Há seis meses o mundo teve contato com uma das imagens mais marcantes de 2015. Nela estava contado, de uma vez só, o drama vivido pela norte-americana Sarah Whitney, de 31 anos. Na imagem, ela amamenta seu recém-nascido após ter passado, durante a geração, por uma mastectomia.A descoberta do câncer durante a gestação não fez apenas com que Sarah passasse por uma mastectomia. Ela também só conseguiu alimentar seu terceiro filho, Kal-El, por duas semanas devido aos efeitos nocivos que seu leite poderia ter para o bebê por conta da quimioterapia.Seis meses depois, porém, as vidas da mamãe e do bebê seguem firmes e fortes. Sarah continuou a quimioterapia após parar de amamentar e, agora, está em casa se recuperando da fase final da doença. Já o pequeno Kal-El acabou crescendo saudável e está ótimo.“As coisas estão indo bem e estou bastante feliz com isso, mas a questão [de não poder amamentar] ainda me consome. Isso ainda é, até hoje, a coisa mais difícil todos os dias. É um lembrete constante quando eu estou dando mamadeira para o meu filho: de que eu não posso amamenta-lo”, explica Sarah ao falar sobre o drama.Seis meses depois do nascimento, Sarah tem muito a agradecer. As pessoas que agradecerá, no entanto, são desconhecidas. A mãe recebeu ajuda de todos os lugares com envio de doações de leite materno, roupa e também dinheiro. Por exemplo, foram arrecadados R$ 30 mil em uma página de financiamento coletivo, que cobriram despesas nos momentos em que a mãe não tinha como gastar mais.“Eu acho, depois de ter vivido toda essa situação e ter visto também toda a movimentação em torno da minha situação, que a compreensão universal é de que mães e pais devem sempre fazer o que é sempre melhor para seus filhos. E isso é ficar do lado deles independente de qualquer coisa”, conclui ela.Hoje, a foto dos dois é muito mais animada, veja só:
A Enfermagem é uma arte; e para realizá-la como arte, requer uma devoção tão exclusiva, um preparo tão rigoroso, quanto a obra de qualquer pintor ou escultor; pois o que é tratar da tela morta ou do frio mármore comparado ao tratar do corpo vivo, o templo do espírito de Deus? É uma das artes; poder-se-ia dizer, a mais bela das artes! Florence Nightingale
Cuidar da saúde com amor e alegria!
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23/10/2015
Seis meses após essa foto, mãe, bebê e as duas vidas mudaram demais!
11/10/2015
Mamografia é para todos!
Paris, uma amiga de Molly e Cynthia, procura a loja LiviRae em busca de um sutiã pós-mastectomia. Com isso, as divas Molly Hopkins e Cynthia Richards se sentem motivadas a fazer suas próprias mamografias, além de promover um leilão de sutiãs para arrecadar dinheiro e ajudar nas despesas do tratamento de Paris.
O câncer não escolhe a quem atingir!!
Cuide-se!
Mamografia
A mamografia é o único exame diagnóstico capaz de detectar o câncer de mama.
Assista ao recado do dr. Dráuzio Varela
Cuide-se!
O Câncer de Mama Pode Ser Hereditário?
Zely (em pé), que teve câncer de mama aos 39 anos, e as filhas Fernanda(de cabelo curto), que teve câncer aos 25, Cristina (de cachecol) e Rosana,
que são monitoradas
Conforme os dados divulgados pelo Instituto Nacional do Câncer do Brasil (INCA), em 2015, a estimativa é que surjam 57.000 novos casos de câncer de mama em mulheres, no nosso país. A doença apresenta baixa incidência nas mulheres com menos de 40 anos de idade, mas há aumento relativo e progressivo no número de casos a partir dos 41 anos de idade.
Considerada a população de modo geral, a projeção é que cerca de 12% das mulheres desenvolverão câncer de mama na vida.
Em relação ao câncer de ovário, segundo o INCA, a estimativa para o ano de 2014 foi de 5.680 novos casos. Portanto, cerca de 1,3% das mulheres desenvolverão esse tipo de câncer na vida.
O diagnóstico precoce está ligado ao melhor índice para a cura da doença. Ele pode ser feito pelo autoexame das mamas, pelo exame realizado pelo mastologista e/ou ginecologista e pelos exames de imagens (mamografia e/ou ultrassonografia de mamas e ovários e/ou ressonância nuclear magnética). Os exames de laboratório, chamados marcadores tumorais (Ca15.3 e Ca125), não servem para o diagnóstico, mas são úteis para o acompanhamento da paciente na vigência do tratamento.
O autoexame das mamas deve ser feito a partir dos 20 anos de idade e também durante a gravidez, a amamentação e a menopausa. Preferencialmente durante o banho, com movimentos circulares e delicados, a mulher deve examinar as mamas e as axilas e, ao final, espremer os mamilos suavemente para observar a saída eventual de alguma secreção anômala.
Estudos genéticos nos permitem identificar alvos nas células tumorais que indicam os tratamentos mais precisos e mais individualizados para determinada anomalia tumoral. A alteração genética não necessariamente provocará o aparecimento de uma doença, que, no entanto, poderá surgir na presença de fatores de risco provenientes do ambiente, como clima, alimentação, hábitos de vida, etc.
A alteração genética pode também fornecer a informação necessária para cuidados especiais mais específicos. O estudo do DNA poderá mostrar em qual gene está o defeito e em que local do cromossoma. O alto custo financeiro desse sequenciamento completo de genes para determinar as mutações pode ser um fator limitante para a sua obtenção, embora seu custo-benefício deva ser priorizado. Atualmente, os planos de seguro-saúde oferecem esses exames gratuitamente, desde que sejam bem indicados e justificados.
É possível, ainda, haver associação do câncer de mama com o câncer de ovário nos casos hereditários. Isso permite avaliar as mutações ocorridas nos genes BRCA1 e BRCA2, que indica maior probabilidade da doença de mama e ovário em 25% dos casos.
Entretanto, o resultado negativo dessa pesquisa não demonstra a ausência de riscos genéticos, porque poderão estar localizados em outros locais do DNA.
O BRCA1 e o BRCA2 são genes que produzem proteínas supressoras de tumor e que codificam as proteínas que funcionam no processo de reparação do DNA. Sua mutação é que está correlacionada com o aparecimento do câncer.
