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02/06/2015

Proteção da Vacina Contra Gripe Não é Maior que 60%


Todos nós conhecemos alguém que tomou a vacina de gripe e ficou gripado. Isso acontece porque a vacina de gripe não é para gripe. Gripe é o nome dado a um conjunto de sintomas causados por diferentes vírus. Os mais comuns são febre, tosse, corrimento nasal e dores no corpo Entre os vírus da gripe que causam esses sintomas está o Influenza, que pode ser do tipo A ou B e ter diferentes sorotipos. O mais famoso é o H1N1.

A vacina contra a gripe é, na verdade, uma vacina contra o Influenza, responsável por cerca de 16% dos casos da doença. Mesmo assim, a ideia que se faz da vacina é que todos devemos tomá-la, se quisermos ficar protegidos. No entanto, é importante registrar que, segundo os melhores estudos sobre o assunto, mesmo considerando somente o Influenza, a eficácia da vacina não é maior do que 60%. Isso quer dizer que, em cada dez vacinados, quatro ainda terão um episódio da doença provocado por esse vírus. Como a vacina se baseia numa previsão de quais sorotipos do vírus Influenza atingirão a população naquele ano, dependendo do grau de acerto, é preciso vacinar entre 30 e 100 pessoas para conseguir evitar apenas um caso de infecção numa delas.

Então, por que todo esse alarde? A mortalidade por Influenza não é maior hoje do que foi no passado. Ao contrário, mesmo levando em conta a epidemia de H1N1 em 2009, a mortalidade caiu significativamente.

Diferente do que ocorreu com qualquer outro medicamento, os estudos que defenderam o uso da vacina não foram nem aleatórios, nem cegos. Isso quer dizer que a vacina não foi dada ao acaso na população e nem comparada com um placebo. Os estudos que validaram seu uso foram observacionais. Verificou-se que idosos vacinados utilizavam menos os serviços de saúde e morriam menos, quando comparados com os dados históricos da enfermidade. Não existe estudo controlado – isto é, com grupo que tomou a vacina comparado com grupo que recebeu placebo – que, de fato, comprove melhora na qualidade de vida ou redução da mortalidade em pacientes vacinados.

Curiosamente, um estudo canadense apontou redução da mortalidade em pacientes com pneumonia vacinados contra o Influenza, quando comparados com os não vacinados. O problema desse estudo é que foi conduzido fora da época do ano em que ocorre a infecção pelo vírus. Com base nesse resultado, os autores concluíram tratar-se do “efeito do usuário saudável” (healthy-user effect). Isso significa que. na época da vacinação, é muito mais provável uma pessoa sadia ter recebido a vacina do que alguém doente.

Cabe lembrar, ainda, que a vacina contra o influenza não é isenta de efeitos colaterais. Na Austrália, a aplicação foi suspensa em crianças menores de cinco anos, pois uma em cada cem crianças teve convulsões por febre após recebê-la. Nos países nórdicos, foram registrados vários casos de narcolepsia (doença neurológica rara) em adolescentes vacinados.

Se tudo que se afirma sobre a “vacina da gripe” fosse verdade, ela seria capaz de salvar mais vidas do que qualquer outro medicamento desenvolvido pelo homem. O que parece é que criamos um excesso de preocupação com uma doença que sempre existiu e, para a imensa maioria da população, não causa mais do que alguns poucos dias de desconforto.

04/08/2011

Alívio geral: exame de urina decreta fim do toque retal para diagnosticar câncer de próstata



Câncer de próstata poderá ser diagnosticado com exame de urina. Teste fornece mais dados para a detecção da doença do que outros marcadores.

Michigan/EUA – Um grupo de cientistas da Universidade de Michigan desenvolveu um novo exame de urina que detecta o risco de câncer de próstata e que pode servir de indicador sobre a necessidade de fazer ou não uma biópsia.

Segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (03), na revista Science Translational Medicine, para os pesquisadores este teste pode ajudar os homens que apresentam uma presença elevada do antígeno PSA no sangue a decidir se podem atrasar ou evitar a biópsia, um exame que pode acarretar riscos para o paciente.

