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16/04/2016

Gripe H1N1


A gripe H1N1, ou influenza A, é provocada pelo vírus H1N1, um subtipo do influenzavírus do tipo A. Ele é resultado da combinação de segmentos genéticos do vírus humano da gripe, do vírus da gripe aviária e do vírus da gripe suína, que infectaram porcos simultaneamente.

O período de incubação varia de 3 a 5 dias. A transmissão pode ocorrer antes de aparecerem os sintomas. Ela se dá pelo contato direto com os animais ou com objetos contaminados e de pessoa para pessoa, por via aérea ou por meio de partículas de saliva e de secreções das vias respiratórias. Experiências recentes indicam que esse vírus não é tão agressivo quanto se imaginava.

Segundo a OMS e o CDC (Center for Deseases Control), um centro de controle de enfermidades, nos Estados Unidos, não há risco de esse vírus ser transmitido através da ingestão de carne de porco, porque ele será eliminado durante o cozimento em temperatura elevada (71º Celsius).

Sintomas

Os sintomas da gripe H1N1 são semelhantes aos causados pelos vírus de outras gripes. No entanto, requer cuidados especiais a pessoa que apresentar febre alta, acima de 38º, 39º, de início repentino, dor muscular, de cabeça, de garganta e nas articulações, irritação nos olhos, tosse, coriza, cansaço e inapetência. Em alguns casos, também podem ocorrer vômitos e diarreia.

Diagnóstico

Existem testes laboratoriais rápidos que revelam se a pessoa foi infectada por algum vírus da gripe. No caso do H1N1, como se trata de uma cepa nova, o resultado pode demorar mais tempo. No entanto, nos Estados Unidos, já foram desenvolvidos “kits” para diagnóstico, que aceleram o processo de identificação do H1N1.

Vacina

A vacina contra a influenza tipo A é feita com o vírus (H1N1) da doença inativo e fracionado. Os efeitos colaterais são insignificantes se comparados com os benefícios que pode trazer na prevenção de uma doença sujeita a complicações graves.

Existem duas vacinas que protegem contra a infecção pelo H1N1: a trivalente, que imuniza contra dois vírus da influenza A e contra uma cepa do vírus da influenza B, e a vacina tetravalente (ou quadrivalente) que, além desses vírus imuniza contra uma segunda cepa do vírus da influenza B, menos frequente no Brasil e que só deve ser usada a partir dos três anos de idade.

Os dois tipos de vacina são eficazes, mas levam de duas a três semanas para fazer efeito. Embora não ofereçam 100% de proteção, estão perto disso.

Idosos acima de 60 anos, gestantes, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis (hipertensão, diabetes, asma, bronquite, insuficiência renal, obesidade grau 3, por exemplo), imunossuprimidos e transplantados, crianças entre seis meses e cinco anos, profissionais da saúde, população indígena, presidiários constituem o grupo prioritário para vacinação.

A vacina é contraindicada para as pessoas com alergia grave a ovo, pois pode conter ovoalbumina, uma proteína do ovo responsável por reações alérgicas. Isso acontece porque existe uma etapa, durante o processo de produção da vacina, que os vírus crescem em ovos de galinha.

Tratamento

É de extrema importância evitar a automedicação. O uso dos remédios sem orientação médica pode facilitar o aparecimento de cepas resistentes aos medicamentos. Os princípios ativos fosfato de oseltamivir e zanamivir, presentes em alguns antigripais (Tamiflu e Relenza) e já utilizados no tratamento da gripe aviária, têm-se mostrado eficazes contra o vírus H1N1, especialmente se ministrados nas primeiras 48 horas, que se seguem ao aparecimento dos sintomas.

Recomendações

Para proteger-se contra a infecção ou evitar a transmissão do vírus, o Center Deseases Control (CDC) recomenda:

* Lavar frequentemente as mãos com bastante água e sabão ou desinfetá-las com produtos à base de álcool;

* Jogar fora os lenços descartáveis usados para cobrir a boca e o nariz, ao tossir ou espirrar;

* Evitar aglomerações e o contato com pessoas doentes;

* Não levar as mãos aos olhos, boca ou nariz depois de ter tocado em objetos de uso coletivo;

* Não compartilhar copos, talheres ou objetos de uso pessoal;

* Suspender, na medida do possível, as viagens para os lugares onde haja casos da doença;

* Procurar assistência médica, se o doente pertence a um grupo de risco e se surgirem sintomas que possam ser confundidos com os da infecção pelo vírus H1N1 da influenza tipo A. Nos outros casos, permanecer em repouso e tomar bastante líquido para garantir a boa hidratação.

H1N1 Não é Preciso Pânico


As clínicas particulares que vacinam contra a gripe presenciaram um corre-corre de pais e mães aflitos na última semana. Resultado: no fim de semana passado, era difícil encontrar em São Paulo um local que disponibilizasse a vacina ou que não tivesse espera de pelo menos 3 horas.

