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02/10/2011

Em busca da longevidade com o uso dos biorreguladores


A gerontologia é um ramo da ciência que estuda o processo de envelhecimento. Começou a ganhar destaque no século XIX, quando os cientistas passaram a analisar com lupa as diferentes dietas, o clima e o modo de vida das pessoas ao redor do mundo. O objetivo sempre foi buscar a fórmula mágica para prolongar a expectativa de vida das pessoas. 

O médico Vladimir Khavinson, do Instituto de Gerontologia e Biorregulação de São Petersburgo, na Rússia, integra o time desses especialistas em medicina da longevidade. Há 35 anos ele pesquisa formas de retardar o envelhecimento, evitar - ou diminuir - o aparecimento de doenças e manter a qualidade de vida. Khavinson desenvolveu uma terapia baseada no uso de biorreguladores - proteínas naturais produzidas pelo organismo humano, cuja síntese diminui com o passar dos anos. 

O método consiste em devolver ao corpo essas proteínas, quando os órgãos não as produzem em quantidades suficientes. Por seus estudos, Khavinson foi indicado este ano ao prêmio Nobel de Medicina. Ele estará no Brasil participando do I Congresso de Medicina Anti-Aging, entre 7 e 9 de outubro, em São Paulo. O especialista concedeu a seguinte entrevista por e-mail ao GLOBO:
O GLOBO - O que são os biorreguladores?

VLADIMIR KHAVINSON - Os biorreguladores são pequenas proteínas naturais (peptídeos) formadas por 2,3 ou 4 aminoácidos unidos por ligações químicas. Esse tipo de peptídeos está presente no organismo humano e dos animais. Mas com o envelhecimento sua síntese vai diminuindo. Quando eles são administrados ao organismo as moléculas iniciam a restauração do órgão-alvo. Fui o primeiro a sugerir o uso desses peptídeos para retardar o envelhecimento. Essas estruturas mostraram uma atividade biológica única.

O GLOBO - Como o senhor começou a trabalhar com os biorreguladores?

KHAVINSON - Comecei meu trabalho na Academia Médica Militar em 1971, em Leningrado, atual São Petersburgo, na Rússia. Em 1988, um laboratório de pesquisa de biorreguladores foi criado pelo Comitê Estatal de Pesquisa da antiga União Soviética. Fui nomeado chefe deste laboratório, onde obtive meu PhD e doutorado. Estudei os mecanismos de ação sobre o sistema imunológico e endócrino dos medicamentos que desenvolvi. Os testes foram feitos sob diferentes fatores de stress, como traumas, intoxicação, radiação e também no processo de envelhecimento. Após mais de 35 anos de investigações, o trabalho resultou na elaboração de um complexo método de aplicação de peptídeos para aumentar a expectativa de vida das pessoas. Desenvolvi seis produtos farmacêuticos com peptídeos e 36 suplementos alimentares.
Leia toda a entrevista AQUI
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28/06/2011

Estudo: remédios contra aids podem acelerar envelhecimento


Um tipo de medicamento genérico usado para tratamento do HIV na África e em outras regiões pobres do planeta pode causar envelhecimento precoce e doenças relacionadas com idade avançada, como problemas cardíacos e demência, afirmaram cientistas neste domingo. Em um estudo no jornal Nature Genetics, pesquisadores britânicos descobriram que os remédios, conhecidos como inibidores da transcriptase reversa (NRTIs, em inglês), causam danos ao DNA na mitocôndria do paciente - as "baterias" que dão força para as células.

Os cientistas disseram ser improvável que os mais recentes coqueteis de remédios contra a aids fabricados por empresas como Gilead, Merck, Pfizer e GlaxoSmithKline poderiam causar níveis similares de danos, já que se acredita que eles sejam menos tóxicos para as mitocôndrias. Mas é necessário realizar novas pesquisas para se ter certeza.

"Leva tempo para que esses efeitos colaterais fiquem aparentes, então há uma interrogação sobre o futuro, para descobrir se essas novas drogas vão causar ou não este tipo de problema," disse Patrick Chinnery, do Instituto de Medicina Genética da Universidade de Newcastle, em entrevista por telefone. "Provavelmente, eles não causam isso, mas não temos como ter certeza, pois não tivemos o tempo necessário para descobrir", completou.

As descobertas, contudo, ajudam a explicar porque pessoas com HIV quando são tratadas com os medicamentos antigos contra a aids mostram, em alguns casos, sinais avançados de fragilidade e doenças como problemas cardíacos e demência enquanto jovens, afirmaram os pesquisadores. "O DNA nas nossas mitocôndrias é copiado durante a nossa vida e, conforme envelhecemos, naturalmente acumula erros", disse Chinnery, que liderou o estudo.

"Acreditamos que estas drogas contra o HIV aceleram o ritmo de criação desses erros. Então, em um prazo de dez anos, o DNA de uma pessoa pode ter acumulado a mesma quantidade de erros do que uma pessoa que envelheceu naturalmente 20 ou 30 anos", afirmou Chinnery. Os remédios NRTI foram um grande avanço no tratamento do HIV quando surgiram no final da década de 1980. Eles aumentaram a vida dos pacientes e ajudaram a tornar o HIV uma doença crônica com gerenciamento possível em vez de uma sentença de morte.

Preocupações sobre o nível tóxico dos NRTIs, especialmente em uso de longo prazo, culminaram com uma utilização menor em países ricos, onde foram substituídos por remédios mais caros e com efeitos colaterais menores. Mas, em países pobres, onde o acesso aos medicamentos genéricos é, normalmente, a única maneira que os pacientes têm de HIV receber tratamento, os NRTIs ainda são usados de maneira generalizada.

fonte:Terra

bjs,soninha

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