Cuidar da saúde com amor e alegria!

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16/05/2015

Sedentarismo Feminino


A pesquisa Vigitel, (Vigilância dos Fatores de Risco e Proteção para Doenças), divulgada em abril deste ano pelo Ministério da Saúde, revelou alguns dados sobre a saúde dos brasileiros, entre eles que o número de pessoas acima do peso aumentou 23% nos últimos 9 anos. Isso se deve principalmente aos maus hábitos alimentares e ao sedentarismo, considerado o quarto principal fator de risco de mortalidade global.

Apesar de ainda muito sedentários, os brasileiros se exercitam mais hoje do que há 6 anos: a pesquisa apontou aumento de 18% no número de pessoas que praticam a quantidade de exercícios físico recomendada Organização Mundial da Saúde (OMS), 150 minutos por semana.

No entanto, ainda segundo a pesquisa, os homens são mais ativos fisicamente do que as mulheres: mais de 40% se exercitam durante seu tempo livre ante 30% das mulheres. Sabe-se, contudo, que as mulheres se alimentam melhor e procuram mais os médicos do que os homens, o que nos faz pressupor que elas se preocupam mais com a saúde.

Se é assim, por que, então, elas são mais sedentárias?

Embora na infância meninos e meninas sejam fisicamente ativos e estimulados a brincar, logo a menina aprende a restringir suas atividades, pois subir em árvore, jogar bola, lutar e correr são “brincadeiras de moleque”. Os exercícios físicos ficam, portanto, limitados às academias que poucas têm condições financeiras ou tempo para frequentar.

Outra pesquisa, denominada Trabalho remunerado e trabalho doméstico - uma tensão permanente- e realizada pela organização recifense SOS Corpo – Instituo Feminista pela Democracia e pelos institutos Data Popular e Patrícia Galvão, revelou que 75% das 800 mulheres consultadas afirmavam enfrentar uma rotina exaustiva, enquanto 18% não sofriam desse problema e 7% não sabiam dizer.

Dentre as entrevistadas, 98% reportaram que além de trabalhar, ainda precisavam cuidar da casa. Dessas, 71% não recebiam ajuda masculina. A falta de tempo foi motivo de reclamação para 68% das consultadas, enquanto 58% declararam não ter tempo para cuidar de si. De cada 10 entrevistas, 6 dormiam menos de 8 horas por dia.

Além de hoje em dia boa parte das mulheres trabalhar fora, ainda cabe a elas os cuidados com a casa, com a alimentação da família e com os filhos.

Realmente, é difícil imaginar que uma mulher que trabalhe cerca de 8 horas por dia, sem contar o tempo gasto nos deslocamentos entre a casa e o trabalho, cuide dos afazeres domésticos e dos filhos ainda tenha tempo para praticar exercício físico.

O cenário, contudo, está mudando: cada vez mais as mulheres cobram a presença masculina na divisão de tarefas. Se antes os homens eram responsáveis pelo sustento da família, hoje essa incumbência também cabe à mulher. Nada mais justo, portanto, que eles passem a dividir os cuidados com a casa e com os filhos, permitindo que elas tenham mais tempo para cuidar de si.

Até quando permitiremos que a mulher negligencie sua saúde física e mental em nome dos outros apenas para não atrapalharmos a ordem patriarcal que concede aos homens o direito de se abster dos cuidados com a casa e os filhos?

29/10/2013

Obesidade Preguiça e Câncer de Mama

 
A atual epidemia de obesidade caminha em paralelo à do sedentarismo. Consequências do farto acesso a alimentos de alto conteúdo calórico e das comodidades modernas, ambas as epidemias interagem de forma sinérgica: quanto maior o excesso de peso, menor a disposição para o movimento e vice-versa.

A Organização Mundial da Saúde estima que, neste século XXI, o impacto da epidemia de obesidade na saúde dos povos será de tal ordem que o número de mortes causadas por ela deverá ultrapassar as do cigarro.

Há muito se sabe que o excesso de peso está associado ao risco de desenvolver diabetes, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares como infarto do miocárdio e derrame cerebral, enfermidades reumatológicas e outras patologias; agora, sabemos que aumenta também o risco de certos tipos de câncer. Pela alta incidência na população, o câncer de mama é o mais importante deles, uma vez que, em cada oito a nove mulheres, uma receberá esse diagnóstico ao longo da vida.

Uma das ações do estrógeno e da progesterona é estimular a proliferação das glândulas mamárias. É porque os ovários começam a produzir maiores quantidades desses hormônios que as mamas das meninas crescem na puberdade. A administração continuada de hormônios femininos exerce o mesmo efeito até em homens, como demonstram os seios de alguns travestis.

Curiosamente, a obesidade exerce influências antagônicas no risco de câncer de mama, conforme a fase da vida reprodutiva em que se encontra a mulher.