Cerca de 55% a 65% das mulheres com a mutação no BRCA1 e 45% das mulheres com a mutação no BRCA2 desenvolverão câncer de mama até os 70 anos de idade. Nas mulheres mais jovens (com menos de 40 anos) com mutação no BRCA1, é comum a associação a um câncer triplo negativo (receptores de estrógeno e progesterona negativos e baixa expressão da proteína HER2/neu), o que indica, em princípio, pior prognóstico. No entanto, só 15% dos casos triplos negativos estão associados ao BRCA1.
Em relação ao câncer de ovário, 39% das mulheres com a mutação no BRCA1 e de 11% a 17% das mulheres com a mutação no BRCA2 desenvolverão esse tipo de câncer até os 70 anos de idade.
Deve-se salientar que esses riscos estão associados a mutações nesses genes, e que podem variar de acordo com a história familiar, com diferentes mutações genéticas e com outros fatores de risco, por exemplo, sua história reprodutiva.
Outros tipos de câncer podem estar associados a essas mutações. Nas mulheres, mutações no BRCA1 podem aumentar o risco de câncer nas trompas de Falópio e câncer de peritônio. Homens com mutações no BRCA2 e em menor número no BRCA1 correm risco maior de câncer de mama (em 7% desses indivíduos poderá surgir o câncer de mama) e também risco maior de câncer de próstata, quando as mutações estão presentes no BRCA1 ou BRCA2.
Homens e mulheres com essas mutações podem ter risco aumentado para o câncer de pâncreas.
O exame genético pode ser feito em qualquer idade nas pacientes com câncer de mama e/ou ovário quando houver :
– pelo menos três parentes próximos (mãe, irmã e filhas) que desenvolveram câncer de mama e/ou ovário;
– duas pessoas com essa(s) doença(s) do mesmo lado da família (do pai ou da mãe), uma delas com menos de 50 anos de idade;
* parente de primeiro ou segundo grau que apresentou câncer de mama ou ovário com idade abaixo dos 40 anos de idade;
* câncer em ambas as mamas na mesma mulher;
* câncer de mama e ovário na mesma mulher ou na mesma família;
* múltiplos cânceres de mama na mesma mulher;
* dois ou mais membros da mesma família com câncer e com BRCA1 ou BRCA2 mutados;
* casos de câncer de mama em homem da mesma família;
* etnia judia Ashkenazi.
As sociedades médicas não recomendam que crianças façam o teste genético para o BRCA1 e BRCA2, mesmo que haja história familiar sugestiva, porque o risco de a criança desenvolver o câncer associado a essa anomalia é muito baixo. Quando adultas, elas poderão optar por fazer ou não a pesquisa genética.
Os genes BRCA1 e BRCA2 estão envolvidos no reparo do DNA e alguns pesquisadores têm sugerido que as células cancerosas com essas mutações podem ser mais sensíveis aos agentes antineoplásicos que atuam diretamente no DNA, como a cisplatina.
Se o resultado dos exames indicar a presença de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, a paciente deverá ser esclarecida sobre o quadro e, dependendo da sua opção, o médico poderá adotar uma conduta de observação e realização de exames clínicos e de imagens com a frequência indicada para aquela mutação gênica ou, então, a cirurgia profilática na mama e ovários. Chama-se cirurgia profilática aquela que é realizada sem que haja a comprovação do câncer nem na mama nem nos ovários.
Dr. Rafael Abrão Possik Doutor em Clínica Cirúrgica pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e especialista em Oncologia pela Associação Médica Brasileira.
Fonte: site Drauzio Varela
06/10/2015
Programação lembra o Outubro Rosa no Hospital do Câncer
O serviço de Mastologia Oncológica do Hospital de Câncer de Pernambuco, referência no tratamento e diagnóstico de câncer em todo o Nordeste, iniciou na quinta-feira uma série de atividades ligadas ao Outubro Rosa. O objetivo é chamar a atenção da sociedade para a importância da prevenção ao câncer mais comum entre as mulheres. Por mês, o HCP realiza cerca de 1.000 mamografias, 100 cirurgias, 2.000 quimioterapias e 320 exames de diagnósticos. O serviço trata mais de 60% dos casos de câncer de mama do Estado.
No primeiro dia do mês, centenas de balões cor de rosa, atividades nos semáforos, a visita dos Doutores da Felicidade e a apresentação de uma banda marcial. Pelos corredores da unidade de saúde, uma voluntária circula exibindo seios feitos à base de travesseiros, para exemplificaram na prática, como realizar o auto exame.
O serviço de Mastologia Oncótica do HCP funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 16h. Para realizar a mamografia no HCP, é necessário realizar agendamento presencialmente, portando RG, CPF, cartão do SUS, comprovante de residência e telefone de contato. A cada dia são distribuídas mais de 80 fichas distribuídas todos os dias, pela manhã e pela tarde.
O setor realiza mamografia biopsia para diagnóstico e tratamento, cirurgia reparadora, oncologia mamária, quimioterapia, radioterapia, enfermagem, psicologia de reabilitação e fisioterapia de reabilitação. Informações: 3217-8000.
Números - O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estimou 10.760 casos de câncer para Pernambuco no ano passado. Apenas no Hospital de Câncer de Pernambuco foram diagnosticados, em 2014, 5.918 novos casos. Neste ano, até o mês de agosto, já foram realizadas na Mastologia Oncológica do HCP cerca de 14.390 consultas, 870 cirurgias e mais de 8 mil mamografias. Este é um número que assusta e tende a crescer ainda mais, caso as mulheres com mais de 40 anos se esqueçam da importância dos exames periódicos. Por isso, começa nesta quinta-feira, em todo o mundo, a campanha internacional do Outubro Rosa, que alerta para a necessidade da prevenção e do diagnóstico precoce como forma de combater este tipo de câncer.
A mamografia é a maneira mais segura de identificar nódulos muito pequenos, ainda imperceptíveis ao toque das mãos. Por isso, o Hospital de Câncer de Pernambuco faz o convite a todas as mulheres que integram a faixa de risco para realizar este exame, que é gratuito e quase indolor, segundo a mastologista Denise Sobral.
O câncer de mama é um tumor maligno que se desenvolve na mama quando um conjunto de células passa a se dividir de forma desordenada. Relativamente raro antes dos 35 anos e raro também entre os homens, o câncer de mama pode se manifestar de várias formas. Os principais sinais de alerta são os nódulos, caroços, secreção nas mamas, enrugamento ou afundamento da pele e vermelhidão. É importante saber que as dores mamárias raramente estão associadas ao câncer, mas às alterações hormonais ou emocionais.
