ductal. 
Devido a uma predisposição genética, ocorre um espessamento (hiperqueratinização) no folículo pilo-sebáceo que, associada ao sebo, forma uma massa no interior folículo. Isto gera o comedão (cravo), que pode ser aberto (cravo preto) ou fechado (cravo branco). 
Aumento da atividade seborrêica (produção de sebo). 
Aumento este secundário ao aumento dos hormônios androgênicos. 
Micro-organismos mais envolvidos: 
Propionybacterium acnes (P. acnes) e Staphylococcus epidermides
Inflamação 
As bactérias atuam sobre o sebo iniciando a inflamação da pele, e formando lesões avermelhadas, doloridas e com pus.  
 
O QUE SE SENTE? 
As manifestações são muito variadas podendo aparecer como: 
comedões (cravos); 
pápulas (constituídas de lesões arredondadas, endurecidas, eritematosas, mais altas); 
pústulas, (quando se nota o pus); 
nódulos (lesões profundas e duras) e abscessos. 
As zonas mais comprometimentos incluem: testa, nariz, peito e costas. As lesões mais inflamadas podem doer ou coçar. No rompimento, podem drenar secreção purulenta. 
COMO SE PREVINE? 
A influência da acne no comportamento da pessoa atingida é muito marcante. Procurar tratamento desde o aparecimento dos sintomas pode ser decisivo para a prevenção de cicatrizes e para melhor controle do quadro. Apoio psicológico auxilia o paciente a entender os fatos e facilitar a adesão ao tratamento. 


PROGNÓSTICO. 
O tratamento precoce ajuda a prevenir cicatrizes que, em muitas situações, podem ser mais preocupantes do que a própria acne.
Pesquisado na internet: ABC da Saúde 

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