Saiba Mais:

Casos de gripe são mais comuns no fim do outono e no inverno, mas este ano a doença chegou mais cedo , e com uma característica distinta: o vírus que tem circulado mais é o H1N1. Com isso, as pessoas passaram a correr atrás da vacina contra a gripe.

Os prontos-socorros também estão lotados de casos suspeitos de gripe. Em alguns hospitais da capital, a espera pode durar até 8 horas. Assim, pacientes que realmente precisam de atendimento são obrigados a aguardar muito tempo para ser atendidos.

No entanto, médicos alertam que não é necessário pressa para vacinar-se nem procurar um hospital ao menor sinal de gripe. A imensa maioria das pessoas em boas condições de saúde, que não façam parte do grupo prioritário (veja abaixo quem faz parte desse grupo) e que contraiam H1N1 não apresentará complicações graves.

Segundo o dr. José Silva de Mendonça, infectologista do Hospital do Servidor Público Estadual (SP), apenas as pessoas do grupo prioritário devem procurar o médico caso apresentem sintomas como febre alta e súbita, mal-estar e dor intensa no corpo. As demais devem repousar em casa.

É importante evitar os pronto-socorros e clínicas de vacinação lotados, pois o risco de contaminação é muito maior quando há aglomerações.

Quanto à vacina, é importante lembrar que:

* Seu feito protetor demora de 2 a 3 semanas;

* Quem toma a vacina contra a gripe deve fazê-lo todos os anos, pois os vírus se modificam;

* Há dois tipos de vacina disponíveis, a trivalente, que protege contra 2 vírus da influenza A e 1 vírus da influenza B, e a tetravalente, que protege contra 2 vírus da influenza A e 2 da B. Para proteger contra a H1N1, a vacina trivalente é eficiente;

* A vacina não protege 100% dos vacinados;

* Apenas quem faz parte do grupo prioritário (idosos, gestantes, doentes crônicos e crianças de 6 meses a 5 anos) precisa se vacinar;

* A vacina já pode ser encontrada em clínicas particulares (o preço varia de R$100,00 a R$200,00) e estará disponível gratuitamente na rede pública a partir de 11/4, mas apenas para o grupo prioritário.

19/08/2011

Britânica acorda de coma e descobre que havia dado à luz

Lisa Roland havia sido internada com gripe suína aos cinco meses de gravidez; bebê nasceu de parto natural 12 semanas antes do previsto.

Uma mulher britânica que entrou em coma durante a gravidez após contrair gripe suína surpreendeu os médicos ao dar à luz um menino saudável naturalmente enquanto estava inconsciente.

Lisa Boland, de 31 anos, estava no quinto mês de gravidez quando foi internada com um quadro grave de gripe em dezembro do ano passado.

Em pouco tempo, sua saúde se deteriorou e ela entrou em coma. Lisa foi ligada a um respirador artificial e ela e o bebê eram mantidos vivos por aparelhos.

Na maioria dos casos como esse, os médicos acabam retirando o bebê por meio de cesárea, mas o obstetra que visitava Lisa diariamente no hospital em Glossop, no centro da Inglaterra, optou por tentar deixar o bebê o máximo de tempo dentro do útero, para aumentar suas chances de nascer sem problemas.

Bolsa rompida

No início de janeiro, porém, durante um exame de rotina, a bolsa com o líquido amniótico de rompeu. Uma enfermeira percebeu então que a cabeça do bebê já começava a ficar visível e que ela estava em trabalho de parto.

"Todo mundo entrou em pânico. Uma enfermeira me contou depois que nunca tinha visto nada parecido, que poderia ter ouvido o barulho de uma agulha caindo no chão, porque todos estavam em silêncio, prendendo a respiração", contou Lisa à BBC.

"Eu estava paralisada, com um respirador artificial, então foi um choque para o pessoal do hospital", disse ela.

Como a mãe estava inconsciente, sem capacidade de fazer força, o bebê foi retirado a fórceps.

"O médico ficou pasmo, disse que em 23 anos nunca tinha visto nada parecido, nunca tinha visto alguém em coma dar à luz naturalmente", contou ela. "Ele disse que foi também a primeira vez que fez um parto de terno e gravata, porque não teve tempo para nada, foi tudo uma correria", disse.

Desenvolvimento normal
Samuel nasceu 12 semanas antes da data prevista e teve que passar cinco meses no hospital até ser capaz de ir para casa. Apesar de ser pequeno para a idade, o menino tem um desenvolvimento normal e não aparenta ter nenhuma sequela.

Lisa acordou somente no dia 15 de fevereiro, após mais de dois meses em coma e mais de um mês após o nascimento de Samuel.

Os médicos previam que ela só conseguiria voltar a ter uma vida normal depois de pelo menos seis meses, mas ela surpreendeu a todos novamente ao se recuperar em poucas semanas.

Segundo ela, o filho que ela só soube que tinha nascido ao acordar do coma foi sua maior motivação na fase de recuperação.

Fonte:G1

abçs,

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