Diagnóstico Precoce
A mamografia nada mais é do que a radiografia das mamas, o que pode revelar possíveis alterações nesta parte do corpo. O procedimento é realizado através de uma compressão das mamas, de forma suportável, para detecção de nódulos e tumores. A mamografia faz parte de um conjunto de ações que auxilia no diagnóstico do câncer, sendo o principal e mais importante exame de diagnóstico.
Todas as mulheres acima dos 40 anos devem realizar este procedimento todos os anos, visto que o diagnóstico precoce ainda é a melhor forma de garantir um tratamento com altas chances de cura. A mamografia pode ser realizada no HCP, de forma inteiramente gratuita, mesmo para as mulheres que não apresentam quadro de suspeita. Basta procurar o setor de Triagem do hospital, portando os documentos citados acima e levando exames anteriores, se possível. Os requisitos são: ter mais de 40 anos de idade e não ter realizado a última mamografia há menos d um ano.
Incidência
Este é o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres. Ele representa cerca de 30% dos casos de neoplasia em Pernambuco, e 20% em todo o país. Para 2015, são esperados mais de 2 mil novos casos no Estado, e mais de 57 mil novos casos no Brasil.
Fator de Risco
A idade continua sendo o principal fator de risco para o câncer de mama, além de hábitos de vida nocivos à saúde. Entre outros fatores de risco estão: histórico familiar de câncer de mama e ovário, alteração genética, menopausa após os 55 anos, obesidade após a menopausa, sedentarismo, exposição frequentes a radiações ionizantes (raios-x) e terapias hormonais.
Riscos
- Idade superior a 40 anos
- Aumento na densidade mamária
- Histórico de câncer de mama em parentes de 1º grau (mãe ou irmã)
- Histórico de câncer de ovário na família
- Descoberta de hiperplasia atípica em biópsia mamária
- Exposição à radiação ionizante para tratamento de doenças como Hodgkin e Linfoma
Diagnóstico
O diagnóstico do câncer de mama pode acontecer de duas formas: através de um exame clínico (médico) ou por exame de imagens (mamografia, ultra-som ou ressonância). Uma vez que ocorre a suspeita, o médico mastologista realiza uma biópsia para comprovar. Esta biópsia pode ser feita através de uma pequena cirurgia ou até mesmo com agulhas. Neste procedimento são retirados pedaços do tumor e encaminhados para uma análise do médico patologista, responsável pelo diagnóstico.
Uma vez diagnosticado o câncer, serão necessários exames complementares para detectar a progressão da doença no corpo. Também será necessária a realização de exames de sangue, Raio-x de tórax, Ultra-som de abdome e cintilografia óssea, entre outros exames, a depender de cada caso e das suas especificidades. Importante: a ressonância e o ultra-som não substituem a mamografia, apenas auxiliam na descoberta da doença.
Tratamento
Os tratamentos para o câncer de mama são clínicos e cirúrgicos. Os cirúrgicos são conhecidos como mastectomia, que pode ser total ou parcial, a depender de cada paciente. A maioria dos cânceres de mama podem metastatizar para a axila, portanto, a avaliação da situação da axila da paciente é necessária. Com isso, obtém-se um tratamento oncologicamente eficaz e permite-se um efeito estético satisfatório para a paciente.
Já o tratamento clínico, por sua vez, envolve vários tipos de medicamentos chamados quimioterápicos e hormonioterápicos, cada qual com sua função e efeito colateral. Além disso, existe a radioterapia, que deve ser empregada na sequência do tratamento cirúrgico, conservador ou em casos específicos de câncer avançado.
Fisioterapia
Dentre as consequências da cirurgia podem estar linfedema (inchaço crônico), complicações na cicatriz, dores, limitação de movimento do ombro e trombose linfática superficial, que podem dificultar atividades mais comuns, como vestir uma roupa, pentear o cabelo ou tomar banho. Por isso, a fisioterapia é um suporte essencial para mulheres que retiraram tumores na mama. A fisioterapia contribui decisivamente para evitar complicações, acelerar a recuperação e melhorar a qualidade de vida das pacientes. Os profissionais atuam logo após a cirurgia e a abordagem dependerá de cada caso, geralmente os procedimentos seguem por alguns meses até a total recuperação da mobilidade da paciente.
Psicologia
A descoberta do câncer quase sempre é um choque para o paciente e para a família. Apenas o fato de ter um possível diagnóstico da doença já gera uma inquietação e uma grande ansiedade. Mas tudo isso precisa ser enfrentado da melhor forma, para ajudar na evolução do tratamento. Por isso o acompanhamento de um psicólogo é fundamental durante todo o tratamento, afinal, não resta dúvida de que cuidar da saúde mental é imprescindível em qualquer caso de câncer. Além disso, a retirada das mamas para muitas mulheres pode gerar uma frustação em relação a sua sexualidade e ao seu poder feminino. Com o suporte da Psicologia, questões emocionais poderão ser encaradas de maneira mais amena, ajudando na recuperação completa da paciente.
Plástica/SUS
É direito de qualquer paciente de mama que tenha realizado cirurgia para retirada parcial ou total da mama, a cirurgia de plástica reparadora. Por lei, tanto o plano de saúde como o Sistema Único de saúde (SUS) são obrigados a realizar a cirurgia. Quando há condições clínicas e técnicas, a reconstrução da mama deve ser realizada no mesmo momento da mastectomia (retirada da mama). As pacientes devem agendar a cirurgia no local do tratamento através do SUS. Se for o caso de não estar mais em tratamento, elas devem dirigir-se a uma Unidade Básica de Saúde e solicitar o encaminhamento para uma unidade especializada em cirurgia de reconstrução mamária.
05/10/2015
Campanha do 'Outubro Rosa' realiza exames gratuitos de mamografia
Serão atendidas, mulheres de 50 a 69 anos em Salvador. Saiba quais são locais de atendimento e documentos necessários.
Nesta segunda (5) e terça (6), mulheres de 50 a 69 anos poderão fazer mamografias gratuitas em campanha realizada no CICAN - Centro Estadual de Oncologia,em Salvador/BA.
O Cican fica na Avenida Vasco da Gama, perto do Hemoba e do Hospital Geral do Estado (HGE). A ação no local será realizada de 8h às 18h, com capacidade para atender 140 mulheres por dia. Não é preciso fazer agendamento. É só a paciente chegar e retirar a senha de atendimento. O exame dura, em média, 40 minutos.
É preciso levar o cartão do SUS, RG e comprovante de residência (originais e xerox). Para esta campanha, não serão incluídas as mulheres que já tiveram câncer de mama ou que tenham realizado cirurgias nas mamas, inclusive plástica e retirada de nódulos.