As mulheres que ganham peso excessivo já na vida adulta e chegam obesas à menopausa têm risco de desenvolver a doença de 1,5 a 2 vezes maior. Uma análise crítica de oito estudos recentes mostrou que, para cada oito quilos a mais nessa fase da vida, o risco de câncer de mama aumenta 18%.
O que têm a ver os seios com a gordura? A gordura não é um simples depósito para armazenar energia a ser queimada na época das vacas magras?

Hoje, está demonstrado que o tecido gorduroso exerce funções bem mais complexas. Ele participa do controle hormonal de forma tão ativa que os especialistas o consideram parte importante do sistema endócrino.

Com a chegada da menopausa, os ovários param de fabricar hormônios sexuais, mas o organismo feminino encontra caminhos alternativos com a finalidade de obter o estrógeno necessário para manter funções como preservar a integridade das mucosas genitais e da massa óssea, por exemplo. O mais importante deles -chamado de aromatização- acontece justamente na intimidade do tecido gorduroso.
Na mulher obesa em menopausa, quando o tecido mamário deveria gozar o merecido repouso, a aromatização ocorrida na gordura em excesso formará quantidades mais altas de estrógeno que estimulam a proliferação das glândulas mamárias, aumentando a probabilidade de surgirem células malignas resultantes de erros no processo de divisão celular. Em contraste, antes da menopausa, a obesidade está associada a uma redução futura de 10% a 30% dos casos da doença. Como explicar?
Nesse caso, também acontece a aromatização excessiva no tecido gorduroso descrita na menopausa, mas a quantidade de estrógeno produzida é pequena diante das altas concentrações liberadas na circulação pelos ovários em funcionamento durante os ciclos menstruais. Além disso, mulheres mais jovens, quando são obesas, costumam apresentar distúrbios menstruais que incluem ciclos com ausência de ovulação, atrasos e até períodos sem menstruações, capazes de reduzir a exposição das glândulas mamárias à ação proliferativa dos hormônios sexuais.

Da mesma forma, a prática de atividade física pode reduzir a incidência de câncer de mama. Está provado que o exercício altera os ciclos menstruais e a exposição cumulativa do tecido mamário aos hormônios femininos. Atividade esportiva extenuante pode retardar o aparecimento da primeira menstruação e causar atrasos menstruais. Durante a adolescência, mesmo a atividade física moderada pode alterar a fisiologia ovariana a ponto de suspender a ovulação.

Mulheres que praticam pelo menos quatro horas de atividade física semanal durante os anos de vida reprodutiva têm risco 60% mais baixo de desenvolver câncer de mama do que as sedentárias. Nas que já atingiram a menopausa, a prática de exercício físico também reduz a incidência dessa enfermidade por causar diminuição dos níveis de estrógeno e da massa gordurosa. Não está claro, no entanto, se a prática recente de atividade física protege mais ou menos do que a atividade cumulativa no decorrer da vida.

Por razões pouco conhecidas, obesidade e vida sedentária aumentam também a incidência de outros tipos de câncer. Combinados, os dois fatores são responsáveis por 20% dos casos de câncer de mama, 50% dos carcinomas de endométrio (camada mucosa que reveste a parte interna do útero), 25% dos tumores malignos do cólon (intestino grosso) e 37% dos casos de adenocarcinoma de esôfago, um tipo de câncer cuja incidência aumenta exponencialmente nos últimos anos.

Descendente de hominídeos obrigados a consumir energia para obter alimentos e fugir de predadores nas florestas, o cérebro humano, desenhado em época de penúria, não estava preparado para resistir às tentações da mesa e ao conforto dos sofás.

10/07/2012

Ficar menos tempo sentado aumenta expectativa de vida, sugere estudo


Passar menos de três horas por dia sentado aumentaria vida em dois anos.Sedentarismo tem ligação com problemas cardiovasculares.

Uma pesquisa americana publicada nesta segunda-feira (9) afirma que o tempo que uma pessoa passa sentada pode influir sobre a sua expectativa de vida. O estudo saiu na edição online do “British Medical Journal”.

Segundo o estudo feito com adultos, quem passa menos de três horas por dia sentado tem uma expectativa de vida dois anos maior. A televisão também foi incluída como um fator importante – quem assiste menos de duas horas por dia aumenta o tempo de vida em um ano e quatro meses. 
Os hábitos sedentários estão ligados principalmente a problemas cardiovasculares. Até 27% das mortes teriam relação com o tempo que uma pessoa passa sentada. 
Os pesquisadores usaram dados de estudos nacionais norte-americanos para calcular o tempo que os adultos gastam em cada atividade – como assistir televisão. Além disso, revisaram outros cinco estudos que relacionam o tempo que cada um passa sentado e diferentes causas de mortes. 
Os dados foram analisados com uma técnica que leva em conta os fatores de risco para uma população, e não para os indivíduos em si. Os autores enfatizaram que a pesquisa não prova que ficar sentado necessariamente reduza a expectativa de uma pessoa, mas mostra o impacto que o estilo de vida sedentário pode ter sobre a saúde. 
“Os resultados desses estudo indicam que passar muito tempo sentado ou assistindo televisão pode ter potencial para reduzir a expectativa de vida nos EUA”, afirma o artigo.
G1 

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