A análise detecta uma anomalia genética presente em 50% dos casos de câncer de próstata, quando se fundem os genes TMPRSS2 e ERG. No entanto, como esta fusão só aparece na metade dos casos, os pesquisadores optaram por incluir na prova outro marcador tumoral, o PCA3.

Uma combinação que fornece mais dados para a detecção do câncer de próstata que a de qualquer um destes marcadores individualmente.

Para realizar este estudo, os cientistas analisaram as mostras de urina de 1.312 homens em três centros médicos acadêmicos e em sete hospitais. Depois, dividiram os pacientes em três grupos segundo o risco de sofrer de câncer: baixo, médio e alto. E então, compararam os resultados do exame de urina com os das biópsias feitas em cada paciente.

Os exames histológicos revelaram a presença de câncer em 21% dos casos que a prova tinha determinado como de baixo risco; em 43% os de médio e em 69% os do grupo de alto risco.

Além disso, só 7% dos homens que pertenciam ao grupo de baixo risco foram diagnosticados com tumor agressivo, já os de alto risco chegaram a 40%.

Segundo a equipe de cientistas, há muitos mais homens que têm uma elevada presença do antígeno PSA no sangue que os que realmente sofrem câncer de próstata, algo que até o momento é difícil de determinar sem uma biópsia. Por isso que os pesquisadores querem que o novo exame de urina que desenvolveram ajude o paciente a decidir se precisa ou não fazer uma biópsia.

A American Câncer Society estima que 217.730 pessoas receberão um diagnóstico de câncer de próstata este ano nos Estados Unidos, enquanto que 32.050 morrerão por causa desta doença. (Agência Efe/R7 com adaptações)


fonte: Route News

abçs,

01/08/2011

Quase uma vacina


A medicação precoce dos portadores do HIV reduz em 96% o risco de transmissão do Vírus da AIDS

A 6ª Conferencia da Sociedade Internacional de AIDS, realizada recentemente em Roma, foi palco de uma comoção raramente vista em um congresso médico. Vindos de todas as partes do mundo, quase 3000 especialistas lotaram a sala Santa Cecilia, o maior auditório do imponente Parco della Musica, para ouvir o infectologista americano Myron Cohen, da Universidade da Carolina do Norte.

Ele falou durante dez minutos e, ao terminar, foi ovacionado de pé, por cinco minutos. A exultação se explica. Como definiu o médico Scott Hammer no editorial da prestigiosa revista The New England Journal of Medicine, o trabalho de Cohen, intitulado HPTN 052, 6 a “prova definitiva” de que medicar precocemente o portador do HIV (ou seja, antes que ele manifeste qualquer sintoma relativo à presença do vírus) não apenas salva sua vida, mas reduz em 96% o risco de transmissão do HIV. O impacto dos remédios ANTIRRETROVIRAIS na contenção da epidemia equivale praticamente ao de uma vacina.

A maioria dos protocolos de tratamento dos portadores do HIV indica o uso de medicamentos somente a partir do momento em que as células CD4 (os generais do sistema imunológico e alvos do HIV) baixam a níveis em que os pacientes começam a apresentar os primeiros sinais de enfraquecimento e risco de doenças oportunistas a ele associadas. “Outras pesquisas mostram que, se o paciente é tratado quando as taxas de CD4 ainda estão normais, a sua expectativa de vida se iguala à de uma pessoa não contaminada pelo HIV”, diz o infectologista Artur Timerman, de São Paulo.

Para fazer valer a filosofia proposta pelo estudo de Cohen, seria necessário aumentar o número de diagnósticos precoces – no Brasil, isso só ocorre em 55% dos casos. Além disso, todos os 34 milhões de infectados ao redor do mundo deveriam ser medicados com ANTIRRETROVIRAIS – o que acontece apenas com 6 milhões deles. Sairia caro? Não, quando se leva em conta que a prevenção de apenas um caso de AIDS economiza o dinheiro gasto no tratamento de cinquenta doentes.

Fonte: Veja
Cuide-se!

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