Segundo os organizadores, também haverá exames gratuitos de mamografias no Hospital São Rafael, que fica no bairro de São Marcos, desta segunda-feira à tarde até o dia 17 de outubro, e na sede da Universidade do Estado da Bahia, no bairro do Cabula, de 19 a 31/10, sempre das 8h às 18h, e capacidade para 250 exames por dia.
A meta da clínica é realizar quase 20 mil mamografias bilaterais (6.000 exames na capital baiana e 13.900 no interior), para mulheres entre 50 e 69 anos, com exames gratuitos, pelo SUS - Sistema Único de Saúde, numa parceria com os governos Federal e Estadual até dia 30 de outubro.
Espero que os casos positivos sejam tratados IMEDIATAMENTE e não caiam no esquecimento!!
'Outubro Rosa' em Nova Odessa tem palestras de prevenção contra câncer
A programação do "Outubro Rosa" em Nova Odessa (SP) terá palestras e atividades especiais de conscientização contra o câncer de mama. A campanha nacional, que dura o mês inteiro, tem o objetivo de fazer a prevenção contra a doença. A Secretaria de Saúde fará ações junto aos pacientes para abordar o tema.Durante o mês, serão realizadas diariamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) palestras preventivas preventivas com orientações sobre a doença e formas de prevenção. A atividade é aberta a todos os pacientes e acontece na sala de espera das unidades. A programação preparada conta ainda com exames médicos e encaminhamento das pacientes para mamografia.Além das palestras, a programação conta também com mais uma edição da caminhada "Outubro Rosa" no dia 24. Para participar da Caminhada, os interessados deverão trocar a camiseta da campanha por um quilo de alimento não-perecível. A troca terá início no dia 19 e será realizada no Clube da Melhor Idade.O secretário de Saúde do município, Sérgio Molina, destacou a preocupação com o câncer de mama. "Esta é uma ação muito importante e que fazemos questão de participar, orientando e dando o melhor acompanhamento possível a essas mulheres”, disse o titular da pasta, em nota enviada pelo Executivo.
Diagnóstico precoce melhora a resposta ao tratamento
Começou o Outubro Rosa e, junto com ele, as diversas ações realizadas pelo Ministério da Saúde, órgãos e entidades que conscientizam durante esses 31 dias sobre a importância da detecção precoce do câncer de mama.
O Outubro Rosa foi criado no início da década de 90, mesma época em que o símbolo da prevenção ao câncer de mama, o laço cor-de-rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York (EUA) e, desde então, promovido anualmente em diversos países.
Mais comum entre as mulheres, a maioria dos casos de câncer de mama tem sido diagnosticados já em estágios avançados. No Brasil, as taxas de mortalidade pela enfermidade continuam elevadas, exigindo cada vez mais atenção à necessidade do diagnóstico precoce, que, aliado ao tratamento, possibilita melhores resultados.
A doença é causada pela multiplicação anormal das células da mama, que formam um tumor maligno. Os sintomas consistem em alterações na pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações, inclusive no mamilo, ou aspecto semelhante à casca de laranja. Secreção no mamilo e nódulo (caroço) endurecido e fixo no seio, geralmente indolor, também são sinais de alerta. Podem também surgir nódulos palpáveis na axila e no pescoço.
Detecção precoce – Segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), uma das formas detecção precoce do câncer de mama é a mamografia. Para o controle do câncer de mama, é recomendado que as mulheres entre 50 e 69 anos realizem mamografia a cada dois anos, mesmo que não tenham alterações.
As mulheres devem ter suas mamas examinadas pelo médico(a) ou enfermeiro(a) como parte de seu exame físico. No exame clínico das mamas o profissional observa e apalpa as mamas da paciente na busca de nódulos ou outras alterações .
A mamografia é a radiografia da mama capaz de mostrar lesões em fase inicial e até muito pequenas (milímetros) e assim, permite a detecção precoce do câncer de mama. Segundo o INCA, o exame é realizado em um aparelho de raio X apropriado, o mamógrafo. Nesse aparelho, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens, e, portanto, melhor capacidade de diagnóstico. O desconforto provocado é discreto e suportável.
Fatores de risco – Entre os fatores de risco de câncer de mama estão a primeira menstruação precoce (antes dos 12 anos), a menopausa tardia (após os 50 anos), a primeira gravidez após os 30 anos ou não ter tido filhos e ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos. O sedentarismo, excesso de peso, consumo de bebida alcoólica e exposição frequente a radiações ionizantes também aumentam o risco de desenvolver a doença.
A hereditariedade é responsável por 10% do total de casos. Mulheres com história familiar de câncer de mama e ovário, especialmente se uma ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmãs) foram acometidas antes dos 50 anos apresentam maior risco de desenvolver a doença. A mulher que possui um desses fatores genéticos tem risco elevado para câncer de mama. É recomendado que essa mulher converse com o médico para avaliação do risco e conduta a ser seguida.
A presença de um ou mais desses fatores de risco não significa que a mulher terá necessariamente câncer de mama. As mulheres, de todas as idades, devem ser orientadas a olhar, palpar e sentir suas mamas no dia a dia para reconhecer suas variações naturais e identificar as alterações suspeitas. Em caso de alterações persistentes, procure uma unidade de saúde.
Participe desta iniciativa e compartilhe informações sobre o câncer de mama que estão disponíveis nas páginas do Facebook e Twitter do Ministério da Saúde.
No Outubro Rosa, tire 13 dúvidas sobre câncer de mama
O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 49.240 novos casos para 2010. No mês mundial de conscientização sobre a doença, tire 13 dúvidas sobre ela, com explicações dos seguintes profissionais do Inca: Fábio Gomes, nutricionista da Área de Alimentação, Nutrição e Câncer; Jeane Glaucia Tomazelli, técnica da Divisão de Atenção Oncológica; e Carlos Federico Lima, vice-diretor do Hospital do Câncer III (unidade do instituto responsável pelo tratamento do câncer de mama).
Vale lembrar que o Outubro Rosa, movimento mundial de mobilização de prevenção da patologia, começa nesta terça-feira (5 de outubro), com a iluminação de rosa do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. O evento é promovido pela Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama).
1 - O que causa o câncer de mama?
Na maioria dos casos de câncer de mama, não há uma causa específica. Há alguns fatores que estão associados ao aumento do risco de desenvolver a doença. A própria idade é um deles, pois a chance aumenta na medida em que se envelhece. Menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade (não ter filhos), primeiro filho em idade avançada, não amamentação e uso de terapia de reposição hormonal são fatores associados ao risco. Consumo excessivo de álcool, obesidade na pós-menopausa e sedentarismo também. Os fatores hereditários são responsáveis por menos de 10% dos cânceres de mama. O risco é maior quando os parentes acometidos são de primeiro grau (pai, mãe, irmãos, filhos).
2 - Atinge homens em que proporção?
O câncer de mama em homens é raro. Estima-se que, do total de casos da doença, apenas 0,8% a 1% ocorram em pessoas do sexo masculino.
3 - Existe algum sintoma além de caroço no seio?
A forma mais habitual é o aparecimento de nódulo, geralmente indolor. Outros sinais e sintomas menos frequentes são edemas semelhantes à casca de laranja, irritação ou irregularidades na pele, dor, inversão ou descamação no mamilo e descarga papilar (saída de secreção pelo mamilo). Podem também surgir nódulos palpáveis na axila.
4 - É sempre possível notar a doença por meio do toque nos seios?
Não, a patologia tem uma fase em que as lesões são do tipo não-palpáveis. Por isso, é importante a realização de exames de imagem na faixa etária de maior risco.
5 - Segundo o Inca, o autoexame não é estimulado como medida de detecção. Por quê?
Considerando as evidências atualmente disponíveis, não se pode recomendar ou fomentar o ensino do autoexame como método de rastreamento. Também não foi evidenciada diminuição da mortalidade por câncer de mama com o uso do autoexame. Entretanto, o Inca destaca a importância de que a mulher esteja atenta ao seu corpo e à saúde das mamas. A recomendação é que, diante da observação de qualquer alteração ou mudança nas mamas, busque imediatamente a avaliação de um médico.
6 - Prótese de silicone nos seios pode levar à doença?
Não há evidência científica de que exista associação entre implantes mamários de silicone e o risco de desenvolvimento de câncer de mama.
7 - Como é o tratamento de câncer de mama?
O tratamento é multidisciplinar, ou seja, deve incluir a opinião de vários especialistas médicos, como o mastologista, o radiologista, o oncologista clínico, o radioterapeuta, assim como enfermeira especializada, psicóloga, fisioterapeuta e assistente social. Habitualmente, o tratamento pede cirurgia e é complementado pela radioterapia e quimioterapia/hormonoterapia.
8 - Quais são as chances de cura de câncer de mama?
Quando diagnosticado precocemente, há até 95% de chance de cura. Por isso, é importante que toda mulher de 50 a 69 anos faça mamografia a cada dois anos.
9 - Quais mudanças de hábito podem diminuir a chance de desenvolver câncer de mama?
Mudar estilo de vida pode reduzir 28% dos casos de câncer de mama. A ingestão excessiva de álcool aumenta as chances de ter câncer de mama porque altera os níveis hormonais, como o do estrogênio (toda mulher o produz, mas existe uma atuação importante dele no desencadeamento da patologia). Caso tenha células precursoras de câncer, essas taxas elevadas podem favorecer a multiplicação delas. Se o consumo de bebidas alcoólicas fosse moderado, com no máximo um drinque por dia (uma lata de cerveja, um cálice de vinho, uma dose de bebida destilada), reduziria em 6% a incidência.
O excesso de peso precisa ser eliminado, porque significa alteração nos níveis hormonais. Além disso, quando as células de gordura estão repletas, liberam fatores pró-inflamatórios. É como se a pessoa estivesse em um processo de inflamação generalizada, o que a torna mais vulnerável a fatores cancerígenos. O recomendado é que o índice de massa corporal não ultrapasse 25, prevenindo 14% dos diagnósticos.
Deixar de lado o sedentarismo queima as gorduras e equilibra os hormônios. Mas tem de ser em ritmo moderado, como uma caminhada mais acelerada, e por, no mínimo, 30 minutos diários. Com o tempo, a dica é tentar aumentar a intensidade ou estender o período. A medida isolada pode diminuir em 11% os casos de câncer de mama.
10 - Quais alimentos ajudam a prevenir a doença?
Os de origem vegetal: frutas, legumes, verduras e leguminosas (como feijão, lentilha, grão-de-bico). Têm o poder de inibir a chegada de compostos cancerígenos às células e, ainda, consertar o DNA danificado quando a agressão já começou. Se a célula foi alterada e não foi possível consertar o DNA, alguns compostos promovem a morte delas, interrompendo a multiplicação desordenada.
A ideia de que determinado alimento é bom para tal tipo de câncer não se aplica. Tem de haver sinergismo entre os compostos, o que ajuda em todos os tipos da doença. Por isso, é importante variar a alimentação ao máximo. A recomendação é consumir, no mínimo, 400g por dia de vegetais, sendo 2/5 de frutas e 3/5 de legumes e verduras. Cada porção equivale a uma quantia que caiba na palma da sua mão, do produto picado ou inteiro, totalizando 80g.
11 - O que não se deve comer para ajudar na prevenção?
Entre os alimentos prejudiciais estão os embutidos, que apresentam grande quantidade de sal, nitritos e nitratos. Os conservantes em contato com o suco digestivo do estômago se transformam em compostos cancerígenos. Evite ao máximo comê-los, mas o ideal é que não sejam consumidos.
Limite carne vermelha a 50g semanais. A forma de preparo dos alimentos, especialmente das carnes (de qualquer tipo), pode influenciar. Os feitos na chapa ou fritos trazem malefícios, porque a exposição a altas temperaturas também atua na formação de compostos cancerígenos. Prefira levá-los ao forno ou usá-los em ensopados. Se quiser grelhar, opte pelo pré-cozimento. O churrasco também eleva os riscos. Além da temperatura alta, a fumaça do carvão tem dois componentes cancerígenos (alcatrão e hidrocarboneto policíclico aromático), que impregnam na refeição.
12 - Qual é a importância da amamentação?
Amamentar diminui entre 10% e 20% os riscos de a mãe ter a doença. Enquanto o bebê suga o leite, o movimento promove uma espécie de esfoliação do tecido mamário por dentro. Assim, se houver células agredidas, são eliminadas e renovadas. Quando termina a lactação, várias células se autodestroem, entre elas algumas que poderiam ter lesões no material genético. Outro benefício é que as taxas do hormônio feminino estrogênio caem durante o período de aleitamento.
13 - Pílula anticoncepcional aumenta o risco da doença?
Existem estudos que demonstram fraca relação de causalidade entre pílula anticoncepcional e risco da doença, enquanto outros demonstram alguma relação.
22/03/2015
Obesidade eleva em 40% o risco de câncer em mulheres
Tumores associados ao excesso de peso são: intestino, mama pós-menopausa, vesícula biliar, útero, rim, pâncreas e de esôfago.
Obesas correm risco 40% maior de desenvolver algum câncer relacionado ao peso em comparação com mulheres saudáveis. Os principais tumores ligados ao excesso de peso são: intestino, mama pós-menopausa, vesícula biliar, útero, rim, pâncreas e de esôfago. O dado foi divulgado nesta terça-feira pela Cancer Research UK, uma ONG britânica que realiza pesquisas com o intuito de combater o câncer.
De acordo com a ONG, de cada 1 000 mulheres obesas, 274 serão diagnosticadas, durante sua vida, com um câncer ligado ao sobrepeso. Quando comparadas a 1 000 mulheres de peso saudável, 194 desenvolverão os mesmos tipos de tumor. Este levantamento foi baseado em diversos estudos e dados oficiais sobre a incidência de câncer, obesidade e a relação entre eles na Grã-Bretanha.
Existem diferentes maneiras pelas quais a obesidade pode aumentar os riscos de câncer em mulheres. Uma das mais apontadas é a produção de hormônios pelas células adiposas, como o estrogênio. Acredita-se que este hormônio seja o combustível do desenvolvimento de alguns tipos de câncer, como mama e útero. Outra possibilidade é que o excesso de gordura cause múltiplos efeitos no metabolismo de outras células, podendo elevar o nível de radicais livres e danificar o DNA celular.
Prevenção - "Ajudar as pessoas a entender como elas podem reduzir seus riscos de desenvolver câncer continua a ser crucial na luta contra a doença", afirma Julie Sharp, chefe do setor de informações para saúde da Cancer Research UK. Ela lembra que a probabilidade de uma pessoa ter um tumor é uma combinação de vários fatores, como genética, ambiente e envelhecimento. "Embora não possamos comandar alguns desses aspectos, é preciso agir sobre aqueles que controlamos, a exemplo de não fumar, ter alimentação e peso saudáveis e beber moderadamente. "
21/03/2015
Médicos discordam do diagnóstico de câncer de mama em 25% dos casos
Estudo comparou opinião dos médicos que detectaram os casos com a de um grupo de especialistasUm novo estudo mostra que nem sempre os médicos concordam com os resultados de biópsias para câncer de mama. Publicada na terça-feira no periódico Jama, a pesquisa revela que os médicos que detectam o problema inicialmente só concordam em 75% das vezes com especialistas que não estão ligados ao caso.No estudo, 115 patologistas - médicos que analisam exames e diagnosticam o câncer - dos EUA avaliaram imagens de 240 biópsias de câncer de mama e fizeram diagnósticos. Suas respostas foram confrontadas com as de um grupo de referência, formado por três especialistas no assunto, que determinaram as análises corretas.
Quando se tratava de um câncer invasivo, aquele que já atinge outras camadas celulares do órgão afetado e tem capacidade de se disseminar para outras partes do corpo, houve um bom consenso: os patologistas concordaram com o diagnóstico determinado pelos especialistas em 96% dos casos. Quando se tratava de biópsias não cancerígenas, a concordância caiu para 87% dos casos.
Casos complexos - Em situações de diagnóstico mais complexo, como atipia, quando as células são anormais mas não cancerosas, os patologistas e o painel de referência só entraram em consenso em 48% dos casos. No caso do chamado carcinoma ductal in situ (CDIS), quando as células anormais ficam dentro dos ductos das mamas, o veredito dos médicos foi o mesmo em 84% das vezes. Na totalidade dos casos, a porcentagem de concordância foi de 75%.
O índice de discordância foi maior em biópsias de mulheres com maior densidade mamária. O estudo não analisou o impacto clínico de diagnósticos incorretos, mas as descobertas levantaram preocupações quanto a um diagnóstico superestimado do câncer, assim como a perda de oportunidades de identificá-lo precocemente.
13/05/2014
Nova droga pode reduzir em mais da metade risco de câncer de mama
Um estudo britânico com 4 mil mulheres mostrou que o uso da droga anastrozol pode reduzir em mais da metade a probabilidade de desenvolvimento de câncer de mama em pacientes de alto risco.
O estudo da Universidade Queen Mary, de Londres, foi publicado na revista Lancet. Além de mais barato, o anastrozol se mostrou mais eficaz e apresentou menos efeitos colaterais que os medicamentos habituais.
O estudo dividiu as mulheres em dois grupos, ambos com pacientes consideradas de alto risco (por possuírem histórico de câncer na família).
No primeiro grupo, no qual as mulheres não receberam o anastrozol, 85 dentre 2 mil mulheres desenvolveram câncer de mama. Já no segundo grupo, que recebeu o medicamento, apenas 40 entre 20 mil mulheres tiveram câncer. Não houve registro de efeitos colaterais.
O estudo mostrou que o anastrozol impede a produção do hormônio estrógeno, substância que tende a impulsionar o crescimento da maioria dos cânceres de mama.
O chefe da pesquisa, professor Jack Cuzick, comemorou a descoberta, lembrando que "o câncer de mama é de longe o mais comum entre as mulheres e agora temos chances de reduzir os casos".
"Esse tipo de droga é mais efetiva que as habituais como o tamoxifeno e, o que é crucial, tem menos efeitos colaterais".
Pós-menopausa
O estudo também concluiu que o anastrozol apenas não consegue impedir a produção de estrógeno nos ovários, o que o faz efetivo apenas se ministrado a mulheres que já passaram pela menopausa.
Nesse caso, o medicamento mais indicado seria o tamoxifeno, cujo custo é igualmente baixo, por causa da patente já vencida.
Alguns países já disponibilizam o tamoxifeno, além do raloxifeno, como medicamento preventivo. Ambas igualmente bloqueiam a produção de estrógeno. No caso do tamoxifeno, antes e depois da menopausa. O ponto negativo é que ambos também aumentam o risco de câncer de útero e trombose venosa profunda.
Rede pública
Médicos e ativistas já começaram a pedir que o medicamento esteja disponível na rede pública de saúde da Grã-Bretanha. Alguns chegam a sugerir que o remédio seja oferecido a mulheres saudáveis.
Em 2013, o Instituto Nacional de Saúde e Tratamento de Excelência da Inglaterra e do País de Gales recomendou o uso de tamoxifeno a mulheres de alto risco e com mais de 35 anos.
Considerando que a recomendação poder ser extendida ao anastrozol, isso significa que até 240 mil mulheres possam ser beneficiadas na Grã-Bretanha, segundo a ONG Cancer Research UK.
Para a professora Montserrat Garcia-Closas, do Institute of Cancer Research de Londres, que conduziu o maior estudo sobre câncer de mama, "esta é uma descoberta muito significativa e muito importante".
"A questão agora é se a droga vai reduzir a mortalidade e se vai requerer mais estudos. Mas isso já traz importantes evidências de que a droga pode ser uma alternativa ao tamoxifeno", disse.
29/10/2013
Obesidade Preguiça e Câncer de Mama
A atual epidemia de obesidade caminha em paralelo à do sedentarismo. Consequências do farto acesso a alimentos de alto conteúdo calórico e das comodidades modernas, ambas as epidemias interagem de forma sinérgica: quanto maior o excesso de peso, menor a disposição para o movimento e vice-versa.A Organização Mundial da Saúde estima que, neste século XXI, o impacto da epidemia de obesidade na saúde dos povos será de tal ordem que o número de mortes causadas por ela deverá ultrapassar as do cigarro.Há muito se sabe que o excesso de peso está associado ao risco de desenvolver diabetes, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares como infarto do miocárdio e derrame cerebral, enfermidades reumatológicas e outras patologias; agora, sabemos que aumenta também o risco de certos tipos de câncer. Pela alta incidência na população, o câncer de mama é o mais importante deles, uma vez que, em cada oito a nove mulheres, uma receberá esse diagnóstico ao longo da vida.Uma das ações do estrógeno e da progesterona é estimular a proliferação das glândulas mamárias. É porque os ovários começam a produzir maiores quantidades desses hormônios que as mamas das meninas crescem na puberdade. A administração continuada de hormônios femininos exerce o mesmo efeito até em homens, como demonstram os seios de alguns travestis.Curiosamente, a obesidade exerce influências antagônicas no risco de câncer de mama, conforme a fase da vida reprodutiva em que se encontra a mulher.As mulheres que ganham peso excessivo já na vida adulta e chegam obesas à menopausa têm risco de desenvolver a doença de 1,5 a 2 vezes maior. Uma análise crítica de oito estudos recentes mostrou que, para cada oito quilos a mais nessa fase da vida, o risco de câncer de mama aumenta 18%.
O que têm a ver os seios com a gordura? A gordura não é um simples depósito para armazenar energia a ser queimada na época das vacas magras?Hoje, está demonstrado que o tecido gorduroso exerce funções bem mais complexas. Ele participa do controle hormonal de forma tão ativa que os especialistas o consideram parte importante do sistema endócrino.Com a chegada da menopausa, os ovários param de fabricar hormônios sexuais, mas o organismo feminino encontra caminhos alternativos com a finalidade de obter o estrógeno necessário para manter funções como preservar a integridade das mucosas genitais e da massa óssea, por exemplo. O mais importante deles -chamado de aromatização- acontece justamente na intimidade do tecido gorduroso.
Na mulher obesa em menopausa, quando o tecido mamário deveria gozar o merecido repouso, a aromatização ocorrida na gordura em excesso formará quantidades mais altas de estrógeno que estimulam a proliferação das glândulas mamárias, aumentando a probabilidade de surgirem células malignas resultantes de erros no processo de divisão celular. Em contraste, antes da menopausa, a obesidade está associada a uma redução futura de 10% a 30% dos casos da doença. Como explicar?
Nesse caso, também acontece a aromatização excessiva no tecido gorduroso descrita na menopausa, mas a quantidade de estrógeno produzida é pequena diante das altas concentrações liberadas na circulação pelos ovários em funcionamento durante os ciclos menstruais. Além disso, mulheres mais jovens, quando são obesas, costumam apresentar distúrbios menstruais que incluem ciclos com ausência de ovulação, atrasos e até períodos sem menstruações, capazes de reduzir a exposição das glândulas mamárias à ação proliferativa dos hormônios sexuais.Da mesma forma, a prática de atividade física pode reduzir a incidência de câncer de mama. Está provado que o exercício altera os ciclos menstruais e a exposição cumulativa do tecido mamário aos hormônios femininos. Atividade esportiva extenuante pode retardar o aparecimento da primeira menstruação e causar atrasos menstruais. Durante a adolescência, mesmo a atividade física moderada pode alterar a fisiologia ovariana a ponto de suspender a ovulação.Mulheres que praticam pelo menos quatro horas de atividade física semanal durante os anos de vida reprodutiva têm risco 60% mais baixo de desenvolver câncer de mama do que as sedentárias. Nas que já atingiram a menopausa, a prática de exercício físico também reduz a incidência dessa enfermidade por causar diminuição dos níveis de estrógeno e da massa gordurosa. Não está claro, no entanto, se a prática recente de atividade física protege mais ou menos do que a atividade cumulativa no decorrer da vida.Por razões pouco conhecidas, obesidade e vida sedentária aumentam também a incidência de outros tipos de câncer. Combinados, os dois fatores são responsáveis por 20% dos casos de câncer de mama, 50% dos carcinomas de endométrio (camada mucosa que reveste a parte interna do útero), 25% dos tumores malignos do cólon (intestino grosso) e 37% dos casos de adenocarcinoma de esôfago, um tipo de câncer cuja incidência aumenta exponencialmente nos últimos anos.Descendente de hominídeos obrigados a consumir energia para obter alimentos e fugir de predadores nas florestas, o cérebro humano, desenhado em época de penúria, não estava preparado para resistir às tentações da mesa e ao conforto dos sofás.
22/10/2013
Outubro Rosa: Veja FAMOSAS impactadas pelo CÂNCER DE MAMA em 2013
Angelina Jolie
Apesar do crescimento a cada ano da movimentação em torno do Outubro Rosa e o grande esforço para promover a conscientização, o câncer de mama continua entre as principais causas de morte de mulheres em todo o mundo. Além dos casos já conhecidos de celebridades que enfrentaram e venceram o problema, outras famosas foram diagnosticadas com a doença ou tiveram as vidas afetadas de alguma forma pelo mal no último ano.
Para lembrar que é sempre preciso estar alerta para qualquer sinal que possa ser relacionado à doença, separamos cinco casos de famosas que estiveram, de alguma forma, envolvidas com o câncer de mama, seja batalhando contra um tumor ou dando força para um familiar.
Talvez o caso recente mais notório, Angelina Jolie trouxe o tema de volta à tona ao anunciar que havia feito uma decisão radical: depois que soube que corria o risco de ter câncer de mama, a atriz se submeteu a uma mastectomia dupla preventiva, para eliminar as possibilidades de ser acometida.
A revelação de Angelina pegou o mundo de surpresa e levantou polêmica, já que muitas mulheres sentiram a necessidade de fazer a mesma cirurgia mesmo sem ter a propensão a desenvolver câncer. De qualquer forma, o caso da mulher de Brad Pitt ajudou a trazer o assunto novamente para os holofotes.
Sharon Osburne
A apresentadora e esposa do roqueiro Ozzy Osbourne também passou por uma mastectomia dupla, pelo mesmo motivo de Angelina: a identificação de um gene que aumenta a possibilidade de ocorrência da doença. E justamente por já ter enfrentado um problema semelhante, Sharon não quis arriscar.
"Tive câncer antes e não queria viver sob aquela nuvem: eu decidi remover tudo", contou à revista "Hello!" da Inglaterra, em 2012.
Anastacia
A cantora pop americana foi diagnosticada pela segunda vez em fevereiro, após ter derrotado o câncer de mama há cerca de dez anos. A musa também precisou encarar uma mastectomia dupla, mas não preventiva, como nos exemplos anteriores.
Por isso, ela precisou cancelar uma turnê pela Europa para se recuperar. "A detecção em estágios iniciais salvou minha vida duas vezes. Continuarei a batalhar e emprestar minha voz de todas as formas que puder", disse Anastacia em um comunicado.
Lorna Luft
A cantora e atriz americana – meia-irmã de Liza Minelli – descreveu a notícia do diagnóstico, recebida em janeiro deste ano, "como um soco na cara de Muhammad Ali, George Foreman e Mike Tyson ao mesmo tempo", citando alguns dos mais famosos pugilistas do mundo.
Lorna está passando por tratamento de radiação com cinco sessões por semana, e disse que está bem, já que "tudo é indolor e fácil". A cantora, uma das divas do teatro americano, pretende fazer uma série de apresentações musicais em Nova York para comemorar.
14/10/2013
07/10/2013
CA de Mama: Que exames podem ser feitos na prevenção?
A prevenção do câncer de mama pode ser dividida em prevenção primária e secundária. Prevenção primária é tudo o que pode ser feito para evitar o desenvolvimento de um câncer Prevenção secundária consiste na realização de testes ou exames que possam detectar precocemente um câncer já instalado, uma lesão pré-maligna, ou ainda identificar uma lesão que indique um risco aumentado de a paciente desenvolver um câncer no futuro.
Com base nestes exames que detectam lesões de risco, lesões pré-malignas e/ou lesões cancerosas em fase precoce, é possível intervir terapeuticamente, curando potencialmente a quase totalidade das pacientes. Entre as estratégias de exames utilizados em prevenção secundária, podemos citar:
Mamografia
A mamografia realizada com abrangência de toda a população é o único exame que comprovadamente diminui a mortalidade por câncer de mama, a um custo aceitável. Para que ocorra diminuição de mortalidade por câncer de mama graças à mamografia em uma determinada população, ao menos 70% das mulheres devem aderir ao rastreamento.
A mamografia é recomendada com periodicidade anual (ou no máximo bianual) para mulheres a partir dos 40 anos de idade, e deve continuar sendo feita até que a mulher tenha uma expectativa de vida inferior a quatro ou cinco anos. Esta expectativa de vida curta, que indicaria a interrupção do rastreamento, está muito mais relacionada à saúde da mulher do que à idade cronológica.
A mamografia de rastreamento consiste em um Raio X feito em duas incidências em cada uma das mamas, e proporciona imagens nas quais se podem identificar áreas suspeitas para malignidade. As imagens e o grau de suspeita devem ser classificados de acordo com uma codificação internacional, denominada de Bi-RADS.
Por esta classificação, que padroniza os achados mamográficos, uma mamografia laudada de maneira padronizada seria classificada de maneira semelhante se avaliada por diferentes profissionais radiologistas.
A classificação de Bi-RADS categoriza os achados:
Classificação de Bi-RADS
0 : são necessários exames adicionais ou a mamografia prévia para comparação1: mamografia negativa para achados suspeitos2: achados benignos3: achados provavelmente benignos (menos de 2% de malignidade). Sugere-se seguimento em intervalo curto (meses)4: achados suspeitos (possibilidade de malignidade entre 2% e 95%). Recomenda-se biópsia5: altamente sugestivo de malignidade (probabilidade de malignidade >95%). Recomenda-se biópsia6: alterações de área com malignidade já documentada em biópsia
Toda mamografia deve ser laudada com base nesta classificação de Bi-RADS.
A mamografia não é somente útil no rastreamento de mulheres assintomáticas, mas é também o primeiro exame a ser realizado na presença de alguma alteração mamária descoberta ao exame físico, seja notada pela paciente, seja notada ao exame por profissional de saúde. Neste caso não mais se trata de mamografia de rastreamento.
Em algumas situações, como no caso de mamas extremamente densas ou em caso de alterações que poderiam consistir em cistos, pode ser recomendada complementação da mamografia com a realização de um ultrassom ou até de ressonância nuclear magnética (RNM) das mamas.
Ultrassom
O ultrassom das mamas ajuda a diferenciar lesões palpáveis entre sólidas (mais possivelmente malignas) e císticas (preenchidas com líquido, menos provável que se trate de lesões malignas). Esta complementação ultrassonográfica na investigação serve tanto para alterações palpáveis, quanto para alterações visualizadas pela mamografia.
A ultrassonografia das mamas não causa dor, e é um exame rápido. Ele deve ser feito por profissional com vasta experiência, já que se trata de um exame altamente dependente da habilidade de quem o realiza.
Ressonância Nuclear Magnética (RNM) das mamas
A RNM pode ser usada como complemento à mamografia durante o planejamento de uma cirurgia, para saber se existem outros focos suspeitos nas mamas, que não tenham sido vistos na mamografia.
Além disso, e de maneira mais importante, a RNM é hoje indicada, conjuntamente com a mamografia, para fazer o rastreamento em mulheres com alto risco de desenvolver câncer de mama, como no caso de mulheres com história familiar importante, ou mulheres sabidamente com uma predisposição genética ao câncer.
A RNM é um exame relativamente caro, e não há dados que provem que sua utilização em larga escala ajude a evitar mortes por câncer de mama (como é o caso da mamografia). Mesmo assim, sua utilização vem aumentando justificadamente para um melhor planejamento cirúrgico em casos de doença multifocal nas mamas.
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